As informações foram apresentadas durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira, no Comando-Geral da Polícia Militar, em Rio Branco
A Operação Colapso, deflagrada nesta segunda-feira (24) pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em parceria com a Polícia Militar do Estado do Acre (PMAC), resultou na apreensão de cerca de R$ 15 mil em dinheiro, aproximadamente 50 munições de arma de fogo, substâncias entorpecentes e um veículo.
As informações foram apresentadas durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira, no Comando-Geral da Polícia Militar, em Rio Branco. A coletiva contou com a participação do coordenador do Gaeco em exercício, promotor de Justiça Júlio César de Medeiros, da promotora de Justiça Laura Miranda, integrante do Gaeco, e da comandante-geral da PMAC, coronel Marta Renata Freitas.

Foram cumpridos 75 mandados judiciais, sendo 44 de prisão preventiva e 31 de busca e apreensão em municípios do Acre e em Goiânia (GO)Durante a operação foram cumpridos 75 mandados judiciais, sendo 44 de prisão preventiva e 31 de busca e apreensão em municípios do Acre e em Goiânia (GO). As ordens foram expedidas pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), após recurso interposto pelo Gaeco.
As investigações identificaram pessoas responsáveis pelo pagamento de mensalidades à organização para a manutenção de pontos de venda de drogas em Rio Branco, além de integrantes com funções específicas dentro da estrutura criminosa.
“Essa operação se originou a partir de uma investigação em que o Gaeco identificou pessoas que estavam pagando mensalidade para a referida organização criminosa, inclusive para manter pontos de venda de substâncias entorpecentes em Rio Branco”, destacou o promotor Júlio César.
Entre os alvos estão pessoas que já estavam custodiadas no sistema prisional. De acordo com o coordenador do Gaeco, a integração em organização criminosa é considerada crime permanente, o que permite o cumprimento de nova ordem de prisão mesmo quando o investigado já se encontra preso.
As diligências foram realizadas simultaneamente em Rio Branco, Porto Acre e Sena Madureira, no Acre, e em Goiânia, no estado de Goiás, além do presídio Francisco de Oliveira Conde (FOC). Cerca de 100 policiais militares, além de promotores de Justiça e servidores do MPAC, participaram da ação.

Para a comandante-geral da PMAC, coronel Marta Renata Freitas, a ação demonstra a importância da atuação integrada entre as instituições no enfrentamento às organizações criminosasAlém das prisões e apreensões, a operação poderá resultar em novos desdobramentos, a partir dos elementos obtidos durante a investigação e das medidas cumpridas nesta segunda-feira.
Para a comandante-geral da PMAC, coronel Marta Renata Freitas, a ação demonstra a importância da atuação integrada entre as instituições no enfrentamento às organizações criminosas.
“Cada ação dessa natureza representa um golpe na estrutura dessas organizações e reafirma o compromisso da PMAC em seguir atuando, de forma firme e coordenada, para preservar a ordem e garantir mais segurança à população acreana”, destacou.
O nome da operação faz referência ao impacto provocado pela ação sobre a estrutura da organização criminosa investigada, diante da quantidade de mandados cumpridos e do alcance das medidas adotadas. (MPAC).