Marinha muda sede da Agência Fluvial depois de desbarrancamento causado pelas águas do Rio Juruá

Marinha do Brasil sede vila

A Agência Fluvial da Marinha do Brasil, em Cruzeiro do Sul, mudou sua sede administrativa que antes estava localizada na área do porto, para a Vila da Marinha, nas proximidades do Clube Recreativo do 61º Batalhão de Infantaria de Selva (61º BIS) por motivo de desbarrancamento causado pelas águas do Rio Juruá. A sede foi interditada pela Defesa Civil no dia 30 de Maio, mas já está funcionando no novo endereço.

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Tenente Carlos Brandão, comandante da Agência Fluvial da Marinha do Brasil em Cruzeiro do Sul

A Vila da Marinha, onde está instalada a nova sede da Agência Fluvial de Cruzeiro do Sul, está localizada na Rua Antônio José Soriano da Silva, 130, no bairro Formoso. Com apoio do 61º BIS a transferência foi efetuada em apenas cinco dias para não atrapalhar a prestação dos serviços prestados à população que já foram reiniciados, informou o comandante da Agência Fluvial, tenente Carlos Brandão.

“Houve um desbarrancamento causado pelas águas do Rio Juruá que causou a queda do barranco na área da frente da sede da Agência Fluvial que causou várias rachaduras no prédio. Entramos em contato com a Defesa Civil que fez vistoria e interditou a sede por motivo de segurança e tivemos que mudar a sede da Agência para um imóvel da Marinha localizado na Vila da Marinha”, disse o comandante.

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Marinha do Brasil desbarrancamento

O tenente Carlos Brandão informou que apesar da interrupção dos serviços para a mudança da sede não houve nenhuma perda para a população e o atendimento está normal deste o dia cinco do Junho e terá uma interrupção nesta quinta-feira (11) onde a Marinha do Brasil comemora a data histórica da Batalha do Riachuelo, na Guerra do Paraguai, onde houve uma grande vitória comandada pelo Almirante Barroso.

O comandante destacou que neste último semestre a Agência Fluvial de Cruzeiro do Sul realizou um intenso trabalho de fiscalização das embarcações que navegam no Rio Juruá e Môa para garantir a segurança, além de realização um trabalho de conscientização dos Aquaviários mostrando a necessidade de participarem dos cursos realizados para que sejam habilitados para o trabalho nos rios de forma mais consciente.

“A Marinha desenvolveu bem os trabalhos de orientação e inspeção naval, temos observado o aumento de uso de colete pelas pessoas que utilizam os rios para seu deslocamento. Estamos dando ênfase no nosso trabalho para a conscientização da população da necessidade do uso do colete para evitar mortes no caso de alagamento de alguma embarcação, como já aconteceu em outras ocasiões”, destacou.

O comandante ressalta também que desde que assumiu a função já houve uma diminuição no número de acidentes com vítimas fatais nos rios da região, apesar das mortes que aconteceram anteriormente, sendo de fundamental importância à colaboração das pessoas para que sigam as orientações dos marinheiros que percorrem os rios nas embarcações da Marinha fazendo as fiscalizações e orientações.

“Estamos satisfeitos com a resposta da população que está assimilando às orientações que com o uso de coletes está garantido a diminuição do número de acidentes. Para se regularizar junto a Marinha os ribeirinhos e pessoas que utilizam embarcações nos rios precisam comparecer a sede da Agência Fluvial e antes podem se informar sobre a documentação necessária através do telefone (68)3322-3083. Temos um militar 24horas de serviço para atender e orientar a população”, disse.

Neste Semestre a Agência Fluvial de Cruzeiro do Sul cadastrou várias embarcações, realizou um curso Cefaq para formação de Aquaviários que receberam a Carteira de Inscrição e Registro (CIR) e estão aptos a conduzir embarcações, dois cursos ETSP, voltado para a formação de funcionários públicos do Governo do Estado, Corpo de Bombeiros e Polícia Federal que agora estão aptos a conduzir embarcações nos rios.

“Estamos à disposição da comunidade de Cruzeiro do Sul que utiliza os rios como transporte para qualquer esclarecimento de dúvidas e estamos sempre a conscientizar sobre a necessidade do uso de colete, regularização de embarcações, além de realizar vários cursos de capacitação para garantir cada vez mais o aperfeiçoamento dos Aquaviários e a prevenção dos acidentes com a observação das regras”, finalizou.

A Agência Fluvial de Cruzeiro do Sul dispõe de um efetivo de 11 militares – Agente e 11 praças - que fazem parte da tripulação encarregada de realizar as ações das sessões de Secretaria, Apoio e de Ensino Profissional Marítimo. “Tivemos a sorte de pegar um imóvel novo e com toda a estrutura e as atividades na Agência estão tão operativas quanto estavam antes”, disse.

Batalha Naval de Riachuelo

O tenente Carlos Brandão lembrou que nesta quinta-feira (11) não haverá expediente na Agência Fluvial de Cruzeiro do Sul por conta das comemorações da Batalha Naval do Riachuelo, data de importante vitória da Marinha do Brasil na Guerra do Paraguai, que realiza cerimônias e formaturas nas Organizações Militares (OM) em todo Brasil para relembrar o grande feito da Marinha do Brasil lideradas pelo Almirante Barroso.

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Combate Naval do Riachuelo - Óleo sobre tela, de Vitor Meireles de Lima (1832-1903)

A Batalha do Riachuelo foi um dos principais eventos militares ocorridos durante a Guerra do Paraguai. Aconteceu no dia 11 de junho de 1865, nas margens do rio Riachuelo, um afluente do rio Paraguai (situado na província de Corrientes, Argentina).

História

Esta batalha naval colocou de um lado os paraguaios e de outro os brasileiros. O Paraguai, sem conexão com o mar, queria muito controlar os rios da bacia do Prata, pois significava uma saída para o Oceano Atlântico, ou seja, uma via de transporte de pessoas e mercadorias.

Na fase inicial da guerra, o Paraguai já havia feito importantes conquistas militares, ocupando regiões da Argentina, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Se saíssem vencedores da Batalha do Riachuelo, iriam controlar os rios Paraná e Paraguai e dar um importante passo na conquista do Rio Grande do Sul e do Uruguai. Desta forma, poderiam fazer comércio com outros países e até receber armas da Europa.

Vitória brasileira na Batalha do Riachuelo

A estratégia paraguaia era boa. Aproveitariam o nevoeiro intenso da madrugada para atacar os navios de guerra brasileiros. Porém, um dos navios paraguaios apresentou um problema e fez com que todos outros chegassem atrasados (9h da manhã) para o ataque, num momento que o nevoeiro já havia passado. Com boas condições climáticas e visuais, as forças navais brasileiras, lideradas pelo Almirante Barroso venceram o Paraguai nesta importante e estratégica batalha.

Alguns dados da Batalha do Riachuelo:

- A frota brasileira era composta por nove navios de guerra. Já a frota paraguaia possuía 8 navios de guerra.

- Cerca de 2.500 militares brasileiros combateram na Batalha do Rioachuelo.

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