Secretária de Saúde incentiva população na luta contra a malária em Cruzeiro do Sul

Secretaria de saude incentiva populacao na luta contra a malaria em Cruzeiro do Sul

A secretária de Estado de Saúde, Suely Melo, está no Vale do Juruá em visita às unidades de saúde e ao Samu de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves. Ela também está concedendo entrevistas ao vivo em emissoras de rádio e televisão, visando especialmente engajar a população do Juruá no combate à malária, doença que teve aumento de 20% no número de casos em 2012, em relação a 2011.  A secretária ainda falou da construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Cruzeiro do Sul, anunciando que a expectativa do governo é de que a unidade entre em funcionamento até o fim do ano.

 

Segundo Suely, a UPA já está licitada e apenas foi solicitada ao Ministério da Saúde a mudança do local. O governador Tião Viana ficou preocupado porque o espaço escolhido originalmente fica próximo ao Rio Juruá e poderia ser atingido por futuros alagamentos. Sendo assim, o novo endereço escolhido é o prédio que abrigava a Escola Craveiro Costa, no Centro. O edifício era ocupado por alguns setores da Secretaria de Educação, que já estão sendo transferidos para outros pontos.

 

Pediatras

 

O assunto dos pedidos de demissão coletiva de três pediatras do Hospital do Juruá foi abordado nas entrevistas. Segundo Suely, o problema não chegou a afetar a população, pois o governo interveio antes. Os médicos pediram demissão a partir de 31 de dezembro de 2012, mas a secretária, que estava viajando, solicitou que permanecessem no serviço até que pudesse tratar pessoalmente com eles. Ontem, ela se reuniu com os profissionais para uma “reunião produtiva” e garantiu que não haverá interrupção no atendimento.

 

Suely explica que em março ocorrerá nova licitação para a administração do Hospital do Juruá, feita a cada cinco anos. “Esse será o momento das negociações salariais”, disse. Embora reconheça que os pediatras, mesmo sendo especialistas, estão ganhando o mesmo que os clínicos, que não têm especialização, a secretária explica que o Acre teve uma perda de arrecadação do FPE de R$ 300 milhões, e isso compromete qualquer possibilidade de aumento.

 

Malária

 

“A malária me deixa sem sono há alguns anos”, disse Suely, no programa do radialista Nonato Costa, “Se liga Juruá”, na Rádio Aldeia FM. Segundo Suely, desde 2005 o governo se encontra em estado de alerta contínuo em relação à malária. Em 2011, o número de casos diminuiu em relação ao ano anterior, mas em 2012 eles voltaram a subir cerca de 20% em Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves.

 

Para a secretária, o momento é de retomar o diálogo e a parceria com a população, pois há notícias de que, de cada dez casas visitadas, em oito os proprietários se recusam a permitir a borrifação intradomiciliar. Muitos também, embora com sintomas ou suspeita de malária, recusam-se a furar o dedo e fazer o diagnóstico.

 

“Entendo que as pessoas fiquem saturadas de furar o dedo quatro, cinco vezes por ano, mas é preciso saber que moramos num país tropical quente, úmido e com muita água. A região do Juruá é ainda mais propícia ao surgimento da malária porque tem muitos buritizais, muita água disponível e muito tanque de piscicultura”, afirmou. A secretária também alertou proprietários de açudes e tanques com relação à limpeza das margens e retirada de plantas aquáticas.

 

A secretária se disse preocupada com o surgimento de muitos casos de malária falciparum(causada pelo protozoário Plasmodium falciparum), a forma mais perigosa da doença, e pediu o engajamento da população. “O controle epidemiológico passa pela população. É uma ação simples, mas, como se trata do ser humano, fica complexa. Se diminuirmos a população de mosquitos, diagnosticarmos de forma precoce e tratarmos oportunamente a doença, vamos quebrar a cadeia de transmissão. Mas para isso contamos com a parceria fundamental da população. Eu acredito que ela vai aderir, não vai desistir de combater a malária junto com o governo do Estado”, finalizou.

Flaviano Schneider

 

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Juruá ganha, ainda este ano, UPA e Hospital de Doenças Tropicais, garante Suely Melo

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A Secretária de Estado de Saúde, Suely Melo, anunciou, nesta quinta-feira 10, em Cruzeiro do Sul, as construções, para ainda este ano, da primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e do Hospital de Doenças Tropicais do Vale do Juruá. A Secretária está em visita a região do Vale do Juruá desde a última quinta-feira.

“As obras serão concluídas ainda neste ano e a intenção do governador Tião Viana é mudar o paradigma da saúde na região”, declarou a secretária. Melo evocou o conhecimento médico de Tião Viana e a importância de um hospital de doenças tropicais, outra das especialidades do governador acreano na área científica.

