Marinha do Brasil fiscaliza postos de combustível flutuantes no Juruá

Marinha do Brasil 4 fiscalização

A Marinha do Brasil iniciou nesta semana uma fiscalização nos três postos de combustível flutuante do Rio Juruá, que estão localizados em frente à cidade. Segundo o comandante da Agência da Capitania dos Postos do Juruá, capitão Viana, apenas um dos estabelecimentos fiscalizados tem a documentação e os equipamentos de segurança exigidos pela legislação.

O comandante ressaltou que foi dado um prazo para que todos possam se regularizar e caso não sejam regularizadas as pendências no prazo estabelecido os postos podem ser interditados. Ele alerta também para o risco em caso de um incêndio, que poderia causar grande explosão e a poluição das águas do rio, através de um derramamento de óleo ou gasolina.

Para funcionar de forma legalizada os postos flutuantes precisam ter a licença da Agencia Nacional de Petróleo (ANP), extintores de incêndio, placas sinalizadoras de advertência que é proibido fumar e que existe a presença de liquido inflamável, hidrômetro (bomba da água), bóias de contenção para controlar um possível vazamento, além de estar cadastrado na Marinha do Brasil.

Em dois dos estabelecimentos não havia extintores de incêndio nem a bóia de contenção. Os marinheiros estabeleceram uma nova visita aos estabelecimentos e os proprietários já sinalizaram que estão providenciando o equipamento o mais breve possível.

O capitão Viana orienta que os equipamentos de segurança são indispensáveis para o funcionamento do posto de combustível, além da bóia de contenção que não é para ser usada somente em caso de vazamento, mas toda vez que uma embarcação de grande porte tiver que ser abastecida. O equipamento precisa ser lançado no rio, cercando toda a área onde está sendo feito o abastecimento.

A Agência Fluvial da Capitania dos Portos de Cruzeiro do Sul foi instalada recentemente e inicia um trabalho de fiscalização para que os proprietários de postos de combustível se regularizem de acordo com as normas de segurança da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e da Marinha do Brasil.

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Cruzeiro do Sul fica mais de quatro horas sem celular e internet

igreja

Uma pane no Sistema de Telefonia Móvel e Internet deixou a população de Cruzeiro do Sul por mais de quatro horas sem os serviços de telefonia móvel e internet nesta quinta-feira (07). Usuários reclamam dos prejuízos e do alto custo do serviço.

O problema que se repete constantemente na região tem causado sérios prejuízos aos usuários. O economista Rui Pereira explica que o prejuízo para o consumidor é grande, principalmente para quem necessita dos serviços públicos e bancários.

Na opinião do economista as empresas de telefonia móvel, que também prestam serviço de internet na região do Juruá, precisam ser mais fiscalizadas pelos políticos e pelos órgãos de fiscalização Federal para melhorarem a prestação do serviço.

“ As empresas  de telefonia, principalmente a VIVO, estão deixando a população refém  de um produto de má qualidade que está sendo vendido no Acre”, afirmou.

Um dos usuários da VIVO que sente o prejuízo direto no bolso com os blecautes é o moto taxista Manoel Marinho de Souza, 56. Ele garante que nesta quinta feira (07) reduziu seu faturamento pela metade e quando acontece os blecautes muitos clientes também ficam prejudicados.

O Sargento do Corpo de Bombeiros, S . Santos, que estava viajando para Porto Velho (RO) chegou em Cruzeiro do Sul  nesta quita feira e teve dificuldade para falar com seus familiares por que o sistema de telefone estava fora do ar. Desanimado com o serviço  da telefonia móvel e de internet na região o militar disse que já não acredita que um dia isso possa mudar.

O drama com a falta de comunicação via internet e telefone celular,  é compartilhado com toda a população de Cruzeiro do Sul. O gestor público Neto Gotram explica que o serviço público também fica prejudicado, principalmente no interior.

Gontran denuncia que o serviço prestado pelas empresas de telefonia móvel é caro e de má qualidade, além do mau atendidos dispensado aos clientes quando ligam para fazer  uma reclamação. 

