Operação Delivery: Justiça Acreana condena acusados envolvidos em rede de prostituição e exploração sexual

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Em uma sentença com 258 páginas, o juiz Romário Divino condenou nesta segunda-feira (1º) os acusados envolvidos na Operação Delivery, denunciados por integrar uma rede de prostituição e exploração sexual envolvendo mulheres maiores e menores de idade.

De acordo com a decisão, são estes os condenados pela Justiça: Jardel de Lima Nogueira; Francinei de Oliveira Contreira; Greice Maria Vasconcelos de Almeida; Adriano Macedo Nascimento Filho; Romara Costa da Mota; Thiago Celso Andrade Reges; Maria José Souza da Silva; Adálio Cordeiro Araújo; Assuero Doca Veronez; Marcello Moniz Mesquita; George Cruijff Sales da Costa; Ramadan Kalil; Charlom Pereira da Silva; Manoel Machado da Rocha Filho e Cassio Pereira Gonçalves.

Por outro lado, foram absolvidos dos crimes a que respondiam até então: Ari Palu; Cassius Afonso Regio Nogueira; Carlos Fernando Gomes Martins; Jamil Kassem Mastub; Lazaro Santos Pessin; Narciso Mendes de Assis e Paulo Henrique Delfino Nascimento.

A denúncia apurada no inquérito policial nº 011/2012 (0500808-75.2012.8.01.0081) foi protocolada na 2ª Vara da Infância e da Juventude da Comarca da Capital, em 21 de novembro do ano passado.

Desde então, Romário Divino, que é titular dessa unidade judiciária, passou a ouvir 47 testemunhas de acusação e 46 de defesa. O magistrado também considerou as contundentes provas presentes nos autos do processo n° 0500808-75.2012.8.01.0081, como áudio, fotos e vídeos, que evidenciaram a prática criminosa.

O processo que corre em segredo de justiça, incluiu 22 pessoas acusadas pela prática dos crimes previstos no Título VI, da Parte Especial, do Código Penal: "crimes contra a dignidade sexual".

As provas

Trechos de interceptações telefônicas demonstraram que os agenciadores também se inter-relacionavam, fazendo o intercâmbio de "garotas de programa", auxiliando-se mutuamente, empregando a mesma estratégia de aliciamento, oferecendo garotas para a realização de programas sexuais a clientes comuns e até praticando o tráfico internacional.

Interceptação Telefônica

Tráfico internacional - Setembro de 2012 dia 25, às 16h00.
Assuero fala como pagava suas vítimas e quer saber do aliciador quanto Adalio pagou.

Aliciador Thiago: Pois não.
Assuero: Tudo bom?
Aliciador Thiago: Tudo bom e por ai?
Assuero: Tá em casa?
Aliciador Thiago: Tô. As meninas foram embora já acabaram de pegar o ônibus para Brasiléia.
Assuero: Haaaaa
Aliciador Thiago: Haaa, não deu nada, só deu tu e o Adalho.
Aliciador Thiago: Todo mundo tem pena de gastar né filho. O pessoal tá quebrado.
Assuero: Rapaz eu ia sair com a loirinha agora cara.
Assuero: Pra quem está dando mil reais pra ela, mais dez reais.
Aliciador Thiago: Pra quem tá dando quem de quanto, mil é?
Assuero: Dei milão pra ela. Eu vou lá dá duzentos reais rapaz.
Aliciador Thiago: Tu jura?
Assuero: Pra uma gata daquelas internacional.
Assuero: E o Adalho deu quanto?
Aliciador Thiago: Deu, saiu duas vezes R$800,00 reais.
Assuero: Ham, pra cada um?
Aliciador Thiago: É. Eu vou ficar a semana toda, porque eu vim fazer um dinheirinho pra mim voltar e alugar um apartamento ali que eu achei. Vou ficar até as eleições.
Assuero: Apartamento aonde?
Aliciador Thiago: Lá em Santa Cruz mesmo, na Bolivia.
Aliciador Thiago: Tô com duas amigas minhas, uma mais linda do que a outra.
Assuero: Ham ham. Boliviana é?
Aliciador Thiago: Não. É uma é argentina e a outra é brasileira, de Santa Catarina. Vinheram passar essa semana aqui comigo, que horas vai sair dai? Sai dai, passa lá então, me liga, pra tu conhecer.
Assuero: Aonde?
Aliciador Thiago: Uai lá em casa, né?
Assuero: Uai elas estão lá?
Aliciador Thiago: Tão. Onde tu quiser. Tu não vai dar para sair hoje né?
Assuero: Não, mas tá bom eu passo lá. 

