O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu mais opções militares e um briefing da situação de ataque ao Irã. As informações são de uma reportagem do jornal New York Times.
De acordo com a matéria, Trump ainda leva em consideração tudo e não decidiu se atacará ou não. Apesar disso, foi levantada para ele a possibilidade de incursões de tropas americanas em instalações dentro do Irã.
As opções mais difíceis e arriscadas seria a destruição de parte do programa nuclear iraniano que não foi afetado pelos bombardeios durante o conflito com Israel em 2025. O exército americano, diz a matéria, possui treinamento para missões do tipo.
Além disso, a mudança do regime no país também está como uma das opções na mesa.
O jornal explica ainda que o republicano está usando uma abordagem semelhante à que utilizou com a Venezuela, concentrando tropas perto do país e ameaçando seus líderes com a necessidade de aceitarem suas exigências ou, alternativamente, enfrentarem uma ação militar.
Uma outra reportagem do NYT dessa quinta-feira (29) indicava que Trump tinha feito três exigências para o Irã. Nenhuma delas envolve o fim da repressão às manifestações no país, como o republicano afirmou inicialmente que se tratava sua busca na região. Elas são: a suspensão permanente de todo o enriquecimento de urânio; limites no alcance e no número de mísseis balísticos; e o fim do apoio a milícias aliadas como o Hamas, o Hezbollah e os Houthis.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que o país pode negociar com os Estados Unidos e está pronto. No entanto, ele defendeu que essas conversas precisam ser ‘genuínas’.
Com isso, Ghalibaf defendeu que, mesmo abertas as conversas, acreditava que ‘não era o tipo de conversa’ que Trump quer: ‘ele só quer se impor’.
As afirmações foram feitas em entrevista à CNN americana. Sobre a presença militar americana com porta-aviões e mais na região do Oriente Médio, o presidente foi categórico:
‘Talvez o Sr. Trump possa começar uma guerra, mas ele não tem controle sobre (como ela termina)’.
Na entrevista, ele também foi questionado sobre o número de seis mil mortos nos protestos, dizendo que era culpa de grupos estrangeiros e se tratou de um ‘plano concebido inteiramente fora do país’.
Irã realiza negociações na Turquia para evitar ataque dos Estados Unidos
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Donald Trump, presidente dos EUA, e Ali Khamenei, líder supremo do Irã — Foto: Chip Somodevilla / POOL / AFP e KHAMENEI.IR / AFP
Recentemente, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, propôs uma videoconferência entre Donald Trump e seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian.
Não há informações oficialmente do que se tratará a visita, porém fontes americanas destacam que o Irã busca na Turquia uma aliada para evitar o possível ataque americano.
Nessa quinta-feira (29), em uma reunião de gabinete, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que seu departamento seria capaz de cumprir quaisquer instruções militares dadas por Trump.
‘Eles [o Irã] têm todas as opções para chegar a um acordo. Eles não deveriam buscar capacidades nucleares. E nós estaremos preparados para cumprir o que quer que este presidente espere’.
Em discurso na noite de quinta-feira, Trump adotou um tom mais conciliador, dizendo que planejava conversar com o Irã. Ele comentou que há navios ‘muito grandes e poderosos navegando para o Irã’ e que seria ‘ótimo’ não precisar usar.