AMAJ realiza Oficina de Gestão Ambiental com foco na conservação das águas

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Acadêmicos da Universidade Federal do Acre (UFAC), do Instituto Federal do Acre (IFAC) e representantes das secretarias municipal de Meio Ambiente e Saúde, Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC), Departamento de Estradas e Rodagens do Acre (Deracre) participaram na manhã desta quinta-feira (20), no auditório do Centro de Educação Profissional (Cedup) de uma Oficina de Gestão Ambiental com foco na conservação das águas.

A oficina idealizada pela Associação dos Amigos das Águas do Juruá (AMAJ), Organização Não Governamental (ONG) criada no por um grupo de ambientalistas do Juruá, liderados pelo líder seringueiro Antônio de Paula, para cuidar dos problemas ambientais e alertar autoridades e responsáveis pela política ambiental de que está sendo necessária mais atenção com rios da região que estão sendo contaminados e muitos igarapés quase desaparecendo.

O professor e consultor ambiental Augusto Rocha ministrou palestra sobre Gestão Ambiental com foco nos principais problemas das comunidades das zonas urbana e rural que ameaça os recursos hídricos causados pelos desmatamentos de áreas de proteção, descumprimento de leis, recursos sólidos descartados de forma errada, barragens em igarapés, entre outros, falta de políticas de saneamento básico e principalmente a conscientização da população.

O consultor destacou o trabalho realizado pela AMAJ que de forma voluntária desenvolve uma política de conscientização para os cuidados com o meio ambiente e principalmente com os recursos hídricos fundamentais para o ser humano fortalecendo o trabalho dos poderes públicos que já tem seus planos, mas é necessário que a população possa se conscientizar de seu potencial poluidor.

“A questão principal é a conscientização sobre os cuidados com os recursos hídricos que são de grande necessidade para a saúde humana. A questão da água potável já é problema, pois uma parte da população não está tendo acesso e a população ribeirinho é uma das mais prejudicadas. Á agua potável que nutre, alimenta e dá saúde à população está escassa. Nesta oficina estamos fazendo um saneamento mental para informar a população sobre os riscos causados pela falta de água potável”, disse.

A representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Elionete Cordeiro, elogiou a iniciativa da AMAJ e ressaltou que apesar das políticas desenvolvidas pelo município está havendo mais necessidade de sensibilização da população que é a principal causadora dos danos ambientais que no futuro ainda vão causar muitos prejuízos, principalmente com referência a água, precioso líquido necessário para a sobrevivência da humanidade.

“Ao falar de meio ambiente nos deparamos com um problema muito complexo ao vermos a necessidade de preservação das nascentes de rios e igarapés, poluição das águas e descarte inadequado de lixo. Estamos aqui representando o município para ver qual contribuição podemos dar nesse processo, mas entendo que a sensibilização da população para os problemas do meio ambiente é a primeira parte da solução do problema”, disse.

Naciby Castro, representante da Secretaria Municipal de Saúde, participou da discussão e destacou a necessidade de melhorar a questão dos recursos hídricos no município de Cruzeiro do Sul ao mostrar que os grandes igarapés da região – Igarapé Grande, Canela Fina, Saboeiro, São Salvador, Formoso - que já foram belos balneários e atualmente desapareceram porque foram assoreados.

Segundo Naciby a falta de saneamento básico e de consciência da população que desmatou as margens causando o assoreamento os igarapés, além de jogar grande quantidade de lixo nas suas margens já é motivo de graves problemas nos igarapés Formoso e São Salvador onde é captada a água para ser tratada e fornecida para abastecer a população do município de Cruzeiro do Sul.

“Nosso trabalho é monitorar e acompanhar a qualidade da água fornecida à população. Fazemos a coleta de amostras e enviamos para o Laboratório de referência em Rio Branco que analisa a qualidade e nos informa sobre a situação. No caso de algum problema acionamos o Depasa ou a Prefeitura que tem vários poços de distribuição para que verifiquem a situação, pois a água tem que chegar na casa do consumidor com boa qualidade”, disse.

O ambientalista e líder seringueiro Antônio de Paula chegou à região do Juruá há mais de 60 anos e pela sua experiência de vida comprova que a falta de cuidados com o meio ambiente tem produzido graves problemas à população da região que em sua grande parte ainda não está consciente da necessidade de cuidar do meio ambiente para preservar florestas, rios e igarapés e assim garantir um futuro melhor para as futuras gerações.

