Laudo pericial confirma existência de cocaína no carro de médica que matou uma motociclista e deixou outra em estado grave

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A Delegacia Geral de Polícia Civil de Cruzeiro do Sul recebeu nesta semana o resultado final do laudo pericial feito em seringas e papelotes de droga encontrados dentro do carro da médica Alderlane Ildefonso da Rocha, que se envolveu num acidente no dia 13 de Setembro e bateu de frente com uma motocicleta que trafegava na pista contrária matando a motociclista Rosa Maria Lima e deixando a garupeira em estado grave.

A informação foi dada pelo delegado Luiz Tonine, responsável pelo inquérito, que afirmou que o resultado do Laudo Pericial, que analisou os materiais encontrados dentro do carro, confirma a existência de cocaína e do ansiolítico farmacomidazolan, princípio farmacológico do medicamento Dormire que estava misturado no sangue da seringa. Havia ainda dentro do carro uma sacola contendo duas latas de cerveja e papelotes de droga.  

O delegado informou que após o acidente os peritos foram ao local e analisaram os fatores que motivaram o acidente e no primeiro exame pericial se comprovou a imprudência da condutora que trafegava em alta velocidade, perdeu o controle da direção, entrou na contra-mão, atingiu a motocicleta e capotou em seguida.

“O exame preliminar já havia positivado a substância. O exame complementar ratificou que de fato a substância do papelote era cocaína e que dentro das seringas havia sangue humano com medicamento. Ela confessou que usou o midazolam, mas mesmo havendo a suposição ela nega que usou a substância entorpecente”, disse o delegado.

Segundo Luiz Tonine apenas o fato da médica ter usado o midazolam, medicamento de uso controlado que não pode ser usado na condução de veículo, confirma que ela assumiu o risco de ter produzido o resultado do acidente, além de ter se negado a realizar o exame toxicológico. “ Agora, vamos encaminhar o Laudo Pericial à Justiça e a médica, que responde em liberdade, deve responder por homicídio doloso com dolo eventual com pena prevista de 6 a 20 anos”, afirmou.

A garupeira da motocicleta, Maria de Jesus de Oliveira, que foi encaminhada para Rio Branco em estado grave com traumatismo craniano e fratura exposta no fêmur com perda óssea provocando um encurtamento no membro, continua em tratamento na capital para se recuperar do acidente.

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Presidiário solto por engano é recapturado pela Policia Militar

Preso acusado

 

Depois de uma investigação do diretor da Unidade de Recuperação Social (URS) Manoel Neri, Marquiones Santos, em parceria com policiais militares, foi localizado e preso o detento Cristiano Magalhães Firmino, 33, o Tinda, que saiu pela porta da frente da unidade prisional depois de um equívoco no atendimento de um alvará de soltura.

 

Tinda foi localizado em uma residência no bairro João Alves. Ele estava sendo monitorado por vários dias, mas a polícia não conseguia prendê-lo. Na tarde de sexta-feira (29) ele jogava baralho quando foi identificado e preso por homens das polícias Civil e Militar que foram acionados porque no local tinham várias pessoas.

 

Marqueones explicou que na data da liberação do preso ele estava viajando e apesar de duas condenações pelos crimes de assalto e tentativa de homicídio, Tinda foi liberado no dia 08 de setembro passado. Ao retornar ao trabalho o diretor percebeu que o reeducando não estava na unidade, apesar de ter duas outras condenações em regime fechado.

 

O acusado estava preso há quase um ano e apesar dos outros dois crimes responde ainda em inquérito policial aberto pela acusação de agressão física, estupro e sequestro contra sua ex-mulher. Logo que foi liberado voltou a ameaçar a esposa e tocou fogo na residência onde ela morava. A mulher escapou sem ferimentos.

 

A delegada Carla Ivani de Brito, da Delegacia de Atendimento à Mulher e ao Menor (DEAN), que investiga os crimes de violência doméstica, destaca que mais um inquérito foi aberto contra o presidiário pelo crime de incêndio a casa de sua ex-mulher e as ameaças de morte. “Ele é uma pessoa perigosa, tem várias passagens pela polícia e não poderia ter sido liberado”, disse.

 

Segundo a delegada o pedido de prisão preventiva do acusado já havia sido pedido e agora além de responder pelos crimes que já foi condenado vai responder pelos outros crimes que cometeu ao sair do presídio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Justiça manda prender 11 PMs por tortura e outros crimes

Policia Justiça

Em face de uma minuciosa investigação da Polícia Civil, através da Delegacia Itinerante, policiais do BOP – Batalhão de Operações Especiais da PM do Acre prenderam na manhã desta sexta-feira, 29, onze policiais militares do 2º BPM/AC, suspeitos de envolvimento no desaparecimento do auxiliar de pedreiro Gildemar da Silva Lima, 25, ocorrido no dia 9 de julho deste ano. As investigações estavam sendo feitas em caráter sigiloso, decorrente da complexidade dos fatos, que culminou na “Operação Gênio”, deflagrada nesta manhã.

Em coletiva no auditório da Secretaria de Estado da Polícia Civil nesta sexta-feira, a cúpula da Segurança contou detalhes da investigação que levou à prisão dos militares.

