O BiS Brasília é considerado um dos eventos de apostas mais importantes do Brasil por levar os representantes da indústria licenciada até a capital federal. Lançado no ano passado, o encontro teve sua segunda edição entre os dias 2 e 3 de junho de 2026.
No primeiro dia de atividades, um dos destaques foi a apresentação do “Panorama completo do iGaming: o que os dados reais das apostas revelam” por Eduardo Franceschett, CEO da Safety.
O espaço foi dedicado a uma avaliação detalhada de informações reais sobre a atividade e os padrões revelados, indicando como a tecnologia, a inteligência preditiva e o compliance fomentam a segurança e a transparência do setor regulado no país. De acordo com o executivo, a amostragem ocorreu de janeiro a abril deste ano e abordou os seguintes tópicos:
- Dinheiro depositado (quanto dinheiro o jogador deposita),
- Frequência de apostas (com que ritmo e por quanto tempo joga),
- Resultado (ganho ou perda proveniente das apostas).
Sendo assim, cerca de um milhão de jogadores foram analisados, em torno de R$ 1 bilhão em depósitos e aproximadamente 7 milhões de sessões de jogos.
Desta maneira, Franceschett salientou que metade dos jogadores depositou até R$ 54 por mês. “Esse dado é muito importante até por conta de diversas notícias que são veiculadas, que acabam atacando o nosso setor talvez por desconhecimento. Aqui a gente traz os números. Temos que colocar os números para que exista uma discussão fundamentada”, afirmou.
Ele acrescentou: “a conclusão quando falamos de depósito: o numero de R$ 54 por mês é um número de entretenimento. A grande massa, matematicamente, ela não consegue se endividar por conta disso. A aposta esportiva na prática, o dado é baixo e entra dentro de um comportamento de compra saudável e de menos de R$ 15 por semana e menos de R$ 2 por dia”.
Além disso, Eduardo Franceschett informou que a média dos jogadores é realizar até três apostas por mês, configurando uso esporádico, cerca de uma a cada dez dias. Ou seja, conforme os dados relacionados ao tempo de sessão de jogos online, o jogador típico não fica grudado na tela. A conclusão passa por uma frequência recreativa e não compulsiva. “Envolvimento típico do jogador é leve”, concluiu.