“Nosso trabalho está focado na sensibilização das pessoas. Trabalhamos com escolas, comunidades ribeirinhas e o povo em geral. Vamos continuar fazendo isso enquanto entendermos que como cidadãos precisamos fazer a nossa parte. As pessoas ainda causam muitos problemas ao meio ambiente como a construção de barragens nos igarapés, poluição das águas dos rios e igarapés, desmatamento das matas ciliares e até matança de peixes com plantas tóxicas”, disse.

Antônio de Paulo destaca que o planeta já está pedindo socorro porque tem mais de 1 bilhão de pessoas com sérios problemas de água e nossa população que ainda tem um potencial muito grande precisa cuidar para que problemas que aconteceram no Igarapé Canela Fina que estava acabando a água por conta de diversas barreiras construídas ao longo de seu leito, não voltem a acontecer.

“Temos conquistados algumas vitórias e numa delas garantimos a sobrevivência do Igarapé Canela Fina que estava sendo assoreado pela construção de barragens ao longo de seu leito. Depois que a população se manifestou foram acionados os órgãos ambientais competentes e o Ministério Público e de maneira satisfatória, através da assinatura de termo de conduta, onde os proprietários se comprometeram em não construir mais barreiras e também reflorestar as margens dos igarapés o problema foi resolvido”, disse.

O diretor técnico da AMAJ, sindicalista Luiz Ferreira, avaliou de forma positiva a oficina que teve uma boa representatividade da sociedade, com destaque para os universitários e gestores do município e do Estado que se fizeram representar e de forma pedagógica os palestrantes debateram os problemas da região e também mostraram soluções que precisam ser melhor implementadas pelos governos e também pela população.

“Nas cidades o problema maior é a questão do lixo que mesmo com os esforços dos governantes ainda não tem uma coleta seletiva, a população ainda não tem consciência e joga lixo nas águas e em locais inadequados, falta de esgotos domésticos, aterros sanitários fazendo que o lixo seja jogado em locais impróprios. Na área rural se tem o mesmo problema porque a população joga lixo na água que causa várias doenças. Nosso conselho é que todos possam ter mais cuidados com o meio ambiente e principalmente para não contaminar as águas”, disse.

As acadêmicas Jéssica Souza e Daliana Camile, do curso bacharelado em Biologia, do Campus Floresta, participaram da oficina e parabenizaram a AMAJ pela iniciativa que avaliaram de grande importância para uma melhor conscientização e sensibilização da população para os cuidados necessários com o meio ambiente.

Jéssica destacou que foram de grande importância os debates e as informações passadas pelos palestrantes. “Se houvessem mais debates desse tipo os graves problemas do meio ambiente estariam bem menores e a população poderia estar mais conscientizada sobre a necessidade de cuidar melhor da natureza e não jogar lixo na água e nem em locais inadequados. Nosso curso também tem esse foco de cuidados da natureza para identificarmos o que temos e usar de forma adequada”, disse.

Daliana Camile enfatiza que os debates mostraram que muitas vezes a população está fabricando a sua própria doença quando agride o meio ambiente, joga lixo na água dos rios e em lugares inadequados. “Minha avaliação é bem positiva, porque o palestrante Antônio destacou que a população quando joga lixo nas águas está causando graves problemas para a saúde de outras pessoas. Podemos estar nos mobilizando através da sensibilização e conscientização para colaborar. Penso que a responsabilidade com o meio ambiente não é só do poder público, mas também de todos nós que somos a população”, disse.

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Queimadas urbanas colocam em risco segurança de residências

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As queimadas urbanas e rurais estão dando muito trabalho para os militares do Corpo de Bombeiros e para os brigadistas da Brigada Prev Fogo, do Ibama, que trabalham diariamente no combate aos diversos focos de incêndio que na sua maioria são provocados por negligência e até de forma proposital e criminosa.

Na manhã de sábado (31) os bombeiros foram acionados para atender várias ocorrências na zona urbana. Dois focos de incêndio em terrenos no bairro da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) colocaram em perigo a segurança das residências e foram combatidos pela equipe de plantão do Corpo de Bombeiros e Prev Fogo.

O comandante da guarnição do Corpo de Bombeiros que atendeu as ocorrências, Cabo BM Osimar, ressaltou que a maioria dos focos de incêndio são de forma proposital e criminosa e estão acontecendo em terrenos baldios da área urbana, além de terrenos da zona rural, que trazem muitos problemas para o meio ambiente.

“ Nessa época de estiagem na região acontecem muito incêndios em vegetação, a maioria deles proposital e criminoso onde as pessoas aproveitam para limpar os terrenos. É uma ocorrência que acarreta perigo para as outras residências, pois tem muitos fios da rede de energia elétrica e isso causa bastante preocupação à nossa equipe”, disse o militar.

