Papa pede união na América Latina para ajudar mais necessitados

Francisco defende luta pela inclusão pelo diálogo e a colaboração.
Pontífice realiza missa campal no Equador; ele irá para Bolívia e Paraguai.

Da Reuters

O Papa Francisco pediu nesta terça-feira (7) para que as pessoas deixem de lado as diferenças na América Latina, por meio da fé, para estender uma mão aos desfavorecidos, numa missa ao ar livre para uma multidão no Equador na qual celebrou as revoluções independentistas da região.

Cerca de 1 milhão de fiéis, alguns peregrinos de vários lugares do país, se reuniram no Parque Bicentenário de Quito para a missa. Dezenas de milhares acamparam, apesar do frio, do vento e da chuva durante a noite, para escutar a mensagem do papa argentino.

Francisco, de 78 anos, lembrou em sua homilia o "grito da liberdade" quando a região ficou independente há dois séculos da Espanha e garantiu que só foi contundente quando "colocou de lado as personalidades, o desejo de liderança única".

Papa Francisco realiza missa campal em Quito, no Equador (Foto: AFP PHOTO/MARTIN BERNETTI)

"É impensável que brilhe a unidade se a mundanidade espiritual nos faz estar em guerra entre nós, numa busca estéril de poder, prestígio, prazer ou segurança econômica, e isso a custo dos mais pobres, dos mais excluídos, dos mais indefesos, daqueles que não perdem sua dignidade, apesar de ser atingida todos os dias", afirmou.

O Papa, conhecido por seu estilo humilde e por ser mais próximo do povo, defendeu a luta pela inclusão em todos os níveis por meio do diálogo e da colaboração.
Defesa do meio ambiente
Depois de uma pausa em sua agenda lotada, Francisco falou para cerca de 5.000 alunos e professores da Universidade Católica do Equador e fez uma forte defesa do meio ambiente.

"Existe algo que é claro, não podemos continuar dando as costas à nossa realidade, aos nossos irmãos, à nossa mãe Terra", disse ele. "Não nos é lícito ignorar o que está acontecendo ao nosso redor, como se certas situações não existissem ou não tivessem nada a ver com a nossa realidade."

Francisco chegará na quarta-feira a La Paz, na Bolívia, onde o foco estará sobre sua saúde, dada a altitude da cidade e ao fato de o pontífice não ter um dos pulmões. Lá, ele vai visitar uma prisão antes de viajar ao Paraguaix para se reunir com ativistas sociais em Assunção.

 Visita à América Latina
Francisco chegou ao Equador no momento em que o país sofre protestos contra o governo socialista de Rafael Correa. Seus adversários o acusam de autoritarismo e criticam seu controverso plano para aumentar impostos.

Francisco está visitando três das menores e mais pobres nações de sua nativa América do Sul durante a turnê de uma semana: Equador, Bolívia e Paraguai.

Correa, que compareceu à missa desta terça-feira, teve uma conversa particular com o Papa na noite de segunda-feira no palácio presidencial, depois que Francisco voltou da cidade costeira de Guayaquil, onde rezou uma missa para 800 mil pessoas.

A visita de Francisco, a primeira viagem depois de publicar uma histórica encíclica em defesa dos pobres e do planeta, atraiu devotos de Colômbia, Peru, Chile e México.

Papa Francisco chega para celebrar missa no Parque Bicentenário em Quito, no Equador, nesta terça-feira (7) (Foto: Fernando Llano/AP)

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“ O Gazeta Entrevista promove o debate político e fomenta a mudança social”, afirma Rogério Wenceslau, da TV Gazeta

Elson Costa

O jornalista Rogério Wenceslau comanda em Rio Branco, todas as noites - de segunda a sexta-feira - na TV Gazeta, o programa Gazeta Entrevista, um dos de maior audiência do estado do Acre, com penetração em cerca de 80% da população. A programação da emissora chega aos maiores municípios do interior, nos vales do Acre e do Juruá e a meta dos proprietários é estendê-la até aos mais isolados.

Rogério Wenceslau chegou ao Acre há cerca de oito anos, convidado pelo jornalista Edson Lodi, para implantar a programação local da TV Juruá, em Cruzeiro do Sul, emissora do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) que estava sendo adquirida pelo empresário James Cameli. “Edson Lodi me convidou dizendo que tinha uma emissora no Acre que estava iniciando e precisava de um jornalista com o meu perfil”, lembrou.

Wenceslau comenta que inicialmente relutou em vir para o Acre porque trabalhava em Salvador (BA), um grande centro, mas como tinha vontade de expandir sua experiência e a proposta financeira era boa aceitou o desafio com a responsabilidade de implantar a programação local da TV Juruá onde consolidou o telejornal Juruá Notícias que ainda hoje continua sendo o programa de maior audiência da televisão no Juruá.

