Em repúdio ao desfecho da sessão desta quarta-feira (6) do pleno do Tribunal de Justiça do Acre, em que as regras do Estado Democrático de Direito estão sendo afrontadas pela postura inadequada de parte da magistratura acreana, o senador Aníbal Diniz (PT-AC) apresentou questão de ordem no plenário do Senado, durante a sessão desta quinta-feira (6), momento em que leu a nota emitida pelo senador Jorge Viana e mais uma vez rechaçou a forma como a Operação G7 está sendo conduzida e seus desdobramentos no Judiciário.
“Eu não posso aceitar que pessoas de bem como Jorge Viana, como Tião Viana e tantas outras que estão contribuindo para fazer do Acre um estado melhor fiquem sendo expostas como se fossem bandidas. Isso não é aceitável”, disse ele lembrando que completaram 27 dias em que 14 das 15 pessoas, entre empresários e secretários de Estado, permanecem presas sem que o devido processo legal ocorra.
“Para se ter uma ideia do que está acontecendo, senhor presidente, o desembargador Adair Longuini, jogou a toga durante a sessão do pleno protestando contra o que estava acontecendo”, relatou Aníbal em plenário antes de ler a nota intitulada “Justiça seja feita” que o senador Jorge Viana, que encontra-se em missão oficial fora do pais, publicou em razão das afirmações que dão conta de uma tratativa dele com o desembargador Pedro Ranzi.
“Sobre o irresponsável e mentiroso relatório do Delegado Maurício Moscardi, apresentado na sessão do Tribunal de Justiça do Acre, e sobre o suposto encontro que tive com o Desembargador Pedro Ranzi no voo de Brasília para Rio Branco, devo dizer que fiquei estarrecido ao saber que a Polícia Federal monitorou a viagem que fiz de Brasília ao Acre no dia 17 de maio e que transformou em relatório um encontro casual que tive com o Desembargador Pedro Ranzi e sua esposa no ônibus que transportava os passageiros do terminal ao avião. ”, diz a nota.
Reiterando que pessoas de bem não podem ser tratadas como bandidas, o senador Aníbal rechaçou estas, que para ele, são ações que tem criminalizado a política como se esta fosse “algo para ser satanizado”.
“É através da política que as grandes mudanças acontecem e eu tenho orgulho de pertencer a política e pertencer ao Partido dos trabalhadores e de pertencer a um projeto liderado por Jorge Viana que fez uma verdadeira revolução no Acre, que fez o Acre se tornar um estado respeitado e reconhecido no plano nacional”, destacou sugerindo por fim uma moção de solidariedade do Senado para que seja manifestado o repúdio a essa tentativa de criminalização da política “a partir da criminalização de pessoas de bem que foram eleitas democraticamente e fazem política com o coração, com disposição para transformar a sociedade em algo melhor para todos”, completou.
O senador Jayme Campos (DEM-MT), que no momento presidia a sessão do Senado, concordou com as preocupações levantadas pelo senador Aníbal e disse que providências precisam mesmo ser tomadas, pois o senador Jorge Viana é uma das pessoas mais respeitadas do Senado.