No combate aos focos de incêndio a equipe do Corpo de Bombeiros utilizou uma das viaturas da corporação e conseguiu depois de mais de uma hora de trabalho em cada um dos locais controlar e apagar o fogo que nos dois casos queimou toda a vegetação dos terrenos e estava colocando em risco a segurança das residências.

“ É preciso a população entender que deve evitar colocar fogo em entulhos nos terrenos baldios. A melhor forma de fazer a limpeza é recolher o material e colocar na beira da rua para ser recolhido pela equipe de limpeza da Prefeitura. Mas, estamos a disposição da população, junto com a equipe de brigadistas do Ibama que tem dado uma grande contribuição no combate aos focos de incêndio”, disse.

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Acreana é selecionada para exposição Mulher Artesã Brasileira em Nova Iorque

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O Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), e a Associação Brasileira de Exportação de Artesanato (ABEXA), tornam pública no inicio desta semana a seleção das artesãs para a exposição Mulher Artesã Brasileira, a ser realizada na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, Estados Unidos, no mês de setembro de 2013, e uma das componentes da seleção foi a acreana Raimunda Pinheiro (Kaxinawa).

A artesã que faz parte da Associação das Produtoras de Artesanato das Mulheres Indígenas Kaxinawa de Tarauacá e Jordão foi selecionada entre 15 artesãs em 12 estados que melhor representaram o artesanato brasileiro. A intenção é contribuir para um olhar artístico mais abrangente, sensível à diversidade de linguagens que integram o panorama da produção artesanal brasileira.

Além de investigar o momento atual do artesanato no país, a exposição Mulher Artesã  Brasileira propicia às contempladas a oportunidade de aprimoramento profissional por meio de ações formadoras, tais como: ações de difusão através de uma exposição de fotografia e de objetos, participação em uma palestra, a divulgação na mídia, dentre outras.

“O PAB foi instituído com o fim de potencializar oportunidades de desenvolvimento do Setor Artesanal e gerar trabalho e renda, e programa visa preservar a cultura regional mediante o artesanato, e é exatamente isso que nós procuramos aplicar junto aos artesãos da nossa região, e através destas exposições podemos observar que o artesanato acreano esta se consolidando cada vez mais”, ressalta a secretária de turismo Ilmara Lima.

Também compõem o programa as ações de pesquisa, documentação, reflexão e divulgação através da produção visual contemporânea brasileira, tanto na forma de publicações específicas (livro de arte e documentário), para estabelecer um intercâmbio entre as diversas realidades regionais.

A avaliação dos projetos inscritos e das respectivas proponentes foi realizada por uma Comissão de Seleção composta por profissionais da ABEXA, Programa do Artesanato Brasileiro do Ministério do Desenvolvimento (PAB), Indústria e Comércio Exterior (MDIC), e do SEBRAE, no dia 12 de Março de 2013, com o objetivo de verificar as proponentes que cumpriam as exigências previstas nas instruções de inscrição.

Stael Maia - Fotos: Assessoria

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Embrapa realiza curso sobre monitoramento de florestas em 3D

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Entre os dias 9 a 11 de abril, a Embrapa Acre (Rio Branco, AC) realizará a primeira edição do curso “Uso do Lidar como ferramenta para manejo de precisão em florestas tropicais”. O evento será em Manaus e contará com a participação de técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), onde será realizada a capacitação.

 

O sistema Lidar (perfilamento a lazer aerotransportado) fornece informações sobre a floresta em alta resolução, em 3D, que podem ser utilizadas nas diversas etapas da atividade de manejo florestal. A tecnologia, trazida dos Estados Unidos, foi testada no Acre, em 2010 e 2011 e os resultados demonstraram que é possível determinar, com muita precisão estrutura, redes de drenagem e topografia de florestas tropicais.

 

“A inovação representa um salto na evolução do detalhamento das informações sobre as florestas úmidas. Com essa ferramenta é possível, inclusive, monitorar o estoque de carbono”, afirma o pesquisador Marcus Vinício de Oliveira, que conduz as pesquisas no Brasil. Os testes foram realizados na Floresta Estadual do Antimary, principal projeto de manejo do Estado do Acre, em Sena Madureira. Os estudos contam com a parceria da NASA, Serviço Florestal Americano e Governo do Acre, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis.

 

No Amazonas, também foi realizado uma experiência com o Lidar, em 2011, na reserva de Ducke, em Manaus. Foi escaneada uma área de mil hectares e essa experiência também será abordada na capacitação. Os participantes vão conhecer ainda programas desenvolvidos pelo Serviço Florestal Americano e softwares de Sistemas de Informação Geográfica (SIG). Priscila Viudes-Embrapa Acre -Colaboração: Franciane Santos

 

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