Banco da Amazônia disponibiliza R$ 30 milhões para financiamento com menor taxa do país

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O Banco da Amazônia está disponibilizando R$ 30 milhões para financiamento de empreendimentos no Vale do Juruá. Depois de aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o banco divulgou as taxas de juros para o Fundo Constitucional de Desenvolvimento Sustentável do Norte (FNO). Para o primeiro semestre deste ano, será de 3% ao ano, enquanto para o segundo semestre ficará em 3,5%, já incluídas as dispensas do Imposto de Operações Financeiras (IOF) e taxas administrativas. Também estão disponíveis as linhas de créditos para o capital de giro dos empreendedores.

O crédito, de acordo com o gerente regional em exercício, Raimundo Lopes, é destinado a contribuir para o desenvolvimento econômico e social da Região Norte, em bases sustentáveis, apoiando os empreendimentos rurais e não-rurais, mediante a concessão de financiamentos adequados às reais necessidades dos setores produtivos. “A nossa missão é contribuir para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, através da execução das políticas públicas e da oferta de produtos e serviços financeiros, visando à satisfação dos clientes acionistas e sociedade”, disse ele.

Os fundos constitucionais, ainda segundo Lopes, têm o objetivo de estimular o desenvolvimento e a redução das desigualdades entre as regiões do país. O FNO é operado pelo Banco da Amazônia e já beneficiou milhares de famílias na região que engloba sete municípios. O banco disponibilizou mais de R$ 15 milhões no ano passado.

 

“O Banco da Amazônia acredita que o empreendedorismo consciente, que gera riqueza explorando os recursos naturais em parceria com a natureza, é a melhor opção para garantir os melhores negócios, o bem-estar da população, atual e futura e que, por isso, devem ser apoiados com prioridade por nossos serviços financeiros”, ressaltou o gerente.

 

A concretização desse “novo paradigma de desenvolvimento”, na avaliação de Raimundo Lopes, só será possível com práticas cotidianas de responsabilidade social e empresarial, o que leva o banco a pautar suas ações considerando não apenas os interesses dos seus acionistas, mas também das pessoas que formam a empresa, dos setores governamentais e não governamentais, da comunidade onde atua, do meio ambiente, enfim da sociedade como todo.

 

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Aos poucos, Luan se recupera do grave acidente e mobiliza cidade

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Desde o dia 05 de Novembro  quando aconteceu o trágico acidente,  envolvendo  um ônibus da empresa  Real Norte, que vitimou  fatalmente a estudante Laiane de Lima Pereira, de 10 anos e deixou gravemente ferido  seu irmão Luan de Lima Pereira, de oito anos, que  a população cruzeirense tem se mobilizado em favor da família do garoto.

Passado um mês da tragédia, o menino que por alguns momentos  esteve perto da morte, volta a emocionar as pessoas  com um belo sorriso. No hospital do  Juruá onde ainda permanece internado, Luan se tornou o xodó de todos os funcionários inclusive dos médicos.

Para os profissionais de saúde que viram o estado em que o Luan chegou ao hospital e hoje o vêem conversando e sorrindo  para as pessoas é motivo de muita alegria para todo mundo. Luciana Costa, irmã  de Luan, disse que a população de modo geral tem prestado um apoio muito grande para sua família.

O garoto, extrovertido  e brincalhão, aos poucos  vai retornando  a memória, os  sentimentos e a nova realidade da vida que quase lhe foi tirada. Orgulhosa a irmã  comenta os primeiros momentos da nova história da vida de Luan. “Ele já brinca com todo mundo, lembra das pessoas e já pediu até um sanduíche e se a enfermeira não desse ele ia embora para casa”, comentou.

De acordo com Luciana, o irmão ainda não recuperou completamente  a memória e as vezes   pede para coçar o pé e a perna que foi amputada. “Ele perguntou por que tinham feito aquilo com ele e onde estava a Laiane”, disse  a irmã, afirmando que por orientação da psicóloga ainda não falaram nada para ele sobre o que aconteceu.

O apoio dado pela população tem sido a grande força da família, diz Luciana. Além das pessoas físicas que tem ajudado de forma espontânea, várias instituições como 61o BIS, Sindicato dos Taxistas, escolas, principalmente a escola Cristão Cruzeiro, onde o casal de irmãos estudava, tem colaborado tanto com dinheiro, que a família vai precisar  quando o garoto for transferido para outro centro de saúde para fazer cirurgias plásticas e a confecção das próteses, quanto com alimentos.  

Luciana explica que toda dor que a família tem passado aos poucos vai sendo amenizada com o sorriso e os abraços  de Luan. “Estar perto dele e poder abraçá-lo  é como se estivesse abraçando os dois”, explica.

