“Operação Ilha Grande”: Polícia Civil combate crime organizado no Juruá e ação resulta na prisão de mais de 85 acusados, apreensão de R$ 10 mil em dinheiro, armas, motocicletas e drogas
Secretário de Segurança e delegados explicaram sobre a operação realizada no vale do Juruá

“Operação Ilha Grande”: Polícia Civil combate crime organizado no Juruá e ação resulta na prisão de mais de 85 acusados, apreensão de R$ 10 mil em dinheiro, armas, motocicletas e drogas

Delegado Elton Futigami alerta a juventude de que tudo que a facção oferece não passa de mentiras e que não devem entrar na ilusão porque é uma armadilha

Secretário de Segurança e delegados explicaram sobre a operação realizada no vale do Juruá

Secretário de Segurança e delegados explicaram sobre a operação realizada no vale do Juruá

A Polícia Civil do Estado do Acre deflagrou na madrugada desta quinta-feira (12) em Cruzeiro do Sul e municípios da região do vale do Juruá, incluindo Guajará, no Amazonas, Santa Catarina e no país vizinho, Peru, a Operação “Ilha Grande”, com o objetivo de combater o crime organizado e as facções criminosas, além do tráfico de drogas e cumprir 253 Mandados em aberto, sendo 110 de Buscas e 143 de prisão.

Mais de 85 prisões foram realizadas até o meio dia desta quinta-feira

Mais de 85 prisões foram realizadas até o meio dia desta quinta-feira

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A operação conta com a participação de 143 policiais, quatro peritos e oito delegados da Polícia Civil e o apoio de 30 viaturas. O Secretário de Estado de Segurança Pública, Vanderlei Thomas, acompanha pessoalmente as ações que já resultaram na prisão de mais de 85 acusados, inclusive um possível tesoureiro de facção que tinha R$ 10 mil, em dinheiro. Foram apreendidas ainda cinco armas e mais de um quilo de drogas.

As ações da Operação Ilha Grande estão sendo acompanhadas também pelos delegados Carlos Flávio, Secretário de Polícia Civil, Robert Alencar, da Coordenação de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil, Alcino Loureiro, do Departamento de Inteligência e Elton Futigami, da Delegacia Geral de Cruzeiro do Sul que executam as ações de repressão ao crime organizado e facções criminosas.

Em coletiva de imprensa na Delegacia Geral de Cruzeiro do Sul a equipe da Segurança Pública do Estado prestou conta sobre a operação e informou sobre o desenvolvimento do trabalho repressivo que teve início há vários meses com as investigações que garantiram a expedição dos Mandados de Prisão e de Busca e Apreensão pelo Poder Judiciário e também teve a atuação do Ministério Público do Estado (MPE).

O Secretário de Estado de Segurança Pública, Vanderlei Thomas, agradeceu ao governador Tião Viana e a Polícia Civil pela deflagração da Operação Ilha Grande que se torna a maior e mais importante já realizada no Estado do Acre e com certeza do interior e da região do Juruá com o apoio da Polícia Militar que tem agido muito forte na questão do policiamento ostensivo e preventivo para garantir mais segurança à população.

“Quero agradecer a todos os policiais envolvidos na operação, desde os que planejaram e fizeram o levantamento inicial, agentes, peritos, escrivães e delegados que vieram inclusive de outras unidades para apoiar a operação em Cruzeiro do Sul. A Polícia Civil tem investido muito em equipamentos, investigação qualificada e inteligência e com a realização desse tipo de operação se valoriza”, disse.

Segundo  Thomas em termos de organizações criminosas se não houver investimentos estratégicos não se consegue os resultados esperados e a Polícia Judiciária do Acre está de parabéns por conduzir suas operações em alto nível e acompanhar os passos das organizações criminosas que se instalaram no Acre em busca do controle do território do  narcotráfico e a Polícia Civil com diversas operações faz um trabalho de combate ostensivo.

