Jogos Para Olímpicos são disputados com mais de 100 atletas do interior do Estado

Para Olimpicos 4 velocistas

A terceira etapa dos Jogos Para Olímpicos que vai classificar atletas para a fase Nacional da competição que será realizada em São Paulo, teve início na quinta-feira (22) com a participação de atletas do interior.

Cerca de 200 atletas de cinco municípios do Acre e um do Amazonas estão participando da disputa classificatória e os vencedores participarão de mais duas etapas que vão acontecer em Rio Branco onde será definida a delegação acreana.

Para Olimpicos 1 cadeirantes

No primeiro dia de competição os atletas disputaram medalhas nas modalidades atletismo, futebol e natação. Cadeirantes participaram da segunda fase do campeonato de bocha, que também classifica atletas para a fase Nacional.

O coordenador dos Jogos no Acre, Geison Morais, está bastante entusiasmado com o desempenho dos atletas. “Estou muito feliz, os atletas estão mostrando bom desempenho, muita dedicação e esperamos formar uma equipe campeã para disputar a faze nacional”, disse.

O coordenador destacou que o Acre já conquistou medalhas nos jogos Para Olímpicos em nível nacional e internacional e que os alunos participantes são estudantes da rede pública de escolas do Estado e dos municípios portadores de deficiência física, visual e intelectual.

“Hoje temos atletas que estão entre os dez melhores do Brasil, conquistando inclusive medalhas em competições internacionais. Isso mostra que a deficiência não impede que o atleta seja um campeão”, afirmou.

Para Olimpicos 2 velocistas

A velocista Luana Santos, deficiente visual, é medalhista em nível nacional e está em classificada entre os dez melhores atletas Para Olímpicos do Brasil, afirma que a deficiência não pode ser empecilho na vida do atleta.

“Nossa deficiência não nos faz diferente das outras pessoas, pois somos capazes de ser bons profissionais e fazermos a diferença numa sociedade tão indiferente e com tanta discriminação”, disse.

O professor de Educação Física, Núbio Silva, que coordena as atividades em Cruzeiro do Sul, ressalta que a competição dá mais ânimo aos estudantes portadores de deficiências física, visual e intelectual.

“Quando falamos na competição eles se empolgam e ficam mais felizes. Para muitos o importante não é vencer ou conquistar uma medalha, mas saber que ele é importante e valorizado”, explica. 

 

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