No dia do seu aniversario14 de dezembro, Luciana diz que é a primeira vez que passa a data sem a presença da irmã. “É a primeira vez que passo meu aniversario sem minha nega. Lembro dela, de suas traquinagens, ela gostava de aprontar comigo e se escondia de baixo das mesas, atrás das cadeiras. Tenho muita saudade dela”, disse emocionada.

Luan continua sendo acompanhado pelos médicos, até que tenha plenas condições de saúde para ser transferido para outro hospital fora do Estado, onde será dada sequência ao tratamento com cirurgias plásticas tendo em vista que as lesões deixadas pelo acidente na parte inferior do corpo do garoto são graves.  

A empresa Real Norte                                         

A irmã de Luan explica que a empresa Real Norte tem colaborado, mas não o quanto deveria. Segundo ela os representantes da empresa só se mobilizam mais quando  a família através da imprensa e fala que não estão tendo ajuda. Outro problema apontado é que a empresa não está querendo comprar uma cadeira de rodas motorizada para Luan.

“Eles não querem comprar  a cadeira motorizada porque é muito cara, querem dar uma cadeira de rodas comum, mas como é que um menino que nem o Luan vai ficar na escola ou até mesmo andar dentro de casa se não for com uma cadeira motorizada. Ele não vai poder ter o tempo todo uma pessoa para ficar empurrando a cadeira de rodas”,  explica.

Francisco Rocha - Foto:Acervo família

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FEM apresenta Edital de Fomento, Cultura e Comunidade

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Depois de debater com artistas e conselheiros a reestruturação do Conselho Estadual de Cultura, na manhã de sábado (15), os membros da Caravana da Fundação Elias Mansour (FEM) que estão realizando reuniões nos municípios do Juruá fizeram na manhã de sábado (15) uma apresentação do Edital 2013, do Fundo de Cultura (Funcultura) que neste ano disponibiliza R$ 1 milhão para execução dos projetos nas áreas culturais e artísticas.

Herbert Levy, técnico da FEM, fez a apresentação do Edital que já está em vigor e vai garantir recursos aos fazedores de cultura. O recebimento dos projetos se encerra no dia 10 de Janeiro de 2013. A palestra mostrou detalhadamente os passos para elaboração dos projetos que deverão ser entregues no Núcleo da Fundação Elias Mansour e na Biblioteca Padre Trindade, em Cruzeiro do Sul, no prazo definido no Edital.

O proponente deve acessar o site www.cultura.ac.gov.br onde encontra o formulário padrão para a elaboração e detalhes para preenchimento da proposta. O prazo de execução do projeto é de cinco meses, além de mais um para a conclusão da prestação de contas.

“Estamos divulgando o Edital, orientando como preencher os formulários do projeto, informando os prazos e valores, para orientar a população cruzeirense a apresentar o seu projeto. Todas as informações estão no site que tem detalhes e orientações importantes como o prazo e as regras de participação”, disse.

Segundo Herbert Levy com o passar do tempo o Fundo de Cultura foi evoluindo e atualmente conta com R$ 2,4 milhões. No início eram apenas R$ 500 mil, mas os investimentos feitos pelo governo da Frente Popular garantiram mais recursos, sendo necessária uma mobilização com os municípios para trabalhar em parceria.

“É muito importante que os municípios possam criar os seus conselhos para garantir mais investimentos, pois atualmente só o governo do Estado investe onde existem fazedores de cultura. É necessário uma atenção na prestação de contas para que no ano seguinte possam garantir novamente o acesso aos recursos”, disse.        

O diretor de Políticas Culturais da FEM, Assis Pereira, avaliou positivamente o trabalho realizado pela equipe no vale de Juruá, afirmando que a discussão da construção do Plano Estadual de Cultura, do Conselho Municipal de Cultura de Cruzeiro do Sul e de mais um Edital da Lei de Fomento, Cultura e Comunidade teve boa participação da comunidade que faz cultura no Juruá.

“O vale do Juruá em um lugar muito cultural, poético e musical. Depois de Rio Branco, Cruzeiro do Sul é o município que mais tem apresentado projetos e em contrapartida recebido mais recursos. Ao longo desses 14 anos já foram investidos mais de R$ 750 mil na região. Queremos nas duas próximas edições alcançar um investimento de mais de R$ 1 milhão nos projetos da região”, disse.

Segundo Assis Pereira é uma satisfação para o Estado investir na cultura do Juruá, lembrando ser necessário que a Prefeitura de Cruzeiro do Sul também possa cumprir com sua parte, investindo na cultura e organização das entidades e grupos do município para que possam buscar os recursos do Ministério da Cultura.

“O que percebemos é que apenas o Estado está fazendo a sua parte e investindo recursos. Mas, os três órgãos federados – Estados, Municípios e União – tem obrigações semelhantes e capacidade de buscar recursos, financiamento e apoio à cultura. É preciso que a prefeitura cumpra sua parte e os fazedores busquem e acessem os meios que o Ministério da Cultura disponibiliza”, disse.

