Rio Juruá ultrapassa a conta de transbordamento

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Cruzeiro do Sul já tem a primeira vítima da enchente

A aposentada Luiza Rodrigues, de 82 anos, moradora no ramal Boca do Môa, é a primeira vítima da enchente na região do Vale do Juruá. As fortes e constantes chuvas nas cabeceiras do rio Juruá e de seus afluentes fizeram ultrapassar a cota de trasbordamento, atingindo, hoje (31), 13,08 metros de profundidade, oito centímetros além da cota. A Defesa Civil Estadual no município colocou em prática o Plano de Contingência para auxilio as vítimas de uma possível inundação.

 

O subcomandante do Corpo de Bombeiros, tenente Clodoaldo Pinheiro, diz que a tendência é o rio continuar subindo, uma vez os principais afluentes do Juruá, os rios Môa, Paraná dos Mouras e Juruá-mirim, continuam vazando. “Estamos monitorando o rio e conversando com os ribeirinhos, orientando-os de com proceder”, declarou o militar, no momento em que chegava a informação de que duas famílias da “Boca do Môa” haviam sido atingidas pelas águas.

No período anterior, o rio transbordou quatros três vezes. A Defesa Civil tem previsões que apontam intensificação das chuvas em fevereiro e março. Apesar da diferença em relação ao período chuvoso do ano anterior, o tenente considera que está tudo dentro dos padrões da normalidade. “Esperamos que não haja um transbordamento muito acentuado para não causar grandes transtornos na comunidade”, disse.

Com a cota de transbordamento ultrapassada e rio subindo, a preocupação se voltou para os bairros da Lagoa e do Miritizal, situados às margens do Juruá. Algumas ruas dos bairros já foram tomadas pelas águas. Ainda segundo o subcomandante, existem também equipes da Defesa Civil orientando os agricultores que moram às margens do rio.

www.vozdonorte.com.br - Jorge Natal - Fotos Neto Costa 

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Enchente do Juruá deixa Prefeitura de Rodrigues Alves em alerta

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Em algumas comunidades as plantações de mandioca, milho e banana já estão sendo atingidas pela água, mesmo assim, os ribeirinhos entendem que a situação ainda é de normalidade já que até esta quinta-feira (31) nenhuma casa foi afetada. Enquanto isso, a Prefeitura acompanha diariamente o comportamento do rio com o objetivo de tomar todas as medidas necessárias, caso alguma família venha a ser atingida pela enchente.
 
Na tarde de ontem, quarta-feira (30), o secretário de Meio Ambiente de Rodrigues Alves, Ernilson Saraiva, cumprindo determinação do prefeito Burica, fez uma vistoria na área ribeirinha para avaliar as possibilidades de danos para as famílias. Durante uma viagem da sede do munícipio até a Foz do Paraná dos Mouras, o secretário observou que algunsprodutores já estão correndo contra o tempo para fazer a coleta de legumes plantados nas encostas das praias para não perder a produção.
 
Nas áreas mais baixas a enchente já começou a invadir os de roçados de mandioca e plantações de banana. Em algumas localidades, pastos de gado também já começaram a ser inundados.
 
Entretanto, ainda não há grande preocupação por parte da população porque grande maioria já está habituada com esse tipo de mudança da natureza do período de verão para o inverno. Além disso, apesar de está ter se aproximado bastante nos últimos dias devido o ritmo acelerado da enchente, a água ainda levaria algum tempo para atingir a altura das moradias.
 
“Se encher mais meio metro, ai é que vamos nos preocupar porque começa a chegar ao assoalho das casas. Mas, por enquanto, ainda estamos tranquilos” – afirmou, ao secretário, a moradorada praia da amizade Maricélia Oliveira dos Santos que lembra que, em 2010, teve que deixar o local e ficar durante mais de duas semanas em um abrigo sob os cuidados da Prefeitura, devido a grande alagação do Juruá naquela ano.
 
“Ainda está um pouco distante de chegar à marca daquela”- ressaltou a dona de casa que aproveita o momento para pescar em uma pequena canoa com os três filhos.
 
O secretário Ernilson, que também representa a Defesa Civil do município, informou que o monitoramento no rio é uma ação necessária para que a Prefeitura possa está preparada para uma eventual possibilidade de saída de famílias de áreas ribeirinhas. Segundo ele, a boa notícia é que há informações de que o nível do Juruá permaneceu estável nas últimas horas nas regiões acima.
 
