Cruzeiro do Sul, Acre, 13 de agosto de 2026 14:05

Bocalom aposta em agronegócio, segurança e infraestrutura para desenvolver o Acre

Plano de governo para 2027–2030 tem como lema “produzir para empregar” e reúne propostas para economia, saúde, educação, segurança e logística

O ex-prefeito de Rio Branco e candidato ao Governo do Acre, Tião Bocalom, apresentou o plano de governo para 2027 a 2030 com a proposta de mudar a matriz econômica do Estado e gerar empregos a partir da produção. Intitulado “Trabalho, experiência e compromisso com todo o Acre”, o documento está dividido em nove áreas: segurança, saúde, comércio e serviços, indústria e inovação, agronegócio e meio ambiente, infraestrutura e logística, tecnologia, educação, esporte, cultura e turismo.

A infraestrutura é uma das prioridades. O candidato promete manutenção das rodovias estaduais e ramais e cobrança por intervenções definitivas nas BRs-364 e 317

A infraestrutura é uma das prioridades. O candidato promete manutenção das rodovias estaduais e ramais e cobrança por intervenções definitivas nas BRs-364 e 317Agronegócio e geração de empregos

O agronegócio aparece como principal motor econômico, com incentivo à agricultura familiar e a culturas como café, cacau, açaí e banana, além da agroindustrialização.

Bocalom também propõe uma agência de inteligência de mercado para o setor, fortalecimento do Corredor Bioceânico e da Rota do Pacífico e ampliação das relações comerciais com o Peru.

Na regularização fundiária, o plano prevê acelerar a titulação de propriedades, subsidiar o georreferenciamento de pequenas áreas e criar uma Câmara Permanente de Conciliação de Conflitos Fundiários.

Outra proposta é recriar a Emater, oferecendo assistência técnica gratuita aos produtores familiares, além de fortalecer a Cageacre e estimular o uso de drones, telemetria, estações meteorológicas e satélites na agricultura.

Segurança com tecnologia

O Programa Acre Mais Seguro prevê videomonitoramento, reconhecimento de veículos e pessoas, drones e integração dos bancos de dados das forças de segurança.

A inteligência artificial seria utilizada no apoio às operações e no combate ao crime organizado, tráfico de drogas e armas.

Para o campo, Bocalom propõe Batalhões Rurais, por meio do Programa Campo Seguro, além de canais tecnológicos de comunicação entre produtores e policiais. O plano inclui ainda o Escudo Rosa, voltado à proteção de mulheres vítimas de violência, e ações contra o recrutamento de jovens pelo crime.

Saúde mais próxima do interior

Na saúde, a proposta é regionalizar os atendimentos para reduzir o deslocamento de pacientes para Rio Branco.

O plano prevê fortalecer hospitais de Tarauacá e Brasileia, ampliar cirurgias e transformar unidades mistas em Hospitais de Pequeno Porte. Também estão previstas a conclusão do hospital de Xapuri, expansão da hemodiálise para Sena Madureira e Tarauacá, leitos de UTI no Alto Acre e UTI pediátrica em Cruzeiro do Sul.

Na capital, Bocalom propõe um pronto-socorro pediátrico, conclusão da nova maternidade e da UPA da parte alta e reativação da UPA do Tucumã. O documento também prevê reforço do Samu e do transporte aeromédico.

Rodovias e integração com o Peru

A infraestrutura é uma das prioridades. O candidato promete manutenção das rodovias estaduais e ramais e cobrança por intervenções definitivas nas BRs-364 e 317.

Também estão previstas a substituição de pontes de madeira, desobstrução de rios e igarapés e melhorias na navegação.

Na fronteira, a proposta é transformar o Acre em um hub logístico transfronteiriço, ampliando a ligação com os portos peruanos de Matarani, Ilo e Chancay. O plano inclui modernização das estruturas aduaneiras de Epitaciolândia e Assis Brasil e criação de um Porto Seco integrado à ZPE de Senador Guiomard.

Educação com tecnologia e viagens internacionais

O plano prevê concursos públicos, formação continuada e inclusão de inteligência artificial, programação, robótica, ciência de dados e pensamento computacional nas escolas estaduais.

Entre as propostas está o Programa Acre Vai à NASA e DISNEY, para levar anualmente pelo menos 50 estudantes com melhor desempenho a uma experiência internacional voltada à ciência, tecnologia, engenharia e inovação.

Alunos aprovados em universidades públicas receberiam notebook ao concluir o ensino médio. O plano também prevê ampliação de professores mediadores e cuidadores e fortalecimento do atendimento educacional especializado.

Investimentos e governo digital

Para enfrentar o chamado “Custo Acre”, Bocalom propõe a Agência Invest Acre, destinada a facilitar a chegada de investidores e ampliar oportunidades de negócios.

Também estão previstas medidas relacionadas ao ICMS, modernização dos parques industriais, expansão da conectividade e prioridade para empresas acreanas nas compras governamentais, quando juridicamente possível.

Na administração pública, a proposta é ampliar os serviços digitais, integrar dados das secretarias e utilizar inteligência artificial em áreas como segurança, saúde e manutenção de estradas. O plano inclui ainda um Hub de Inovação e expansão da Infovia Acre para áreas rurais e de fronteira.

Esporte, cultura e turismo

Bocalom propõe ampliar quadras cobertas, campeonatos e programas de formação esportiva. Também prevê a compra de quatro ônibus semileitos para transportar equipes esportivas e culturais: dois para Rio Branco, um para o Juruá e outro para o Alto Acre.

No turismo, a aposta é no ecoturismo, etnoturismo, turismo de aventura e de negócios, com melhorias em aeródromos, portos e atracadouros, divulgação do Acre e capacitação em inglês e espanhol. O Vale do Juruá aparece como prioridade.

“Campo rico, cidade rica”

A visão do plano é resumida pela frase “Campo rico, cidade rica; campo pobre, cidade pobre”. O documento defende maior aproveitamento das áreas agricultáveis e revisão de normas ambientais para facilitar atividades produtivas.

Para a gestão, Bocalom também promete reduzir desperdícios, controlar gastos, manter pagamentos em dia e executar obras somente com projetos completos.