“Com o tempo houve mudanças de gestão e ideológicas, enxugamento de custo, tive que me desligar da emissora. Foi um desmembramento amigável e não houve nenhum conflito. Na mesma semana houve o convite para entrar na equipe da TV Gazeta, como repórter de várias editorias e em seguida fui escalado para fazer a cobertura dos eventos da área politica”, destacou.

Depois Rogério foi convidado para fazer o “Gazeta Entrevista”, que na época era um programa muito político, apresentado pelo jornalista Alan Rick e sempre que ele se ausentava era substituído por Wenceslau. Com a campanha eleitoral e a eleição de Alan Rick para a Câmara Federal Rogério assumiu como apresentador titular com a missão de mudar o perfil, dar um novo conceito e cara nova, processo que está consolidado e já garantiu crescimento da audiência e do faturamento.

“Me sinto feliz e realizado profissionalmente, mas todo dia me sinto desafiado para buscar melhorar o programa e atender a expectativa dos nossos telespectadores e da população. O Gazeta Entrevista aparentemente parece ser um programa fácil de fazer, mas na verdade é muito difícil porque as entrevistas mexem com a opinião das pessoas, tem um público mais específico, é acompanhado por formadores de opinião, políticos, empresários e profissionais liberais que tem a disposição de sentar no sofá de suas casas para acompanhar as entrevistas que dizem respeito a realidade das pessoas”, disse.

Ao destacar o bom trabalho dos profissionais da TV Gazeta Rogério lembra que televisão não é um trabalho de uma única pessoa e necessita de uma boa equipe de profissionais composta de outros jornalistas que fazem a produção, a equipe técnica que monitora se a luz está boa, se o tempo da entrevista está dentro do previsto e outros detalhes importantes, além de muitas outras pessoas que trabalham com muito carinho.

“Conheço de televisão e posso dizer que a TV Gazeta é uma das melhores afiliadas da Rede Record a nível de Brasil, se falando de tecnologia, inclusive se avaliando a afiliada de Manaus. Os diretores da Record que visitam Rio Branco ficam admirados com a estrutura sem falar que a emissora valorizou muito o meu trabalho. Tenho liberdade de tomar as decisões, propor a pauta de entrevistas, evidente que tenho meus superiores e sempre consulto eles para garantirmos um trabalho de qualidade”, ressaltou.

Segundo Wenceslau o Gazeta Entrevista tem dado sua contribuição para fomentar a mudança social, promover o debate político e contribuir para que a televisão possa fazer cumprir o seu papel social que é de informar à população que possa ter a sua própria opinião. “Temos entrevistas marcadas com muitos dias de antecedência porque a demanda aumentou muito sendo uma prova de que estamos no caminho certo”, disse.

Ao avaliar a situação do Acre e do Brasil o jornalista entende que se vive um momento difícil com a crise que afeta a economia, mas alerta que há também uma crise moral e de valores, pois a sociedade não confia mais nos políticos que tem porque pertencem a governos que se sucedem com as mesmas práticas que são danosas a sociedade e tantos escândalos mostram que está na hora de se repensar o país.

“No Acre a Frente Popular está no comando há pelo menos duas décadas, foram governos que garantiram avanços e grandes transformações sociais e a consolidação do Estado, mas o tempo denota mudança. No entanto, a crise dificulta a mudança, pois a população fica numa encruzilhada e tem que forçadamente decidir pela mudança ou pela estagnação. Espero que nas eleições que se aproximam o Acre e o Brasil possam escolher bons governantes”, disse.

Rogério Wenceslau é solteiro, formado pela Universidade Estadual de Campina Grande (PB) com graduação em Comunicação Social e habilitação em Jornalismo, tem 20 anos de experiência e já trabalhou em vários veículos de comunicação – rádio, televisão, web jornalismo e jornal impresso. Ele se define com uma pessoa que cultua hábitos simples, mantêm boas amizades porque entende que para ser feliz não se precisa de muita coisa.  

“O acre ainda é um local muito bom de viver porque tem uma grande tranquilidade. Com um salário razoável dá para se ter uma vida confortável. Penso que é na simplicidade que a gente descobre a paz e o vale do Juruá está no meu coração porque sempre estou retornando a Cruzeiro do Sul para rever os amigos, desfrutar daquela natureza exuberante, comer a comida que a gente só encontra lá, visitar os mercados e conversar com as pessoas simples porque lá tem muito de mim”, finalizou.

