Casos de malaria crescem 26%

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A malária voltou a crescer em Cruzeiro do Sul. Foram 2.322 casos notificados em Novembro contra 1.842 registrados no mês anterior, o que representa um aumento de 26%. As dificuldades de acesso às comunidades, causadas pela intensificação das chuvas e a resistência da população em deixar suas casas serem borrifadas figuram entre as principais causas do crescimento da endemia.

Mesmo sem “fechar” os números referentes a este ano, o supervisor-geral da Vigilância Epidemiológica Estadual, Leoníoznio Mendonça, já admite um aumento de casos de 2011 para 2012. O clima quente e úmido e a topografia acidentada da região, onde se formam charcos e açudes, aliados à resistência da população em não aceitar as recomendações, são os principais fatores da alta incidência.

Agravando a situação, cada vez mais surgem casos na região periférica da cidade. As áreas mais afetadas estão nos bairros Aeroporto Velho, Cruzeirinho, Conjunto São Salvador e Arthur Maia. “Outro fator que contribue para a transmissão é a pessoa que vem da zona rural para a cidade. Naquela casa onde ela se hospeda o mosquito vai infectar outras pessoas”, disse o supervisor.

O ponto crítico da epidemia aconteceu em 2006, quando, em apenas um mês, foram registrados cerca de 6.000 mil casos. A política nacional de controle e as ações da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) reduziram os casos na última década. As palestras educativas, a distribuição de mosquiteiros impregnados e agilidade no diagnóstico e tratamento foram as principais medidas adotadas. “É preciso tratar o doente para ele não transmitir”, destacou Mendonça.

A malária é transmitida da seguinte forma: o carapanã sadio pica uma pessoa doente. Ele fica contaminado pelo parasita da malária. Depois o carapanã com a malária pica uma pessoa sadia e transmite a doença. Os principais sintomas são a dor de cabeça, febre, tremor e dor no corpo e na barriga.

O coordenador recomenda à população para aceitar as orientações dos agentes de vigilância em saúde, dizendo também que os pacientes precisam tomar a medicação de forma correta. “Durma sempre com o mosquiteiro ou cortinado, caso aparecem os sintomas, procurem um serviço de saúde”, orientou ele, informando ainda que o tratamento é gratuito.

Jorge Natal - Fotos: Chico Rocha

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