As fotos e vídeos mostram que os agenciadores atuavam como “verdadeiros intermediários, exercendo a função de autênticos cafetões”, sustentando-se da prostituição, mediante a obtenção de vantagem ou participação direta nos lucros do preço do serviço sexual realizado pelas garotas agenciadas.

 

Boa parte das garotas era menor de idade e eram atraídas mediante promessas de vantagens econômicas, para realizar programas sexuais com os denunciados do núcleo de usuários ou consumidores dos serviços sexuais que, na sua maioria, era constituído por pessoas “pertencentes aos mais elevados estratos sociais e detentores de elevado poder aquisitivo, como fazendeiros, empresários, políticos e autoridades.”

Operação Delivery

A Operação Delivery, resultado de um trabalho conjunto entre a Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Acre, foi deflagrada em Rio Branco no dia 17 de outubro de 2012, com a prisão de sete pessoas acusadas de operar rede de prostituição e exploração sexual com envolvimento de menores.

Segundo o inquérito policial, foi constituída na cidade uma extensa e bem organizada rede de prostituição e exploração sexual envolvendo mulheres maiores e menores de idade que era comandada por sete pessoas, denunciadas pelo favorecimento da exploração sexual de mulheres maiores de idade e adolescentes, entre 14 e 18 anos de idade, bem ainda pela conduta de rufianismo, vez que se sustentavam da prostituição alheia.

Ainda conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual, os envolvidos no caso são separados em dois grupos distintos: os que integravam o chamado "núcleo de agenciadores" da rede de prostituição e exploração sexual, intermediando e oferecendo garotas por eles negociadas para fazer programas sexuais com os do núcleo denominado de "usuários" ou "clientes".

Dosimetria Caso Delivery

JARDEL DE LIMA NOGUEIRA: condenado a 34 anos de reclusão, de modo concreto e definitivo, devendo ser cumprida em regime inicialmente fechado, como também ao pagamento de 50 dias-multa, na razão de um trigésimo do salário mínimo vigente a época do fato, nos termos do art. 49, parágrafo 1º,

do Código Penal. Ante a ausência dos requisitos legais, é incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos (art. 44, CP); por igual motivo, também se revela vedada a suspensão condicional da pena (art. 77, CP).

 

FRANCINEI DE OLIVEIRA CONTREIRA: condenado a 17 anos e seis meses de reclusão, de forma concreta e definitiva, devendo ser cumprida em regime inicialmente fechado, bem como ao pagamento de 40 dias-multa, na razão de um trigésimo do salário mínimo vigente a época do fato, nos termos do art. 49, parágrafo 1º, do Código Penal. Ante a ausência dos requisitos legais, é incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos (art. 44, CP); por igual motivo, também se revela vedada a suspensão condicional da pena (art. 77, CP).

 

GREICE MARIA VASCONCELOS DE ALMEIDA: condenada a 17 dezessete anos e três meses de reclusão, de forma concreta e definitiva, devendo ser cumprida em regime inicialmente fechado, condenando-o também ao pagamento de 40 dias-multa, na razão de um trigésimo do salário mínimo vigente a época do fato, nos termos do art. 49, parágrafo 1º, do Código Penal. Não foi concedido à sentenciada o direito de recorrer em liberdade, visto que assim permaneceu durante todo o curso do processo, de maneira que ainda se encontram presentes os requisitos que ensejaram sua prisão. Por isso, ela deve ser mantida presa para garantia da ordem pública e evitar que novos crimes venham a ser cometidos. Foi fixada também a título de reparação mínima por danos morais causados pela infração a importância de R$ 1 mil às vítimas G. R.da S. O e S. C. A. de L.,, com base no art. 387, IV, do Código de Processo Penal. Com relação ao veículo marca Volkswagem, modelo Fox 1.0 placa NAD-1510-AC pertencente a acusada Greice Maria Vasconcelos, tendo em vista que restou claramente demonstrado que era utilizado para auxiliá-la na prática do crime, no qual fazia o transporte das adolescentes e clientes até o local em que seria realizado o encontro, decreto sua perda em favor do Estado, o qual deverá ser utilizado em ações de prevenção e combate a exploração sexual de crianças e adolescentes, por órgão a ser posteriormente indicado. Oficie-se ao DETRAN para que proceda-se à expedição de certificado provisório de registro em favor do ESTADO, ficando este isento do pagamento de multas, encargos e tributos anteriores, até o trânsito em julgado desta Sentença.

