Cruzeiro do Sul, Acre, 15 de setembro de 2026 18:08

Viagens, compras no exterior e digitalização das transações: pagamentos internacionais ganham força no segundo semestre

Consumidores e empresas buscam soluções mais rápidas, integradas e com menor custo para movimentar recursos entre países

São Paulo, setembro de 2026 – O segundo semestre concentra uma série de fatores que tradicionalmente impulsionam as transações internacionais. Férias escolares, planejamento de viagens de fim do ano, compras em plataformas estrangeiras e o aumento das operações de comércio exterior ampliam a demanda por soluções de pagamento mais ágeis e eficientes.

Ao mesmo tempo, a digitalização vem transformando a maneira como consumidores e empresas realizam operações em moeda estrangeira. Plataformas digitais e soluções integradas de pagamentos e câmbio permitem acompanhar as operações de forma mais transparente, reduzir etapas burocráticas e ter maior previsibilidade sobre custos e prazos.

O movimento acompanha uma transformação mais ampla do mercado financeiro brasileiro. Segundo o Banco Central, o Pix consolidou-se como um dos principais meios de pagamentos do país, utilizado por mais de 170 milhões de pessoas físicas, o equivalente a cerca de 80% da população, e movimentou mais de 7 bilhões de transações somente em maio deste ano. Uma pesquisa da CNDL/SPC Brasil mostra que 80% dos consumidores consideram o Pix seu principal meio de pagamento no dia a dia, enquanto 69% apontam rapidez e praticidade como seus principais atrativos. Embora uma solução voltada ao mercado doméstico, a experiência proporcionada pelo sistema elevou a expectativa dos usuários em relação à velocidade e à simplicidade também em operações internacionais.

O comércio eletrônico internacional também contribui para esse cenário. Dados da Statista apontam que as vendas globais do e-commerce devem ultrapassar US$8 trilhões até 2028, enquanto consumidores brasileiros ampliam a presença em marketplaces internacionais, impulsionados por maior oferta de produtos e competitividade de preços. Os números mostram que esse mercado é relevante. Em junho de 2026, os brasileiros gastaram US$ 2,2 bilhões em viagens no exterior, alta de 19,6% em relação ao mesmo mês de 2025. As despesas líquidas com viagens internacionais chegaram a US$ 1,4 bilhão, crescimento de 21% em um ano, de acordo com o Banco Central.

Ao mesmo tempo, uma pesquisa da Visa com 600 brasileiros mostra que 64% dos viajantes preferem concentrar seu dinheiro em uma única conta internacional. O estudo identifica viagens, remessas e e-commerce como os principais vetores das transações internacionais entre brasileiros e aponta preferência por soluções que combinem conversão instantânea de moeda e segurança.

Visto isso, no ambiente corporativo, a internacionalização das operações também aumenta a necessidade de soluções financeiras mais eficientes. Empresas de diferentes portes realizam importações, exportações e pagamentos a fornecedores internacionais, tornando a velocidade, a previsibilidade e o controle das operações cambiais cada vez mais relevantes.

Para Sodreia Amorim, Diretora de Operações e Pagamentos do BrazaUK, instituição de moeda eletrônica e pagamentos internacionais regulada pelo FCA no Reino Unido integrada ao Braza, a transformação do mercado de câmbio e pagamentos vai muito além da digitalização de processos. Trata-se de uma mudança estrutural na forma como empresas e instituições financeiras administram operações internacionais, com impactos diretos sobre velocidade, previsibilidade, transparência e gestão de liquidez.

“Há alguns anos, enviar dinheiro para outro país significava enfrentar processos burocráticos, custos elevados e prazos que podiam chegar a vários dias. Hoje, empresas e consumidores esperam acompanhar a cotação em tempo real, contratar o câmbio digitalmente e concluir a operação de forma muito mais rápida. Essa mudança de comportamento tem acelerado a adoção de plataformas integradas de pagamentos internacionais”, afirma.

Empresas priorizam agilidade e previsibilidade

No mercado corporativo, a eficiência dos pagamentos internacionais pode representar um diferencial importante para a gestão financeira. Operações mais ágeis ajudam a melhorar o planejamento do fluxo de caixa, facilitam negociações com fornecedores estrangeiros e permitem maior controle sobre os efeitos da variação cambial.