“Na região do vale do Juruá existem muitas opções de entrada de droga, rios e fronteira, que passam para outras regiões. Infelizmente a fronteira está praticamente aberta para a droga que passa, mas uma parte fica para consumo havendo uma necessidade de apoio das instituições federais que precisam ajudar neste combate com a vigilância permanente da fronteira por onde entra a maioria das drogas”, afirma.

O secretário destaca que o governo do Estado está empenhado na luta de combate e lamenta que as instituições federais da região não têm estrutura para garantir um nível de repressão compatível com a realidade do local havendo a necessidade de uma atenção maior do governo federal ao problema agindo com mais força para guarnecer com mais força a imensa área de fronteira.

O Secretário de Polícia Civil, Carlos Flavio, destacou a natureza da Operação Ilha Grande ao agradecer a presença do secretário de Segurança Pública e destacar que as ações continuam a ser implementadas de maneira efetiva apesar das dificuldades da legislação que impõe constantes retrabalhos quando da liberação dos criminosos, mas mesmo diante do cenário adverso as prisões, apreensão de drogas e outros delitos estão sendo combatidos.

“Mesmo diante de todo o cenário adverso a Polícia Civil vem conquistando muitas vitórias nos trabalhos que são realizados em parceria com a Polícia Militar que tem um posicionamento digno de muitos aplausos. Estamos realizando essa operação no foco das organizações criminosas, mas os que não forem presos agora ficarão com seus mandados abertos que serão finalizados em pouco tempo”, disse.

O delegado Carlos Flávio orienta e alerta de que o simples fato de ser integrante de uma facção ou do crime organizado já se configura um delito com penalidade duríssima de até 12 anos de prisão numa responsabilização muito pesada ao lembrar que a Polícia Civil vai continuar intensificando o trabalho de forma que se tenha êxito e para que cada vez mais se tenha sucesso contra o crime organizado.

“As questões e problemas do crime organizado preocupam a sociedade que precisa entender que a Polícia Civil está sempre em atividades para inibir os crimes e conquistar paz para os cidadãos. O que entendemos é que muitos que atualmente são alvos já foram presos pelas Polícias Civil e Militar em outras operações recentes e muitas delas que foram libertadas nas audiências de custódia e voltam a delinquência”, destaca.

O delegado Elton Futigami destacou que o trabalho da Operação Ilha Grande atingiu também os criminosos e traficantes das comunidades da zona rural como as vilas Santa Luzia e Lagoinha onde várias pessoas envolvidas com o crime foram presas, além de apreendidas armas e drogas pela Polícia Civil que foca seu trabalho na elucidação de crime de homicídios, de arrombamentos, tráfico de drogas e posse ilegal de armas.

A Operação Ilha Grande é o resultado de um trabalho sério de investigação realizado pela Polícia Civil durante meses para se chegar nas provas contundentes e necessárias que possibilitam o Poder Judiciário garantir os Mandados necessário para as prisões e apreensões que com certeza tiram de circulação um grande número de criminosos em todos os municípios da região do Juruá.

“É importante destacar que esta é apenas a primeira fase desta operação que está em andamento. Conseguimos apreender motocicletas, cumprimos Mandados de Prisão em Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e também em Guajará (AM), mas outros acusados estão no Peru e também no Estado de Santa Catarina, acusados de tráfico de drogas que tiveram produtos apreendidos”, destacou.

A apreensão de R$ 10 mil, em dinheiro, que estava com uma das pessoas que foram presas, foi destacada pelo delegado Elton Futigami que informou que as cédulas estavam marcadas com o nome dos bairros o que leva a crer que as notas foram recolhidas dos bairros e fazem parte da caixinha ou da biqueira, que são os pontos de droga. “Com certeza é dinheiro do tráfico de drogas e

Elton Futigami faz um alerta a juventude sobre a sedução de participar de uma facção ou organização criminosa ao afirmar que tudo que a facção oferece não passa de mentiras e pode causar sérios problemas aos jovens. “São crimes com penas muito duras que podem chegar até 12 anos de prisão. Nossos jovens não devem entrar na ilusão passada pela facção porque tudo que eles oferecem é uma grande armadilha”, alerta.

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