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Licitação para construção de ponte sobre o rio Madeira deve ser feita em março, diz Aníbal Diniz

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Em pronunciamento nesta quarta-feira (6), o senador Anibal Diniz (PT-AC) comunicou que a licitação para a construção de ponte sobre o rio Madeira deverá ser realizada até março. O empreendimento, segundo ele, interessa diretamente aos estados do Acre e Rondônia, pois irá facilitar a travessia de veículos e caminhões, hoje feita por meio de balsa, o que costuma provocar filas quilométricas na região.

Anibal Diniz relatou ter sido acompanhado pelo governador do Acre, Tião Viana, e ter mantido audiência com autoridades da área de transporte e com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para tratar do plano de investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê a construção de 10,5 mil unidades habitacionais no estado.

Aníbal Diniz também citou o andamento, no Ministério dos Transportes, da documentação que prevê a continuidade das obras da BR-364. O senador lembrou que o Orçamento de 2013 ainda não foi aprovado, mas observou que as lideranças políticas deverão chegar a um entendimento para aprovação da matéria logo depois do Carnaval. Ele ressaltou ainda que as bancadas do Acre e Rondônia estão unidas para garantir a construção da ponte sobre o rio Madeira.

Energia

O senador também afirmou que a redução das tarifas de energia elétrica anunciada pelo governo contribui para estimular o crescimento econômico do país. E lembrou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já garantiu que o governo irá ampliar a desoneração em vários setores e reduzir ainda mais a cobrança de tributos.

Aníbal Diniz salientou que 45,3% da energia no Brasil provêm de recursos hídricos, e que as usinas hidrelétricas são responsáveis por mais de 75% da energia produzida no país.

Fonte: Agência Senado

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ANP mantém projeto de fomento para a pesquisa de hidrocarbonetos no Acre

Figura2

O poço perfurado pela Petrobrás na comunidade São João, região próxima à terra indígena Puyanawa, no município de Mâncio Lima, apresentou indícios de petróleo, informou Luiz Bampa, geofísico da Georadar, empresa responsável pelos levantamentos geofísicos e contratada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Os trabalhos da agência vêm sendo executados nos municípios de Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo, Rodrigues Alves e Mâncio Lima, no Estado do Acre e nos municípios de Ipixuna e Guajará, no Estado do Amazonas. Há possibilidade de ser encontradas ocorrências de petróleo ou de gás natural em toda região do Vale do Juruá acreano, além dos municípios amazonenses.

Para se chegar à conclusão que de fato a região tinha as condições para prospecção de gás natural e petróleo, foi preciso “trilhar um longo caminho” que incluiu levantamentos aéreos, realizados em 2007 e 2008, levantamentos geoquímicos de 2008 a 2010 e por fim o levantamento de dados de sísmica de reflexão, que terminam no próximo mês.Concluídos os trabalhos, a Georadar entregará o diagnóstico para a ANP, que é responsável pelo estudo e fomento.

“De posse dos dados do Projeto Bacia do Acre 2D, a agência poderá abrir licitações para que empresas possam prospectar petróleo e gás natural”, disse Luiz Bampa."Estamos identificando as estruturas no interior da bacia sedimentar potencialmente portadora de petróleo ou gás. A prospecção é feita através de um método indireto e não invasivo. Se forem encontradas estruturas favoráveis, serão feitas perfurações de poços".

Ainda segundo o geofísico, a Georadar, no atual momento, está realizando levantamentos no município de Ipixuna. Para realizar o trabalho são utilizados explosivos com fonte sísmica. “São abertos furos de quatro metros de profundidade, dentro são colocadas os cartuchos com os explosivos e espalhados sensores que registram tudo. Depois de registrados, os dados passam por um processamento sofisticado que resulta nas sessões sísmicas, que são uma imagem da subsuperfície do terreno, que serão interpretadas pela ANP”, explicou Bampa.

Os objetivos das perfurações dos poços, quando forem feitas no futuro, podem atingir profundidades maiores que 3.000 metros.

Durante a década de 70 e 80, o empresário e ex-governador Orleir Cameli forneceu equipamentos para a Petrobrás realizar trabalhos de prospecção na região. Mesmo com a ausência de equipamentos modernos, entre outras dificuldades, dois poços foram perfurados. A atual tecnologia de mapeamento permite um conhecimento cada vez maior do subsolo, o que minimiza os custos da perfuração e impactos ambientais.

www.vozdonorte.com.br - Jorge Natal 

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