 

ADRIANO MACEDO NASCIMENTO FILHO: condenado a 13 anos e seis meses de reclusão, de forma concreta e definitiva, devendo ser cumprida em regime inicialmente fechado, bem como ao pagamento de 20 dias-multa, na razão de um trigésimo do salário mínimo vigente a época do fato, nos termos do art. 49, §1º, do CP. Ante a ausência dos requisitos legais, é incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos (art. 44, CP); por igual motivo, também se revela vedada a suspensão condicional da pena (art. 77, CP). Não foi concedido ao sentenciado o direito de recorrer em liberdade, visto que assim permaneceu durante todo o curso do processo, de sorte que ainda se encontram presentes os requisitos que ensejaram sua prisão devendo ser mantido preso para garantia da ordem pública e evitar que novos crimes venham a ser cometidos.

 

ROMARA COSTA MOTA: condenada a cinco anos e seis meses de reclusão, de forma concreta e definitiva, devendo ser cumprida em regime semi-aberto, como também ao pagamento de 20 dias-multa, na razão de um trigésimo do salário mínimo vigente a época do fato, nos termos do art. 49, parágrafo 1º, do CP.

 

THIAGO CELSO ANDRADE REGES: condenado a cinco anos e nove meses de reclusão, de forma concreta e definitiva, devendo ser cumprida em regime semi-aberto, como também ao pagamento de 20 dias-multa, na razão de um trigésimo do salário mínimo vigente a época do fato, nos termos do art. 49, parágrafo 1º, do CP. Ante a ausência dos requisitos legais, incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos (art. 44, CP); por igual motivo, também se revela vedada a suspensão condicional da pena (art. 77, CP). Foi concedido ao sentenciado o direito de recorrer em liberdade.

 

MARIA JOSÉ DE SOUZA: condenada de forma concreta e definitiva a pena de

três anos de reclusão, a ser cumprida em regime aberto, nos termos do art. 33, parágrafo 2º, “c”, do Código Penal. A ela também foi aplicada dez dias/multa ao valor de um trigésimo do salário mínimo vigente a época do fato, nos termos do art. 49, parágrafo 1º, do CP. Todavia, quanto à pena privativa de liberdade, o juiz entendeu ser cabível sua conversão para pena restritiva de direitos, uma vez que se fazem presentes todas as condições exigidas pelo art. 44 do Código Penal. Quanto à interdição temporária de direitos, foi estabelecido que durante o mesmo prazo acima a apenada não poderá freqüentar bares, boates, casas de prostituição nem tomar bebida alcoólica em locais públicos, devendo recolher-se à habitação todos os dias, inclusive, sábados, domingos e feriados, até às 22h, salvo se exercer trabalho lícito no período noturno. Foi concedido à sentenciada o direito de recorrer em liberdade.

 

ADALIO CORDEIRO ARAÚJO: Verifica-se que a maioria das circunstâncias do art. 59, do Código Penal são desfavoráveis ao réu, razão pela qual o magistrado fixou a sua pena-base acima do mínimo legal, em seis anos de reclusão. Contudo, tendo em vista que, conforme restou demonstrado nos autos, o acusado, por várias vezes, manteve conjunção carnal com as adolescentes J. L. K., M. E. B. A., S. C. A. de L. e N. P. G. N., e, considerando as circunstâncias de tempo, lugar e maneira de execução, tem-se que os crimes praticados contra as vítimas ocorreu em continuidade delitiva, nos termos do art. 71, caput, do Código Penal, devendo ser aumentada a pena base em 1/3, ou seja, dois anos, perfazendo oito anos de reclusão, a qual torno concreta e definitiva devendo ser cumprida em regime semi-aberto, nos termos do art. 33, parágrafo 2º, “b”, do Código Penal. Ante a ausência dos requisitos legais, é incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos (art. 44, CP); por igual motivo, também se revela vedada a suspensão condicional da pena (art. 77, CP). Foi concedido ao sentenciado o direito de recorrer em liberdade. Também foi fixado a título de reparação mínima por