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 Horas) é um novo sistema de saúde pública, com inovações que vão desde o atendimento baseado no sistema de triagem à perfeita integração com a rede de urgência e emergência. Ao chegar à unidade, o paciente será atendido por um enfermeiro de nível superior, que faz a primeira avaliação e indica, utilizando as cores azul, verde, laranja, amarelo ou vermelho, o nível de prioridade da consulta. No Brasil apenas Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba, Rio Branco e agora Cruzeiro do Sul se adequaram e puderam implantar o sistema.

A UPA vai funcionar onde hoje está antiga “Escola Craveiro Costa”, na rua Ruy Barbiosa, Bairro Centro. A antiga escola será demoilida. “Iremos iniciar a obra em março ou abril e a concluiremos ainda neste ano”, acrescentou Suely Melo.

O Hospital Regional do Vale do Juruá passará a atender apenas casos em que haja risco de morte. A nova modalidade de saúde fará as primeiras consultas, suturas, além das chamadas cirurgias de baixa complexidade, exames de raios-x, eletrocardiogramas e análises clínicas.

De acordo com a secretária, as vantagens da UPA serão o atendimento mais rápido, a descentralização do atendimento de urgência e emergência, mais conforto em ambiente espaçoso e instalações mais perto do usuário do sistema. A UPA começará a funcionar buscando nível de excelência que leve-na à certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA). As obras da serão inspecionadas regularmente pelo governador Tião Viana. O modelo será igual ao das duas UPA s existentes em Rio Branco, posto
que se trata de um modelo padrão imposto pelo Ministério da Saúde.

O Hospital de Doenças Tropicais - A secretária também anunciou adaptação e reformulação do Hospital de Dermatologia de Cruzeiro do Sul para o novo Hospital de Doenças Tropicais do Vale do Juruá. A nova unidade adotará uma “nova metodologia” com a implantação do Serviço de Atenção Especializada (SAE).

Além da hanseníase, a nova unidade incorporará atendimentos dos casos de tuberculose, doença conhecida por Jorge Lobo, hepatites virais, malárias, entre outras doenças endêmicas. Doenças tropicais são doenças infecciosas que ocorrem unicamente nas regiões tropicais e subtropicais, sendo mais difícil prevení-las e controlá-las.

www.vozdonorte.com.br - Jorge Natal

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Morhan reúne pais e filhos separados pela hanseníase

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O Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) realizou nesta terca-feira (08), no Teatro dos Náuas, o primeiro encontro municipal de pais e filhos separados em função da doença. O objetivo é promover a integração entre centenas de famílias que viveram a segregação social e apresentar as ações que assegurem os direitos das vítimas. O evento busca, ainda, mobilizar a sociedade para que todos os filhos separados dos pais isolados compulsoriamente sejam indenizados pelo governo federal.

O encontro contou com a presença do coordenador nacional do Morhan, Artur Custódio que  ministrou uma palestra sobre os isolamentos obrigatórios de portadores da hanseníase que ocorreram no Brasil. Além de muita música e outras atividades culturais, o evento também foi marcado por uma encenação da peça “Filhos Separados”, apresentada pelo grupo de teatro Camalearte. “Estamos promovendo o humanismo e lutando por direitos indenizatórios para os filhos segregados”, assim resumiu Artur Custódio.

O coordenador estadual do Morhan, Elson Dias, diz que o encontro busca promover a interação entre as centenas de famílias que viveram a mesma situação de segregação social e apresentar as ações do Morhan para garantia dos direitos dessas pessoas, como a indenização dos filhos, a identificação genética de laços de parentesco e a regularização fundiária dos antigos hospitais colônia.

“A doença tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), mas o preconceito ainda afasta muitas pessoas dessas unidades. Por isso, a informação é a melhor estratégia para a prevenção e o controle da doença. As pessoas precisam saber disso e ajudar na conscientização de toda a sociedade”, esclareceu Dias.

O isolamento compulsório

Até a década de 80, a Lei Federal 610 de 1949 recomendava o isolamento compulsório dos pacientes com hanseníase em colônias agrícolas, chamadas à época de leprosários. A mesma lei também ordenava a entrega dos bebês de pais com hanseníase à adoção, o que levou à separação de milhares de famílias.

Esta situação perdurou até 1986, quando os antigos hospitais colônias foram transformados em hospitais-gerais. “Os muros foram derrubados, os portões abertos, os grilhões rompidos, mas a luta pelo reencontro destas famílias ainda continua”, enfatiza Artur Custódio, que é membro do Conselheiro Nacional de Saúde (CNS).