“Isso não significa que estaremos de braços cruzados. Sabemos que o Juruá é muito imprevisível e a qualquer momento pode nos surpreender com uma grande enchente. Por isso, todo pessoal da Prefeitura está em alerta nesse período para qualquer eventualidade”- assegurou Saraiva. 
 
Mazinho Rogério
Assessor de Comunicação da Prefeitura de Rodrigues Alves 

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BR- 364 belezas e encantos

Onibus boa

O percurso que liga Cruzeiro do Sul ao resto do Brasil não é apenas uma estrada longa, cheia de curvas e grandes retas, mas é também um recanto de belezas naturais, com grande diversidade de fauna e flora que impressiona quem faz o trajeto. O colorido das flores encanta as paisagens naturais das fazendas que são a prova viva do esforço do ser humano e a presença do Criador.

A distância que separa Cruzeiro do Sul da capital, Rio Branco, 648 quilômetros, são encantadores pelas belezas que só a natureza pode nos proporcionar e que muitas vezes nos passa despercebido, pois a viagem é muito longa, cansativa e apenas durante o dia permite se apreciar a bela paisagem.

Morros cercados de água por todos os lados são algumas das belezas existentes nesse percurso. A beleza das fazendas, as cores e a diversidade das plantas, flores, enfim, é algo inexplicável que só vendo para poder descrever o valor que a natureza tem e que podemos reconhecer.

A construção do trecho que liga Cruzeiro do Sul a Rio Branco era um sonho centenário que se tornou realidade recentemente.  Apesar de ter demorado dezenas de anos, em 2011 os cruzeirenses ganharam um grande presente dos governos da Frente Popular que garantiram um tráfego permanente tirando do isolamento às populações dos municípios do interior que ficam ao longo da BR-364 e agora podem se deslocar para qualquer parte do país por via terrestre.

“ Isso é algo maravilhoso se compararmos com o tempo em que o isolamento só permitia a saída dos cruzeirenses de avião o que dificultava a vida de muitos pois é um meio de transporte muito caro. Gostei muito da viagem e aproveitei para conhecer um pouco mais do estado do Acre”, disse um funcionário público que pela primeira vez fez a viagem de ônibus pela BR-364.

www.vozdonorte.com.br  - Helena Cristina é acadêmica do Curso de Jornalismo

Fotos: Dejaci de Freitas

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Serra do Môa, um paraíso aos nossos pés

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Cachoeira do Ar Condicionado é um dos locais mais visitados da Serra do Môa

Um lugar onde as palavras são desnecessárias diante de um cenário maravilhoso, imenso, cheio de mistérios e belezas naturais, perfeito para sentir a presença do criador, onde os problemas são esquecidos e a felicidade toma conta de tudo.

O belo visual da Cachoeira do Ar Condicionado encanta os turistas

A serra do Moa é um paraíso aos pés de quem pode ver, conhecer e guardar pra sempre na memória as maravilhas que a natureza oferece neste local tão exuberante. É inexplicável descrever todas as emoções que este lugar pode proporcionar a alguém.A Cachoeira Formosa é a maior de todas e fica distante cerca de três a quatro horas do local de entrada do Parque, numa caminhada por dentro da exuberante floresta. Na chegada a Formosa os turistas se encantam com a beleza do lugar.

Situado no extremo Noroeste do Brasil o Parque Nacional da Serra do Divisor é reconhecido mundialmente pelas suas famosas e belíssimas cachoeiras. A cachoeira do ar condicionado é uma das mais visitadas por turistas e moradores do local. Atualmente foram encontradas mais duas cachoeiras que receberam o nome de Cachoeiras do Amor e são identificadas pelos imensos paredões onde a água surge formando cachoeiras muito bonitas.

A escalada para se chegar ao topo da serra dura em média 30 minutos numa altitude de aproximadamente 80 metros de altura. Do topo se torna possível ter uma visão panorâmica do local. Outra atração é o famoso Buraco, onde água morna jorra formando uma cachoeira muito bela, local perfeito para fotos e ficar o tempo todo tomando banho, pois a temperatura da água é ideal para isso.

O Parque Nacional da Serra do Divisor foi criado em 1989 e pode ser visitado o ano todo. Recebeu esse nome pela localização do parque ser no trecho que divide as águas das bacias hidrográficas do Vale do Médio Rio Ucayali (Peru) e do Alto Rio Juruá (Brasil). As serras apresentam regiões alagadas, igapós, igarapés e lagos fluviais e o clima da região é tropical, quente e úmido.

*Helena Cristina é acadêmica do Curso de Jornalismo da Ufac

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