danos morais causados pela infração a importância de R$ 20 mil às vítimas J. L

. K., M. E. B. A., S. C. A. de L. e N. P. G. N., com base no art. 387, IV, do CPP.

 

ASSUERO DOCA VERONEZ:Verifica-se que a maioria das circunstâncias do art. 59, do Código Penal são desfavoráveis ao réu, razão pela qual o juiz fixou a sua pena-base acima do mínimo legal, em seis anos de reclusão. Na segunda fase da dosimetria da pena, não foi vislumbrada a ocorrência de circunstância atenuante nem agravante. De mesma sorte, na terceira fase da dosagem, não há incidência de causas de aumento ou diminuição de pena. Contudo, tendo em vista que, conforme restou demonstrado nos autos, o acusado, por várias vezes, manteve conjunção carnal com as adolescentes N. P. G. N., S. C. A. de L., M. E. B. G., J. L. K., T. M. dos S., e, considerando as circunstâncias de tempo, lugar e maneira de execução, têm-se que os crimes praticados contra as vítimas ocorreu em continuidade delitiva, nos termos do art. 71, caput, do Código Penal, devendo ser aumentada a pena base em 1/3, ou seja, dois anos, perfazendo oito anos de reclusão, a qual o magistrado tornou concreta e definitiva, devendo ser cumprida em regime semi-aberto, nos termos do art. 33, parágrafo 2º, “b”, do Código Penal. Ante a ausência dos requisitos legais, é incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos (art. 44, CP); por igual motivo, também se revela vedada a suspensão condicional da pena (art. 77, CP). Também foi fixado o título de reparação mínima por danos morais causados pela infração a importância de R$ 20 mil às vítimas N. P. G. N., S. C. A. de L., M. E. B. G., J. L.

K., T. M. dos S., com base no art. 387, IV, do CPP.

 

MARCELO MONIZ MESQUITA: condenado a uma pena-base acima do mínimo legal, em seis anos de reclusão. Contudo, tendo em vista que, conforme restou demonstrado nos autos, o acusado, por várias vezes, manteve conjunção carnal com as adolescentes M. E. B. G., J. L. K., T. M. dos S. e R. S. e S., considerando as circunstâncias de tempo, lugar e maneira de execução, têm-se que os crimes praticados contra as vítimas ocorreu em continuidade delitiva, nos termos do art. 71, caput, do Código Penal, devendo ser aumentada a pena base em 1/3, ou seja, 02 anos, perfazendo oito anos de reclusão, a qual sendo concreta e definitiva devendo ser cumprida em regime semi-aberto, nos termos do art. 33, parágrafo 2º, “b”, d o Código Penal. Foi concedida ao sentenciado o direito de recorrer em liberdade. O condenado também deverá pagar a importância de R$ 15 mil às vítimas M. E. B. G., J. L. K., T. M. dos S. e R. S. e S., com base no ar t. 387, IV, do CPP, a título de reparação mínima por danos morais causados pela infração.

 

GEORGE CRUIJFF SALES DA COSTA: condenado a uma pena-base no mínimo legal, em quatro anos de reclusão. Contudo, tendo em vista que, conforme restou demonstrado nos autos, o acusado manteve conjunção carnal com as adolescentes J. L. K., T. M. dos S., R. S. e S. e S. S. de S., considerando as circunstâncias de tempo, lugar e maneira de execução, têm-se que os crimes praticados contra as vítimas ocorreu em continuidade delitiva, nos termos do art. 71, caput, do Código Penal, devendo ser aumentada a pena base em 1/4, ou seja, 01 ano, perfazendo cinco anos de reclusão, sendo a qual concreta e definitiva devendo ser cumprida em regime semi-aberto, nos termos do art.33, parágrafo 2º, “b”, do Código Penal. O condenado também deverá pagar a importância de R$ 5 mil reais às vítimas J. L. K., T. M. dos S., R. S. e S. e S. S., com base no art. 387, IV, do CPP a título de reparação mínima por danos morais causados pela infração.