Representando o Conselho Estadual de Cultura, Carlos Cavalcante, destacou a importância da reestruturação do Conselho e a participação dos municípios que precisam se organizar para fazer funcionar os seus conselhos, ressaltando que o governo do Estado investe nesta edição R$ 1 milhão para financiar os projetos de cultura em todo o Estado.

“Os proponentes precisam apresentar o projeto, de acordo com as normas do edital disponível na internet. Os recursos atendem quatro categorias: A, dos iniciantes que ainda não tem experiência com projeto, no valor de R$ 5 mil, num montante de R$ 250 mil; a categoria B é para proponentes com experiência comprovada até dois anos, no valor de R$ 10 mil, montante de R$ 250 mil; a categoria C abrange pessoas com mais cinco anos de experiência, no valor de R$ 15 mil e montante de R$ 250 mil; a categoria D é destinada às pessoas jurídicas com no mínimo cinco anos de experiência comprovada, num valor de R$ 30 mil e montante de R$ 250 mil” explicou.

Carlos destaca que a aprovação da Lei teve como âmbito de discussão o Conselho Estadual de Cultura com o objetivo de beneficiar a classe artística. “A execução tem sido muito satisfatória e com grande aceitação dos fazedores de cultura possibilitando o desenvolvimento de muitos projetos que sem a mesma nunca seriam desenvolvidos”, afirmou.  

Elson Costa - Fotos: Elson Costa 

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Os riscos do Rio Juruá: Corpo de Bombeiros registra 11 afogamentos na região em 2012

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Um levantamento do Corpo de Bombeiros registra que houve 11 afogamentos com morte em 2012, número bem maior que as vítimas fatais no trânsito de Cruzeiro do Sul, onde segundo a 1ª Ciretran aconteceram oito mortes. Afogamento é a quarta causa de morte acidental em adultos e a terceira em crianças e adolescentes de todo o mundo.

O subcomandante do Quartel do Corpo de Bombeiros, tenente Clodoaldo, destaca que a quantidade de vítimas por afogamento é preocupante, apesar do trabalho realizado pelos profissionais da corporação que tem levado muitas informações para quem utiliza os balneários e rio da região que são utilizados para lazer ou via de transporte.

Em Cruzeiro do Sul é grande a quantidade de pessoas que moram nas margens do Rio Juruá, considerada a maior bacia hidrográfica da região. A região do Juruá comporta  um número significativo de rios, igarapés e balneários particulares e nesta época do ano aumenta os perigos para quem desafia a força natureza.

Com a chegada do inverno aumenta a correnteza nos rios e também a quantidade de balseiros, que são árvores  que caem com os desmoronamentos nos barrancos e causam sérios riscos à barcos e canoas que navegam nos rios.

O Corpo de Bombeiro iniciou um trabalho de monitoramento dos rios e ao mesmo tempo está orientando os ribeirinhos a redobrarem os cuidados com as crianças, idosos,  e principalmente com a navegação, evitando excesso de peso nos barcos uma vez  que  a maioria dos acidentes fluviais que acontecem neste  período  de cheia são os naufrágios.

A Marinha do Brasil recentemente inaugurou sua Agência Fluvial na região que será base para realizar o atendimento e monitoração dos rios e orientação aos ribeirinhos e donos de embarcação de como devem se comportar quando estiveram navegando, inclusive capacitando os profissionais que conduzem os barcos.

O comandante da Agência Fluvial de Cruzeiro do Sul, capitão Viana, afirma que em 2013 a Marinha vai realizar cursos  de formação para barqueiros e comandantes de embarcações de grande porte (balsas) com todas as informações sobre as regras de segurança da navegação  aquaviária para depois começar  um trabalho de fiscalização.   

O Corpo de Bombeiro segue  trabalhando com a comunidade para evitar  os acidentes. Recentemente realizou a formação de mais de 50 salva-vidas que foram preparados para atuar em salvamento aquático, dando cobertura principalmente nos balneários particulares.

“Os acidentes fluviais podem ser evitados se as pessoas obedecerem às orientações  que são repassadas. A maioria dos afogamentos registrados neste ano aconteceu com pessoas que estavam ingerindo bebida alcoólica, com exceção de um rapaz que tinha problemas de epilepsia e estava navegando sozinho  no Rio Juruá e de uma criança que os pais se descuidaram e ela acabou se afogando em um balneário”, disse o comandante.

Segundo  informações  do Corpo de Bombeiros o nível  de água do Rio Juruá ainda não oferece riscos  à população, mas já está preparando um plano de contingência para a região caso seja necessário remover  algumas famílias que possam ser atingidas pela cheia do rio.   

Francisco Rocha - Fotos: Corpo de Bombeiros

 

 

 

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