Além da velocidade, empresas buscam soluções capazes de concentrar diferentes etapas da operação em um único ambiente, reunindo contratação de câmbio, envio de recursos, acompanhamento das operações e gestão financeira internacional. Segundo Sodreia, esse movimento é especialmente relevante para empresas que atuam com comércio exterior ou possuem fornecedores e clientes em diferentes países.

“Quanto menor o intervalo entre a contratação do câmbio, a liquidação e a disponibilização dos recursos, maior tende a ser a previsibilidade financeira para o negócio. A tecnologia vem reduzindo etapas intermediárias, automatizando processos e conectando diferentes participantes da cadeia de pagamentos, o que torna as transações internacionais mais rápidas, rastreáveis e eficientes”, destaca.

Turismo internacional impulsiona demanda por soluções digitais

Entre consumidores, a digitalização também vem transformando a experiência de pagamentos durante viagens ao exterior. Além da compra tradicional de moeda estrangeira, ganham espaço soluções como contas globais, carteiras digitais e, mais recentemente, stablecoins, que ampliam as possibilidades de movimentação e pagamento em diferentes moedas. Esse movimento acompanha a evolução dos próprios rails de pagamento, que passam a incorporar novas tecnologias e modelos de liquidação diante das mudanças regulatórias e das demandas de um mercado cada vez mais digital.

O segundo semestre concentra parte importante dessa demanda, especialmente com as férias escolares, as viagens corporativas e o planejamento das festas de fim de ano. Nesse período, consumidores tendem a buscar alternativas que ofereçam maior praticidade e previsibilidade para administrar os gastos no exterior.

A internacionalização do consumo, no entanto, não se limita às viagens. Assinaturas de streaming, softwares, plataformas de educação, serviços digitais e compras em sites estrangeiros também fazem parte da rotina de consumidores brasileiros e ampliam a necessidade de soluções para pagamentos recorrentes em moeda estrangeira.

Tecnologia reduz barreiras nas transações globais

A evolução tecnológica também vem mudando a infraestrutura dos pagamentos internacionais. Recursos como liquidação mais rápida, integração por APIs, automação financeira e uso crescente de ativos digitais começam a reduzir a dependência de processos tradicionais, tornando as operações mais transparentes e eficientes. E, no mercado internacional, a tendência é de maior integração entre sistemas de pagamento, instituições financeiras, plataformas de câmbio e novas tecnologias de liquidação.

O movimento regulatório também acompanha essa transformação. Com a regulamentação plena das criptomoedas e stablecoins faz com que amplie a segurança, transparência e possibilidades de utilização para pagamentos internacionais. Para Amorim, essa transformação deve continuar avançando nos próximos anos, impulsionada pela digitalização da infraestrutura financeira e pela convergência entre diferentes tecnologias e sistemas de pagamentos. “O mercado caminha para um cenário em que os pagamentos internacionais serão tão simples quanto uma transferência doméstica. A tecnologia está ajudando a reduzir barreiras históricas, diminuir fricções e permitir que pessoas e empresas movimentem recursos globalmente com mais rapidez, segurança, transparência e controle”, reforça.

A executiva ainda reforça que a próxima etapa da transformação não está apenas em transmitir mais rapidamente a informação sobre um pagamento, mas em movimentar valor de forma mais rápida, contínua e eficiente. “É essa convergência entre pagamentos em tempo real, APIs, automação e novos rails digitais que está redesenhando a infraestrutura financeira global”, finaliza.

Sobre o Banco Braza:

O Banco Braza — anteriormente conhecido como MS Bank — é um banco de câmbio e pagamentos globais fundado em 2013. Em pouco mais de uma década, consolidou-se como o maior banco exclusivo de câmbio do Brasil em volume operado, segundo dados do Banco Central do Brasil, tendo superado R$ 1,4 trilhão transacionados nos últimos oito anos. Atende mais de 17 milhões de pessoas, quase 7 mil empresas e mais de 70 bancos em operações de câmbio. O banco oferece câmbio pronto, câmbio a termo, câmbio PTAX, registros declaratórios, mass payments, cobrança documentária, crypto desk e as stablecoins próprias BBRL e USDB. Integra o Braza, que também conta com a conta global multimoedas (Braza On), uma instituição de moeda eletrônica e pagamentos internacionais regulada pelo FCA no Reino Unido (Braza UK) e uma empresa de tecnologia (Braza Tech).