 

RAMADAM KALIL: condenado a uma pena-base no mínimo legal, em quatro anos de reclusão. Contudo, tendo em vista que, conforme restou demonstrado nos autos, o acusado manteve conjunção carnal com as adolescentes G. R. da S. O. e S. C. A de L., considerando as circunstâncias de tempo, lugar e maneira de execução, têm-se que os crimes praticados contra as vítimas ocorreu em continuidade delitiva, nos termos do art. 71, caput, do Código Penal, devendo ser aumentada a pena base em 1/6, ou seja, oito meses, perfazendo quatro anos e oito meses de reclusão, a qual torno concreta e

definitiva devendo ser cumprida em regime semi-aberto, nos termos do art. 33,

parágrafo 2º, “b”, do Código Penal. O condenado também deverá pagar a importância de R$ 5 mil às vítimas G. R. da S. O. e S. C. A de L. com base no art. 387, IV, do CPP, a título de reparação mínima por danos morais causados pela infração.

 

CHARLOM PEREIRA DA SILVA: condenado a uma pena-base no mínimo legal, em quatro anos de reclusão. Contudo, tendo em vista que, conforme restou demonstrado nos autos, o acusado manteve conjunção carnal com as adolescentes S. C. A de L. e J. L. K., considerando as circunstâncias de tempo, lugar e maneira de execução, têm-se que os crimes praticados contra as vítimas ocorreu em continuidade delitiva, nos termos

do art. 71, caput, do Código Penal, devendo ser aumentada a pena base em 1/6, ou

seja, 08 meses, perfazendo quatro anos e oito meses de reclusão, a qual torno concreta e definitiva devendo ser cumprida em regime semi-aberto, nos termos do art. 33, parágrafo 2º, “b”, do Código Penal. O condenado também deverá pagar a importância de R$ 3 três mil às vítimas S. C. A de L. e J. L. K. S., com base no art. 387, IV, do CPP

a título de reparação mínima por danos morais causados pela infração.

 

MANOEL MACHADO DA ROCHA FILHO: condenado a uma pena-base no mínimo legal, em quatro anos de reclusão. Contudo, tendo em vista que, conforme restou

demonstrado nos autos, o acusado manteve conjunção carnal com as adolescentes P.

M. de S. e G. R da S. O., considerando as circunstâncias de tempo, lugar e maneira de

execução, têm-se que os crimes praticados contra as vítimas ocorreu em continuidade

delitiva, nos termos do art. 71, caput, do Código Penal, devendo ser aumentada a pena

base em 1/6, ou seja, 08 meses, perfazendo quatro a nos e oito meses de reclusão,

devendo ser cumprida em regime semi-aberto, nos termos do art. 33, parágrafo 2º,

“b”, do Código Penal. O condenado também deverá pagar a importância de R$

3.000,00 (três mil reais) às vítimas P. M. de S. e G. R da S. O., com base no ar

t. 387, IV, do CPP, a título de reparação mínima por danos morais causados pela infração.

 

CÁSSIO PEREIRA GONÇALVES: condenado a pena de quatro anos de reclusão em

regime aberto. A pena restritiva de direito terá a mesma duração da pena privativa de

liberdade, ou seja, quatro anos, devendo seu cumprimento se dar na forma

preceituada pelo art. 46, parágrafo 3º, do Código Penal, ou seja, uma hora de tarefa

por dia de condenação, ressalvada a possibilidade prevista no parágrafo 4º do referido

dispositivo legal e fixadas de modo a não prejudicar a jornada normal de trabalho.

A prestação de serviços será designada pelo Juízo da Vara de Execuções de Penas e

Medidas Alternativas. Quanto à interdição temporária de direitos, durante

o mesmo prazo acima o apenado não poderá frequentar bares, boates, casas de prostituição nem tomar bebida alcoólica em locais públicos, devendo recolher-se à

habitação todos os dias, inclusive, sábados, domingos e feriados, até às 22h.