A Lei Federal 11.520 de 2007, de acordo com Custódio, dispõe sobre a concessão de pensão especial às pessoas atingidas pela hanseníase que foram submetidas ao isolamento compulsório. A indenização prevista corresponde à pensão vitalícia de R$ 750, garantia de fornecimento de próteses e realização de intervenções cirúrgicas e assistência à saúde por meio do SUS.

“Essas medidas, no entanto, não se estendem aos filhos das pessoas submetidas ao isolamento compulsório. Por isso, desde 2010, o CNS recomenda a aprovação de uma medida provisória que estenda as ações de reparação e indenização aos filhos”, defende o coordenador nacional. algumas vítimas já tiveram esse pagamento assegurado.

Hanseníase no Brasil

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), cerca de 30 mil novos casos de hanseníase foram identificados no país em 2011, o que significa uma redução de 15% em relação ao ano anterior. Entre menores de 15 anos a redução foi de 11%. Apesar do avanço, a eliminação da hanseníase ainda é um desafio à saúde pública brasileira. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o coeficiente de prevalência da doença corresponda a menos de 10 casos por cada 100 mil habitantes . Em 2011, o Brasil registrou o coeficiente de 17,65 casos novos por 100 mil habitantes. No Acre, que registrou 228 novos casos em 2011, este índice é de 30,55. 

www.vozdonorte.com.br - Jose Natal

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Governador homenageia médicos que atuam na rede pública de saúde do Estado

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O governador Tião Viana recebeu na manhã desta quinta-feira 20, na Casa Civil, médicos que atuam na rede pública de saúde do Acre para homenageá-los com a entrega de Certificado de Reconhecimento pela dedicação e empenho na realização do atendimento e bem-estar da população do Estado. A secretária de Saúde, Suely Melo, também aproveitou a ocasião para agradecer aos médicos que estão no dia a dia dos hospitais públicos.

“Sei que não é simples lidar com as questões que envolvem as urgências, mas os senhores têm se dedicado muito para prestar um bom serviço a todos, e tenho certeza de que em 2013 virão outras melhorias no sistema de saúde pública”, afirmou a secretária.

O governador Tião Viana também declarou que fará de 2013 “o ano da saúde”, e lembrou que neste ano o Estado destacou-se durante o mutirão para zerar a fila de cirurgias de catarata.

Ele adiantou que em 2013 haverá novidades na infraestrutura das unidades de saúde, entre elas a inauguração do Into (Instituto de Traumatologia e Ortopedia), e a reforma de ampliação do Huerb (Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco) também deverá ser concluída. Estão previstas também a reforma no Hospital de Saúde Mental do Acre (Hosmac) e a inauguração de duas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) - uma na Baixada do Sol e outra no São Francisco - em parceria com a prefeitura da capital.

“Nós escolhemos, o governo e a direção da Saúde, 2013 como 'o ano da saúde'. Agora a prioridade é arrumar o que precisa no curto e médio prazos dentro da saúde. Vai ser olhando para cada um, conversando muito. Eu quero muito que vocês tenham o gabinete do governador como um gabinete amigo da saúde. Alguém tem uma reclamação, tem uma sugestão? Marque uma audiência que eu recebo”, disse Tião Viana.

Avanços são reconhecidos pela classe

A médica Ducigelda Casas, que há 30 anos trabalha no pronto-socorro, reconhece que há avanços na saúde pública do Estado. Ela revelou que se hoje, por exemplo, sofresse qualquer tipo de acidente, seu desejo seria ir para o atendimento no PS.

“Eu até carrego um papel na minha bolsa, no qual consta esse pedido de que, em caso de sofrer qualquer acidente, encaminhem-me ao PS, porque lá nós temos os melhores especialistas em várias áreas e equipamentos modernos. Avançamos muito e tenho certeza de que ainda vamos avançar mais”, comentou.

Homenagem é bem recebida pelos médicos

O médico Francisco Rodrigues Lopes disse que a classe médica sentiu-se honrada por receber a homenagem do governador Tião Viana. Francisco Rodrigues frisou que a medicina no Acre, em sua análise, passou de "um grau de incipiente para uma medicina avançada", com recursos tecnológicos de ponta.

“Isso aconteceu graças ao empenho do governo atual, que vem desenvolvendo uma política de saúde que promove o bem-estar e a assistência da saúde da população. Honra-nos receber uma homenagem dessas. É um orgulho para toda a classe médica ser recebido pelo governo do Estado em seu gabinete, para que possamos ganhar essa homenagem, e o governador tem o agradecimento desses profissionais”, concluiu Francisco Rodrigues. César Pan, médico ortopedista e traumatologista, observou que é a primeira vez que um governador presta uma homenagem à classe médica, reconhecendo o trabalho que ela presta à sociedade.

Nayanne Santana

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