Reunião com donos de empresas debate problemas de ônibus na BR-364

reuniao Ciretran 3

Proprietários das empresas de transporte rodoviário - Transacreana, Real Norte e AmazonAcre - participaram na manha desta terça-feira (19) de uma reunião na sede da 1ª Ciretran, com a presença do Gerente de Fiscalização do Transporte Rodoviário do Detran/AC, João Félix, que se deslocou até Cruzeiro do Sul em razão de denúncias veiculadas na imprensa sobre a situação precária dos ônibus que estão fazendo o transporte de passageiros pela BR-364.

A reclamação principal é a constante quebra dos veículos que tem deixando os passageiros por várias horas a espera de socorro. Problemas mecânicos são as principais causas da interrupção das viagens que muitas vezes tem sido feita em até mais de cinco horas do tempo previsto, além do incomodo causado pela falta de manutenção nos banheiros dos ônibus que exalam forte mau cheiro.

Outras reclamações denunciadas são a situação precária dos pneus de alguns ônibus que estão trafegando sem as condições necessárias de segurança colocando em risco a vida dos passageiros, o equipamento de ar condicionado que não funciona em alguns dos veículos causa desconforto durante a viagem e também superlotação com passageiros transportados em pé.

O gerente de Fiscalização do Transporte Rodoviário do Detran/AC, João Félix, que chegou em Cruzeiro do Sul na tarde desta segunda-feira, fez o trajeto entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul pela BR-364 para verificar as condições de tráfego e encontrou alguns ônibus quebrados ao longo da estrada, comprovando as denúncias feitas pelos passageiros à imprensa de que a maioria dos ônibus apresentam algum tipo de problema.

João Félix ressaltou a gravidade da situação, apesar do momento crítico da BR-364, mas reconheceu que está sendo necessário um acompanhamento dos problemas para evitar que algo de maior gravidade possa acontecer como acidentes que já deixaram seqüelas em passageiros. O gerente informou sobre convênio com a Agência Reguladora do Transporte Público (AGE/AC) para fiscalização de todos os veículos utilizados no transporte de passageiros pela BR-364.

O gerente do setor de fiscalização do Detran avaliou que a reunião deixa um resultado muito positivo e com certeza o serviço prestado pelas empresas deve ser melhorado para garantir conforto e mais segurança à população que é a grande beneficiada com a abertura definitiva da BR-364, uma grande vitória do Governo do Estado, que faz um esforço para mantê-la em funcionamento inclusive durante o inverno.

O gerente da 1ª Ciretran, Valdeci Dantas, argumentou sobre a velocidade dos veículos pedindo as empresas que possam fazer um acompanhamento da velocidade dos ônibus para garantir mais segurança aos passageiros e foi informado que todos os ônibus tem o Tacógrafo, equipamento fiscalizado pelo Inmetro.

Os empresários destacaram as dificuldades causadas pela atual situação da BR-364, mas avaliaram e reconheceram os avanços na pavimentação que garante acesso durante o inverno e beneficia a população com preços acessíveis para facilitar seu deslocamento, afirmando que todos os esforços estão sendo feitos para superar os problemas e garantir mais segurança aos passageiros que utilizam o serviço das empresas.

O empresário Alonso Américo ressaltou que a intenção da Transacreana é atender da melhor maneira possível a população do vale do Juruá e afirmou que a reunião foi muito proveitosa. “Nossa empresa tem uma frota de mais de 40 veículos, estamos fazendo um esforço neste momento crítico do inverno para garantir atendimento à população de Cruzeiro do Sul que merece um bom atendimento”, disse.

Alonso parabenizou o Governo do Estado pelo grande esforço de manter em funcionamento a BR-364, mesmo no inverno, que é um momento crítico, mas o trabalho do governo que garante melhorias à população do vale do Juruá. “Não podemos voltar atrás e Se Deus quiser logo que chegue o verão vamos colocar veículos melhores para atender o povo do Juruá.”, disse.

Haroldo Lima, da AmazonAcre, destacou que apesar da empresa trabalhar com poucos veículos está fazendo um trabalho satisfatório que não tem causado reclamações de passageiros. “Graças a Deus estamos saindo e chegando, nossos carros não tem quebrado e sempre orientamos nossos motoristas para trafegar com segurança”, afirmou.

