O escritor e historiador Eré Hidson, cruzeirense que tem se dedicado ao registro histórico de personalidades de Cruzeiro do Sul e da região do Juruá, apresentou à imprensa cruzeirense, na manhã desta terça-feira (29), sua obra Resgate Histórico do Juruá, que conta registros sobre diversas personalidades, resultado de anos de pesquisas e viagens pelo Brasil e países da América Latina.
No início da entrevista o escritor fez um pedido e um apelo dramático a governadora Mailza Assis e ao senador Alan Rick, candidatos majoritários nesta eleição, a quem classificou como amigos pessoais, para que possam, quando eleitos, fazer um pacto pelo fim das mortes no Acre ao lembrar que por muito tempo morou nas ruas, foi inclusive engraxate, mas as pessoas que ele conheceu nas ruas, todos já morreram.
Ao agradecer à Deus pelo dom de ser um historiador Eré Hidson manifesta gratidão pela oportunidade de estar vivo, depois de ser um morador de rua e ter conseguido percorrer mais de 120 mil quilômetros em 23 estados do Brasil e cinco países da América Latina na busca das informações para as histórias do livro, principalmente para contar a história do Irmão José da Cruz, que passou pela Argentina, Paraguai, Peru, Uruguai e Colômbia.

Eré Hidson enfatiza que para o lançamento do livro, que já está editado, falta apenas a conclusão da impressão, com previsão para entrega provavelmente na segunda quinzena do mês de novembro e que foi preciso muita coragem, dedicação, mas seu objetivo não é lucrar com o livro, mas mandar uma mensagem positiva à população das periferias e à juventude de que os países desenvolvidos venceram pela educação e pela tecnologia.
O escritor destaca que no livro estão contadas muitas histórias como, por exemplo, a da construção da catedral, que é uma obra maravilhosa, mas ninguém sabe quem foi o construtor, quem era o bispo da Prelazia na época e tem também muitas fotografias coloridas, sobretudo para os jovens possam conhecer sua identidade cultural.
“É um momento de consagração”, disse Eré sobre a conclusão do livro. “Olhando para trás só posso sentir gratidão”, disse o historiador ao ressaltar que o Acre, é um caso extraordinário porque a força do povo a sua pujança gerou muitas riquezas para o país, mas não ficou nada para o povo. “Vamos acabar com a violência superando a miséria com emprego e precisamos ter uma compensação histórica do governo federal”, afirma.