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Moradores protestam contra buracos plantando bananeiras na Rua Major Assis de Vasconcelos

(Foto: Onofre Brito)

Revoltados com a situação caótica da Rua Major Assis de Vasconcelos, no bairro da Escola Professor Flodoardo Cabral, moradores bloquearam na noite desta segunda-feira (22) um trecho da rua para reivindicar da Prefeitura de Cruzeiro do Sul manutenção e melhorias. Bananeiras e outras árvores foram plantadas nos buracos ao longo da via que bloquearam o acesso de veículos no local.

A situação das ruas do município, que na sua maioria estão danificadas, está preocupando os moradores dos diversos bairros que estão sem expectativa para que a prefeitura possa iniciar um trabalho de recuperação e asfaltamento neste verão para amenizar o sofrimento de muitas pessoas que estão isoladas porque os veículos não conseguem chegar na frente de suas casas. Nos protestos os moradores estão usando sempre o mesmo estilo de plantar bananeiras e árvores para interromper o tráfego.

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Dr. Heleno parabeniza esforço do senador Jorge Viana pela ferrovia Interoceânica e defende que uma etapa da construção comece em Pucalpa

O Dr. Heleno Farias, comunga com o pensamento do senador Jorge Viana, um dos entusiastas da construção da ferrovia Interoceânica, anunciada recentemente em Brasília, na visita do presidente da China, que investirá cerca de US$ 30 bilhões na fantástica obra que vai baratear o custo de transporte. Além de defender o investimento Jorge Viana luta ainda para que o traçado que ligará o Brasil ao Peru, que começa na Bahia, passa pelo Acre, continue de Rio Branco à Cruzeiro do Sul e depois até o Peru.

O advogado ressalta que este é um sonho de meio século do povo do Juruá, quando o ex- senador Aluízio Bezerra foi um dos primeiros defensores desta integração com o Peru, através do vale do Juruá. Projeto este plenamente justificado, muitos juruaenses não entendem porque Cruzeiro do Sul, como diz no dito popular, na biqueira de Pucalpa, ainda esteja isolado, pois a distância entre Cruzeiro do Sul e a capital de Ucalyali é aproximadamente um terço da distância para Tarauacá. Estamos tão perto e ao mesmo tempo, tão longe.

Este sonho pode se tornar realidade se a teoria do senador acreano, como de todo o povo do Juruá, devido a pequena distância e a ferrovia não causar tantos impactos ambientais e uma vez ligado o trecho logo teremos uma grande integração comercial e cultural com o povo andino garantindo a comercialização dos produtos brasileiros, bem como importação de um grande número de insumos necessários para a conservação da BR-364 e principalmente não correr o risco do Estado do Acre ficar novamente isolado com as alagações do Rio Madeira.

Inúmeros são os produtos que podemos importar para baratear a conservação da BR-364 que teve sua construção feita com produtos, como a brita e o cimento que navegaram grandes distâncias, trazidos da fronteira com a Colômbia, para chegar até o canteiro de obra, elevando consideravelmente o preço da construção. Ao longo da carretera entre Pucalpa e os demais departamentos peruanos, por exemplo, estão localizadas dezenas de pedreiras, além de diversas fábricas de cimento que podem garantir um custo muito menor para a manutenção da nossa rodovia.

Mas, os benefícios não estão apenas nos produtos para a estrada. Outro grande benefício será a importação de produtos hortigranjeiros, disponíveis em grande quantidade e a preço muito acessíveis, que viriam a diminuir o custo de vida e melhorar a qualidade da alimentação do nosso povo, tantos são os produtos disponíveis, como tomate, batata, cebola, além de diversos tipos de frutas – maça, uva – cujos preços no mercado local teriam uma considerável redução beneficiando a população mais carente. A carne e o peixe são produtos que interessam aos irmãos peruanos e podem alavancar a economia local.

Dr. Heleno Farias, lembra que, estrategicamente o governador Jorge Viana, iniciou a construção da BR-364 no sentido vale do Juruá ao vale do Acre, para garantir que os empresários da região pudessem se preparar para a chegada da concorrência depois da abertura da estrada. Neste sentido, o advogado entende e apela, que da mesma forma, a construção da ferrovia poderia ter uma das frentes de serviço iniciada de Pucalpa para Cruzeiro do Sul. Como sugestão, pede a intercessão do senador acreano para que sensibilize o governo chinês, que vai garantir o investimento na construção da ferrovia, para que possa garantir duas frentes de serviço, uma no Brasil e outra no Peru, fazendo com que a obra beneficie a população de Cruzeiro do Sul e do Acre num menor tempo possível.

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