18 mil cães vivem soltos nas ruas de Cruzeiro do Sul, mas Promotoria do Meio Ambiente proíbe eutanásia

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A quantidade de animais que vivem soltos nas ruas do município é assustadora e tem sido a causa de muitos acidentes envolvendo motociclistas que são prejudicados com seqüelas e prejuízos financeiros. Um levantamento do Centro de Zoonoses garante que existem cerca de 18 mil cães vagando pelas ruas da cidade.

Muitos animais tem dono, outros foram abandonados e jogados na rua e a falta de um local para abrigar os cães tem sido uma reclamação constante da população, principalmente dos motociclistas que são os mais prejudicados pelos animais que atravessam as ruas e derrubam os condutores de motos.

O presidente do Sindicato dos Mototaxistas, José Eudes, afirma que já presenciou vários acidentes de trânsito envolvendo cachorros. “Temos vários moto taxistas que sofreram acidentes por causa dos cachorros que vivem na rua. Alguns já foram parar no hospital com braço quebrado, perna quebrada, sem contar o prejuízo causado nas motos” disse.

Segundo o presidente nem ele escapou. “Eu ia à moto, quando de repente o cachorro pulou de dentro de uma caixa de lixo e saiu correndo. Passou na frente da moto, não tive tempo de desviar ou frear e cai. Se não podem prender, nem podem matar os cachorros porque é crime estamos correndo risco permanente de morrer por causa deles”, protestou.

O coordenador do Centro de Zoonose, Arison Geraldo Rosas, lembrou que a prática de Eutanásia foi proibida pelo Ministério Público do Estado (MPE). A determinação é apenas para fazer a captura dos animais e em um prazo de 72 horas. Se o dono não aparecer o animal é castrado, vacinado e colocado para adoção. Não havendo interessado é solto novamente nas ruas “disse.

Segundo Arison Rosas o município não condições de manter os animais com alimentação, pois toda semana são mais 20 cães capturados. Na opinião do coordenador a solução mais viável para reduzir a quantidade de animais soltos nas ruas seria as pessoas buscarem o Centro de Zoonose para fazer adoção.

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A Ação Civil Pública movida pelo Promotor do Meio Ambiente, Leonardo Honorato foi acatada pela Desembargadora Eva Evangelista e o novo promotor, Wendy Takao Hamano, que assumiu o cargo recentemente, disse que a intenção do MP é evitar que os animais sejam sacrificados, no entanto, destaca que a população pode colaborar fazendo adoção dos mesmos.

“A castração é a alternativa mais viável encontrada para evitar que o número de cães soltos na cidade continue aumentando”, disse o promotor.

Elson Costa - Fotos:Elson Costa

 

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