Doverlei Lima, representante da Real Norte, disse que o alvo principal da empresa é a segurança do cliente, apesar de alguns problemas que tem acontecido neste período invernoso que causa alguns problemas nos veículos. “Toda crítica é bem vinda, vamos aproveitar para melhora nossos serviços, estamos passando uma fase de transição de uma empresa para outra e queremos que nossos clientes fiquem satisfeitos para sempre viajar na Real Norte”, disse.  

A reunião contou ainda com a presença do gerente de fiscalização de Trânsito da Prefeitura de Cruzeiro do Sul e do editor do Jornal Voz do Norte, Elson Costa, que junto com o correspondente do G1, da Globo, Francisco Rocha, acionaram o Setor de Fiscalização Rodoviária do Detran/AC.

Elson Costa - Fotos: Elson Costa

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Ônibus que trafegam na BR-364 colocam em perigo vida de passageiros

ônibus BR 364

Ônibus da Real Norte e Transacreana saem lotados diariamente para Rio Branco

Um grande número de reclamações feitas por passageiros que utilizaram nas últimas semanas os serviços das empresas Real Norte e Transacreana, proprietárias de ônibus que trafegam no trecho Cruzeiro do Sul/Rio Branco/Cruzeiro do Sul, acende uma luz vermelha e pode anunciar uma provável tragédia, a qualquer momento, pela situação precária dos veículos.

Segundo as denúncias os ônibus não oferecem nenhum conforto, trafegam sem ar condicionado, banheiro sem condições de uso e nas últimas semanas a maioria deles tem quebrado por problemas mecânicos. Os passageiros reclamam que ficaram esperando por socorro na beira da BR-364, por várias horas, sem nenhum tipo de atenção e apoio das empresas que colocam em risco a vida dos passageiros.

Falta de manutenção causa problemas mecânicos e ônibus quebram na BR-364

O perigo maior fica por conta da situação precária dos veículos que durante a viagem apresentam problemas mecânicos e a falta de fiscalização colabora para que os mesmos continuem transportando um grande número de passageiros que necessitam se deslocar até a capital, aproveitando o preço acessível do bilhete de viagem que custa R$ 80,00, enquanto um bilhete aéreo no mesmo trecho tem custo mínimo de R$ 250,00.

Passageiros ficam entregues a própria sorte nas madrugadas sem apoio das empresas

No final de semana passado vários ônibus das duas empresas tiveram problemas mecânicos e os passageiros ficaram sem apoio ao longo da BR-364. A gravidade da situação ficou mais evidente quando um ônibus que se deslocava de Feijó, na madrugada de quinta-feira (31) para socorrer os passageiros do ônibus quebrado que ia de Cruzeiro do Sul para Rio Branco tombou no trecho Feijó/Tarauacá, por motivo de um problema mecânico numa das rodas.

Durante toda a semana as reclamações se sucederam e o jornalista Elson Costa, editor do Jornal Voz do Norte, presenciou na quinta-feira (31) um desses momentos dramáticos vivenciados pela população. O ônibus que trafegava, na madrugada, junto com mais 45 passageiros, parou por problemas mecânicos e seus ocupantes ficaram mais de duas horas à espera de um socorro.

Muitos passageiros que tinham compromissos durante a manhã de sexta-feira (01), em Rio Branco, tiveram que fretar táxis para garantir suas agendas de trabalho. Informações afirmam que o ônibus que retornou para Rio Branco lotado de passageiros estava com problemas mecânicos desde que chegou pela manhã e foi colocado na estrada colocando a vida dos passageiros em perigo.

Outro problema do final de semana envolveu os passageiros do ônibus em que vaiajva a equipe do Náuas Esporte Clube que retornava de Rio Branco depois de participar do torneio início do Campeonato Estadual. O ônibus quebrou e todos ficaram na BR-364 por mais de três horas esperando socorro. O jornalista Adelcimar Carvalho, da Rádio e TV Integração, que acompanhou a delegação afirma que o veículo parou porque os parafusos da roda estavam deslizando e corria sério risco de acontecer algo mais grave.