De acordo com o secretário de Polícia Civil, Emylson Farias, após o desaparecimento de Gildemar, foram instaurados dois inquéritos policiais, um relacionado ao homicídio e ocultação de cadáver, e, outro relacionado à tortura, coação no curso das investigações e outros crimes. "Nos próximos 10 dias devemos concluir o inquérito. Em quase quatro meses de investigação, tivemos 9 meios de provas: testemunhais, técnicas, periciais, além de várias contradições nos interrogatórios. São provas robustas", destaca.

O comandante da Polícia Militar do Acre, coronel Anastácio, garantiu que não compactua com quaisquer desvio de conduta de policiais de qualquer graduação. "Todos serão punidos administrativamente e na esfera criminal. Então, quem efetivamente for considerado culpado, certamente será excluído do estado efetivo da corporação. Nós vamos, também, contribuir naquilo que for necessário para efetividade da justiça", salientou o comandante.

Quanto à troca de comando do Batalhão onde os policiais presos eram lotados, se deu por necessidade e o comandante Kinpara não sabia que seus policiais estavam sendo investigados. Anastácio, explicou ainda, que a PM do Acre vai continuar firme junto à sociedade para assegurar o posto de ser a Polícia Militar mais honesta do país, e, mostrar ao povo que se trata de um fato isolado.

“A determinação do governado Tião Viana é para que todas as providências cabíveis sejam adotadas, o que está sendo feito com total isenção, tanto pelo lado da PM, quanto pela Polícia Civil, aquém cabe, pelo que preconiza a legislação vigente, mostrar a verdade real do ocorrido. Esse governo não pactua com atos de desvio de conduta de seus servidores, por isso, investe no fortalecimento das instituições”, destacou Ildo Reni Graebner, secretário de Segurança Pública.

INVESTIGAÇÃO – “Gildemar foi executado e o cadáver ocultado, possivelmente, no ramal do Pica-Pau. O crime teria sido motivado por vingança, uma vez que os policiais envolvidos já haviam o prendido em outras duas ocasiões (um pelo crime de assalto a uma loja no Segundo Distrito e outra pelo roubo de uma moto), mas como não houve flagrante, acabou liberado”, frisou o delegado Roberth Alencar.

Em uma dessas prisões, segundo a autoridade policial, o comparsa de Gildemar teria ameaçado os policiais. No dia 24 de maio, ele e a companheira foram torturados e ameaçados para que entregassem o paradeiro de Gildemar. Por meio de monitoramento eletrônico e quebra de dados telefônicos, a polícia chegou à tortura praticada no dia 24 de maio e ao nome de 10 policiais.

"Os três primeiros policiais tinham problema de justiça em relação ao Gildemar", aponta a investigação.

Ainda, segundo Roberth, mesmo após a tortura do comparsa, os policiais não tinham a localização exata de Gildemar. Para chegar até ele, os investigados usaram de abuso de autoridade. "Muitos foram abordados dentro de casa ou em via pública, ameaçados com armas na cabeça. Foi apurado na investigação que após esses crimes prévios de ameaça e lesão corporal, Gildemar foi raptado e levado para um local que não temos a exatidão", diz.

José Natalino Vieira de Souza, Girley Lemes da Costa, Bruno Fabrício Rodrigues, Francisco James do Nascimento, Iracelio  Melo da Silva, Jorge Miranda Rodrigues de Souza, Francisco Illimane Rodrigues dos Santos, Diego Soares do Nascimento, Antônio Macelo da Silva Mendes e Telmar Ferreira Cunha foram presos temporariamente e encaminhados à Unidade de Regime Fechado 3, "Papudinha". Já o tenente Jersey James Costa da Silva, foi preso de forma preventiva.

 

 

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Polícia Civil prende traficante que embalava pasta base de cocaína em sua residência no Formoso junto com comparsa

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Agentes do Grupo de Repressão a Entorpecentes (GRE), da Delegacia Geral de Polícia, prenderam na noite desta quinta-feira (21) Aluízio Gomes de Oliveira Filho, 37, vulgo, Aluízio e Antônio Joabson Braga de Souza, 22, que estavam em sua residência, no bairro do Formoso, preparando e embalando pasta base de cocaína.

A prisão ocorreu depois de uma denúncia anônima informando que o acusado estaria cortando e embalando a droga no interior de sua residência e ao fazer a abordagem os policiais confirmaram a denúncia e ainda apreenderam dois menores, filhos de Aluízio, que estavam na residência.

Uma criança que estava na frente da residência ao perceber a presença dos policiais saiu correndo em direção a casa gritando – polícia, polícia, polícia – e ao entrar no local outra pessoa saiu correndo pelos fundos do quintal, mas não foi possível ainda identificá-la.

No interior da residência os agentes encontraram 110 trouxinhas de pasta a base de cocaína, prontas para comercialização, além de diversos materiais usados para a embalagem - um pedaço de papelão contendo pasta a base de cocaína pronta para ser embalada, recortes de sacola na cor preta, sacolas plásticas na cor branca.

Os policiais encontraram ainda dois carros de linha, uma colher pequena, duas tesouras, três celulares da marca SANSUNG, um facão, um cordão dourado, dois cordões prateados, um relógio prateado e a quantia de R$ 157,00 em espécie, em notas de pequeno valor.

Segundo informações Audízio já foi preso e condenado por tráfico de drogas várias vezes e depois de ganhar a liberdade voltou ao tráfico, mas já estava sendo investigado pelo Setor de Inteligência da Polícia Civil. Joabson também estava sendo investigado pela acusação de ser um dos vendedores de droga daquele bairro.

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