O condenado também deverá pagar a importância de R$ 3 mil à vítima J. L. K., a título

de reparação mínima por danos morais causados pela infração.

 

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Choque de gol com caminhão na BR 364 causa duas mortes

Acidente 1

Um gol placa KDJ 9219 que trafegava no ramal de acesso da sede da Vila Santa Luzia, não parou no cruzamento que dá acesso ao Ramal 2 e foi atingido em cheio na porta por um caminhão FORD F 350, placa NOK 9319, conduzido por Murilo Marcel Queiroz Rodrigues, 28, que trafegava na BR-364, sentido Cruzeiro do Sul.

O acidente aconteceu por volta das 20:00 horas de sábado (29) e deixou duas vítimas fatais. Elisson Oliveira Souza, 33, morreu no local e Jardelínio Pinho de Oliveira, 30, foi encaminhado com ferimentos graves ao Pronto Socorro do Hospital Regional do Juruá, mas morreu na madrugada desta segunda-feira (01) na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Mais duas pessoas estavam dentro do Gol. Samuel Soriano da Silva, 24, residente no bairro do Telégrafo, sofreu um corte na cabeça e na mão esquerda. Francisco Genivâne dos Santos, 23, residente na Lagoinha, teve um corte na cabeça, mas estão fora de perigo.

No caminhão estavam, além do motorista Luzivaldo Brito, 26, que mora no bairro do Aeroporto e teve fratura na clavícula direita. Randeberg Simão Correia, 26 e Raimundo Arisson, que moram no mesmo endereço tiveram cortes na cabeça.

Ao sair do Ramal no cruzamento com a BR 364 o motorista do veículo Gol não parou e foi atingido pelo caminhão. Com o choque o veículo foi jogado para fora da estrada e capotou. O caminhão desgovernado também saiu da pista e seus ocupantes sofreram vários ferimentos.

 

A ocorrência foi atendida por Militares do Pelotão de Trânsito e o Corpo de Bombeiros foi acionado para retirar vítimas que ficaram presas nas ferragens, mas quando chegaram as vítimas já tinham sido atendidas pelos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que socorreram os feridos.

Segundo informações os ocupantes do Gol foram vistos bebendo na tarde de sábado. Peritos do Instituto de Criminalística foram ao local realizar o laudo pericial que vai apontar as prováveis causas do acidente.

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Jovens envolvidos com tráfico de drogas é maioria de presos da penitenciária de Cruzeiro do Sul

PENITENCIARIA

A população carcerária de Cruzeiro do Sul e municípios da região é de 579 detentos e 55% deste total são de jovens entre 18 e 29 anos. Os outros 45% dos presos tem de 30 a 60 anos de idade e a maioria cumpre pena pelo crime de tráficos de drogas. Em segundo lugar vem os apenados pelo crime de homicídio, em terceiro por assalto, em quarto por roubo e em quinto por assalto.

A Penitenciária Manoel Néri da Silva tem capacidade para 224 detentos, mas atualmente abriga 579 presos, informou o diretor Marqueones Santos, que destaca que a população carcerária cresceu muito em 2013, com um aumento médio de 25 presos a cada mês. “A quantidade que chega é maior que a que sai, pois todos os dias chegam mais presos na unidade”, disse.

Segundo Marqueones Santos 59% dos detentos não concluíram o ensino fundamental e a grande maioria é oriunda de famílias desestruturadas e reincidiram no crime. O diretor ressaltou que apesar da grande quantidade de presos os agentes penitenciários tem conseguido manter a ordem no presídio.

“O governo do Estado, através do Iapen, oferece cursos profissionalizantes dentro de presídio para os reeducandos que progrediram de regime, como forma de redução da pena. Apesar o grande números de presos e de alguns problemas pontuais que acontecem a ordem está sendo mantida”, afirmou o diretor.

A Psicóloga Cintia Sampaio explica que a falta de firmeza nas famílias e o problema do fracasso escolar dos jovens são fatores que contribuem para que eles entrem no mundo do crime, principalmente se envolvendo com o tráfico de drogas, que é uma forma ilusória de ganhar dinheiro fácil, mas sempre acaba causando problemas com a polícia.