O socorro aos passageiros só chegou no final da tarde e todos ficaram sem comer nada. Em Feijó o gerente da Real Norte causou mais problemas e inicialmente negou o pagamento do almoço da equipe de futebol que retornava no ônibus que ficou quebrado na BR-364. Resolvido o problema, após várias horas de viagem, o ônibus finalmente conseguiu chegar em Cruzeiro do Sul por volta das 3:30 horas da madrugada de Terça-Feira (05).

 A gerente de Operações da Trans Acreana, Junia Maria Souza da Silva, explicou que a empresa já está revendo as falhas para que sejam corrigidas. Segundo ela as condições da BR 364 não favorecem para evitar problemas com os ônibus e afirmou que os veículos semanalmente passam por vistorias para evitar transtornos aos passageiros.

Na Real Norte, empresa que está trafegando irregularmente, garantida apenas por um acordo que expira nesta quinta-feira (07), o gerente de Operações Mauro D’Ângelo, se negou a dar informações afirmando ser necessária uma visita ao escritório da empresa em Rio Branco e desligou o telefone.

O gerente Regional da Real Norte, Angelo Ferreira, responsável pela empresa no Acre e Rondônia, também não deu nenhuma explicação e solicitou o envio de um ofício com os questionamentos que teria resposta num prazo de10 dias.

O responsável pelo Setor de Transporte Rodoviário no Acre, João Félix de Lima, informou que nesta quinta-feira (07) vai se reunir, em Rio Branco, com os responsáveis pelas empresas que fazem transporte rodoviário no Estado, principalmente pela BR-364, para que sejam tomadas as providências necessárias para regularizar o problema e garantir a segurança aos passageiros.

“ Temos dificuldade para realizar esta fiscalização, mas diante destas denúncias o Departamento de Estradas de Rodagens do Acre (Deracre) está providenciando parceria com o Detran para fiscalizar os ônibus que transportam passageiros na BR-364. As empresas tiveram um prazo para se regularizar que vence nesta quinta-feira (07)”, afirmou.

João Félix informa que as empresas Real Norte e AmazonAcre não estão regularizadas e estão trafegando garantidas pelo acordo que se encerra nesta quinta-feira.

Elson Costa Fotos: Cedidas

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BID avalia positivamente resultados do Programa de Desenvolvimento do Acre

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O governador Tião Viana comentou alguns dos projetos em desenvolvimento no Acre

 Uma política ambiental desenvolvida em harmonia com o desenvolvimento econômico e respeito às populações tradicionais. Esta equação, que vem sendo desenvolvida no Acre há mais de uma década, nem sempre foi fácil de resolver, mas tem merecido o reconhecimento de mecanismos internacionais como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Uma equipe do BID, liderada pelo gerente-geral do Departamento de Países do Cone Sul, José Luís Lupo, está no Acre para visitar algumas iniciativas acreanas e negociar a segunda fase do contrato do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Acre (PDSAII), no valor de US$ 72 milhões.

Segundo o secretário de Planejamento, Márcio Veríssimo, a meta do governo do Estado é aumentar para 6% a participação do setor florestal na composição do Produto Interno Bruto (PIB) do Acre, envolvendo 60 mil famílias nesse processo.

 

 

Segundo o secretário de Planejamento, Márcio Veríssimo, a meta do governo do Estado é aumentar para 6% a participação do setor florestal na composição do PIB acreano

“Eu fiquei surpreendido. Estamos impressionados com tudo que aconteceu nos últimos 15 anos no Acre e com os planos que o Estado tem para médio e longo prazos. A estratégia do BID no Brasil é focada no Nordeste e no Norte. No Nordeste temos uma expressividade, mas no Norte estamos em busca de uma parceria forte, de uma aliança, e o Acre tem tudo para preencher esse papel, pois tudo o que tem sido feito aqui é exatamente o eixo estratégico de desenvolvimento do BID”, disse Lupo.

O governador Tião Viana comentou alguns dos projetos em desenvolvimento no Acre e explicou que os fundamentos de um projeto de Estado é oferecer qualidade de vida a partir de uma economia de base florestal e sustentabilidade ambiental. “Aqui é um principio sagrado conservar os recursos naturais. Nosso desafio é consolidar a economia acreana de forma a garantir a emancipação econômica do Estado”, comentou.

