Técnica de enfermagem vítima de acidente de trânsito morre na UTI do Hospital Regional do Juruá

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Família afirma que vai entrar com ação judicial contra Estado

A diretoria do Hospital Regional do Juruá anunciou na manhã de domingo (17) que a técnica de enfermagem Samira Barroso, 29, que estava na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), vítima de acidente de motocicleta na sexta-feira (15) à noite, morreu por volta das 05:30 da madrugada.

De acordo com os médicos seu quadro clínico era irreversível e desde sábado tinha sido diagnosticada a morte cerebral. Samira trabalhava no Hospital Regional do Juruá e tinha saído do plantão às 19:00 horas. Ao perceber que tinha esquecido o carregador do celular chamou o tio Francisco das Chagas Sales de Souza, 33, para levá-la ao hospital.

Sem saber que a rua não tinha saída caíram numa cratera aberta num trecho da Rua Alfredo Teles construída pelo programa Rua do Povo e apartado pelas fortes chuvas. O motoqueiro morreu depois de ser atendido no Pronto Socorro do hospital e Samira que teve afundamento craniano, foi internada na UTI, mas não resistiu aos ferimentos.

A jovem de 29 anos era mãe de dois filhos e teve o sonho de se tornar enfermeira interrompido pela fatalidade. Emocionado o diretor do Hospital Regional do Juruá, Dr, Marcos Melo de Lima, afirmou que Samira era uma servidora exemplar que trabalhava há quase dois anos com muito empenho e dedicação.

Tecnica de enfermagem morta 2

Funcionários, médicos e diretores participaram de uma celebração religiosa na capela do Hospital Regional do Juruá para se despedirem da colega de trabalho que teve seu corpo transladado de avião para o município de Ipixuna (AM) onde moram seus familiares. As despesas do translado foram pagas pela Prefeitura de Ipixuna.

Tecnica de enfermagem morta 1

A família da vítima afirmou que vai entrar com ação judicial contra o Estado do Acre.“ Pagamos caro para dirigir nossos veículos e somos muito cobrados para estar  legalizados. Então, merecemos ter ruas sinalizadas, iluminadas e em boas condições de tráfego. Se a rua não der condição de tráfego tem que ser interditada para que pessoas inocentes não sejam assassinadas, como aconteceu com nossa família” disse Erlir Farias de Araujo, tío da vítima.

Samira que era filha única também trabalhava junto com a mãe Maria de Nazaré Barroso e o padrasto Francisco Adilsom Saraiva Herculano na representação da prefeitura de Ipixuna em Cruzeiro do Sul.

Elson Costa - Fotos Arquivo/Cedidas

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