“É uma situação séria que só pode ser revertida se houver mais empenho das famílias, na formação dos filhos e na aceitação pela sociedade destes jovens que se envolveram no mundo do crime e precisam mudar de vida. A profissionalização é outro fato que pode colaborar para que eles não voltem a reincidir no crime”, disse, afirmando que o preconceito da sociedade também contribui para a reincidência de jovens no crime.

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Operação Hidra de Lerna Operação policial integrada dos estados de Acre e Rondônia prende nove pessoas em Rio Branco

POLICIA CIVIL PRISOES

 Nonato de Souza - Ascom/SESP

As polícias civis do Acre e de Rondônia em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Acre conseguiu localizar e prender nove pessoa, todas integrantes de uma quadrilha que vinha sendo investigada, há mais de uma ano, em Porto Velho/RO.

 

A quadrilha tinha base em Rondônia e atuava também no Acre e Amazonas. Daí a operação ter recebido o nome de Hidra de Lerne, um ser mitológico representado por um dragão de sete cabeças.

Lenda a parte, a operação Hidra de Lerna foi executada de forma simultânea nas primeiras horas da manhã desta terça-feira 25/06, nos estados do Amazonas, Rondônia e Acre, com emprego de 50 delegados e 200 agentes espalhados nas capitais e municípios do interior dos três estados.

Foram cerca de 80 mandados expedidos pelo Juiz Edvino Preczvski titular da 1ª Vara Criminal de porto Velho. Toda operação esteve sob o comando do delegado Paulo Kakionis, titular da 1ª Delegacia de Porto Velho e o Corregedor do DETRAN de Rondônia, Dr. Cristiano Lopes Ferreira.

Para o cumprimento das prisões no Acre foram enviados a Rio Branco os delegados Vitor Santana Menezes e Sidney Amadio. A equipe do Acre estava formada pelos delegados Roberth Alencar, da Delegacia Itinerante, delegado Nilton Cesar Boscaro, da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e do delegado Rômulo de Carvalho. Foram utilizados 25 agentes e nove viaturas. Os mandados foram cumpridos em três endereços diferentes.

 No Acre nove pessoas foram presas;

 1 - Jorgiano Melo da Silva

2 - José Ferreira da Silva (Zé)

3 - Weldem Loiola de carvalho (conhecido por Fua ou  Edinho)

 4 - Mara de Fátima Bezerra  da Silva (Donda)

 5 – Jeane Silva Araújo (Gé ou Jé)

 6 – Willion Nascimento Ferreira

7 – Maria  Marta Cardoso Gonçalves ( Marta)

8 – Raimundo Edberto da Silva Feitosa

 9 – Fábio Luiz de Oliveira

Eles vão responder aos crimes de Corrupção Passiva e Ativa, Peculato, Falsificação de documentos públicos, estelionato e inserção de dados falsos no sistema de informatização do DETRAN-RO. De acordo com o delegado Vitor Santana, o grupo não se limitava a falsificação de CNH. Diferente das mulheres, todos os homens envolvidos na operação já haviam sido presos em Rondônia.  

Foi descoberta a instalação de uma verdadeira máfia de servidores públicos, despachantes, de dentro e fora do DETRAN-RO que acessavam a base de dado do DETRAN e mediante fraude realizavam alterações de características em veículos, baixava débito, multa para se licenciar carros e motos. 

Para o condutor autuado pela Lei Seca, por exemplo, bastava procurar a quadrilha que tudo desaparecia do sistema.   Com essas ações os criminosos falsificavam em média 15 a 20 CNH por dia e cobravam entre 1.500 a 4.000.

Todo dinheiro que o proprietário passava para o despachante era rebaixado do sistema e o dinheiro ficava com o despachante.  A quadrilha deu enormes prejuízos ao erário público e aos proprietários de veículos após descoberto que suas multas não haviam sido pagas.

 O secretário de segurança Pública Ildor Reni Graebner em companhia do secretário de Polícia Civil, delegado Emylson Farias disseram que o trabalho faz parte das parcerias entre a Segurança Pública dos dois estados e que já rendeu bons resultados, em diversas missões.

 

Pedro Paulo - Assessor de Imprensa da Polícia Civil do Estado do Acre/Brasil

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