Especialista explica como o estresse crônico impacta o organismo, diferencia tipos de estresse e orienta sobre prevenção e sinais de alerta
A relação entre estresse e saúde do coração tem ganhado cada vez mais atenção diante do aumento das doenças cardiovasculares. Embora muitas vezes associado apenas ao aspecto emocional, o estresse pode desencadear alterações físicas importantes no organismo, elevando o risco de condições como hipertensão, infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
De acordo com a cardiologista e docente da Afya Cruzeiro do Sul, Dra. Joseane Tonussi, é fundamental compreender que os impactos vão além da saúde mental. “Não se trata apenas de um fator emocional. O estresse crônico provoca um processo inflamatório contínuo no corpo, que pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares graves, como infarto e derrame”, explica.
Entre os principais pontos de atenção está o funcionamento do organismo em “luta ou fuga”, uma resposta natural diante de situações de tensão. Nesse processo, há liberação de hormônios que elevam a pressão arterial e podem causar lesões nas artérias, favorecendo o surgimento de eventos cardíacos.
Mitos e verdades sobre o estresse e o coração
Um dos principais consensos entre especialistas é que o estresse crônico representa um risco real à saúde cardiovascular. Diferente do estresse agudo, que ocorre de forma pontual e pode provocar alterações momentâneas, o estresse prolongado mantém o organismo em estado de alerta constante, contribuindo silenciosamente para o desenvolvimento de doenças como hipertensão e diabetes.
“Muitas dessas condições são assintomáticas e acabam sendo descobertas apenas quando já provocaram complicações. Por isso, o estresse contínuo pode ser considerado um fator de risco
importante”, destaca a médica.
Outro ponto que gera dúvidas é a semelhança entre sintomas de ansiedade e infarto. Falta de ar, dor no peito, sudorese e sensação de desmaio podem ocorrer em ambos os casos, o quefrequentemente causa confusão. No entanto, no infarto, a dor costuma irradiar para outras regiões do corpo e pode se intensificar durante esforço físico. Diante de qualquer suspeita, a orientação é procurar atendimento médico.
Um dos principais mitos, segundo a especialista, é acreditar que o estresse tem origem exclusivamente emocional. “Nosso organismo funciona de forma integrada. Quando estamos em um estado emocional inadequado, ativamos cascatas inflamatórias que favorecem doenças cardiovasculares. O estresse é, sim, um gatilho para eventos como o infarto”, reforça.
Prevenção e cuidados
A adoção de hábitos saudáveis é apontada como a principal estratégia para reduzir os impactos do estresse no organismo. Dormir bem, manter uma alimentação equilibrada e praticar atividade física regularmente são medidas fundamentais.
Exercícios físicos, como musculação e atividades aeróbicas, realizados por pelo menos 40 minutos, cinco vezes por semana, podem reduzir significativamente o risco de infarto. Além disso, técnicas de relaxamento e equilíbrio entre vida pessoal e profissional também contribuem para a saúde cardiovascular.
O acompanhamento médico regular é outro ponto essencial. Check-ups cardiológicos são recomendados, especialmente para homens a partir dos 40 anos e mulheres no período do climatério. Sintomas como dor no peito durante esforço, palpitações, cansaço excessivo e falta de ar devem ser investigados precocemente.
A orientação é clara: não esperar o aparecimento de sintomas para buscar avaliação. A prevenção continua sendo o caminho mais eficaz para evitar complicações e garantir qualidade de vida.
Afya Amazônia
A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação naRegião Norte. O estado do Acre conta com uma instituição de graduação (Afya Cruzeiro do Sul). Tem ainda onze escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Pará (4), Rondônia (2) e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com 4 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM), Palmas (TO) e Porto Velho (RO).
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos.
Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio. A empresa abriu capital na Nasdaq em 2019 e acumula reconhecimentos nacionais na área de educação e inovação.