Bandeira que é sempre levantada pelo governador Tião Viana é o fortalecimento econômico das regiões de fronteira do Peru e Bolívia. “São os dois maiores produtores de cocaína do mundo, mas se o governo tiver opção de uma economia solidária, ele consegue tirar as pessoas que trabalham com a coca e trazer para outro negócio. Depende de investimento, e alguns milhões de reais resolveriam isso. Precisamos ajudar porque a redução da produção de droga vai beneficiar o mundo inteiro”, defendeu Tião Viana.

A equipe do BID, composta também por José  Seligmann (coordenador de Países), Daniela Carrera (representante do BID no Brasil) e Fabiano Bastos (economista regional), conheceu os investimentos do governo do Acre na gestão de Tião Viana e alguns projetos que têm dado resultados positivos, como a Fábrica de Preservativos de Xapuri e o Complexo Industrial.

Avanços e desafios

Um investimento de US$ 72 milhões, com US$ 48 milhões de contrapartida do Estado, irá financiar o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Acre em sua segunda fase (PDSAII).

A equipe do BID conheceu os investimentos do governo do Acre que têm dado resultados positivos, como a Fábrica de Preservativos de Xapuri

O PDSA fase I, executado no período de 2002 a 2010, alcançou resultados positivos nos três objetivos específicos: modernizar a capacidade da gestão ambiental do Estado e assegurar o uso eficiente dos recursos naturais, aumentar a taxa de crescimento do setor silvo-agropecuário e gerar emprego, reduzir os custos de transporte e aumentar o acesso à eletrificação rural no Acre.

O objetivo geral do programa foi de melhorar a qualidade de vida da população e preservar o patrimônio natural do Estado do Acre em longo prazo.

No total, o PDSA II investirá US$ 120 milhões nos próximos cinco anos, dos quais R$ 37 milhões no setor florestal e 55 milhões no fomento às cadeias de valor agroflorestais. A proposta é de consolidar a expansão da economia florestal do Acre, promovendo o aumento da produtividade, da competitividade e da competência, e induzir um ambiente de negócios com inclusão social.

Por meio do programa serão ampliadas as áreas de florestas públicas e as concessões florestais para manejo, além do melhoramento de ramais para escoamento da produção, da promoção de cadeias de valor e do fortalecimento da gestão pública florestal e agroflorestal.

Agência de Notícias do Acre - Tatiana Campos - Fotos Gleilson Miranda/Arisson Jardim/Secom

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Coordenador da Funai quer participação indígena em possível prospecção de petróleo

Luiz Nukini

O coordenador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai ) no Vale do Juruá, Luiz Valdemir Nukini, quer uma maior e mais efetiva participação das comunidades indígenas nos estudos e possíveis prospecções de petróleo e gás na região. É proibida a exploração em terras indígenas e em unidades de conservação, de acordo com a legislação ambiental brasileira. 

As pesquisas estão sendo realizadas pela empresa Georadar e não envolvem áreas de preservação e terras indígenas. Os índios, no entanto, entendem que os estudos e a possível exploração podem causar alguns danos ambientais nos rios. O Alto Rio Juruá fica no noroeste do estado, fazendo divisa com o Peru, e tem uma população de cerca de 5.000 índios.

Os estudos e levantamentos são de responsabilidade da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). Se por um lado a não divulgação é parte da estratégia do Estado Brasileiro, por outro pode burlar leis e resoluções internacionais. “Estamos preocupados com a atual situação. Sabemos que ocorreram erros na região do Vale do Javari, onde explosões aconteceram justamente na trilha dos índios Marubos”, refletiu Nukini.

 

No Alto Juruá estão ali situadas 11 Terras Indígenas e boa parte das áreas de conservação do Acre: três reservas extrativistas (Alto Juruá, Riozinho do Liberdade e Alto Tarauacá), três florestas estaduais e o Parque Nacional da Serra do divisão (PNSD). Também existem seringais ocupados por populações que, há um século, vivem do extrativismo e da pequena agricultura. Sem contar com os 32 projetos de assentamentos gerenciados pelo Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

 

A exploração de petróleo, assim como de outros recursos minerais, depende de lei específica para acontecer em terras indígenas, como disposto nos art.  176, §1º, e 231, §3º, da Constituição Federal.  Essa lei específica ainda não foi formulada, discutida ou aprovada pelo Congresso Nacional, e, enquanto não existir, não poderá ocorrer qualquer exploração de recursos minerais em terras indígenas.

Jorge Natal - Foto: Cedida

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