Cruzeiro do Sul, Acre, 10 de outubro de 2026 17:03

Duas quedas de avião deixam mortos no mesmo dia em Minas; o que já se sabe. Vídeo

Acidentes ocorreram em BH e Santana do Paraíso; quatro pessoas morreram, incluindo três policiais militares, e as causas serão investigadas

Belo Horizonte – Minas Gerais registrou duas quedas de avião na sexta-feira (9/10), com quatro mortes. Pela manhã, um monomotor caiu no pátio de manutenção do metrô de Belo Horizonte, na região do bairro São Gabriel, e o piloto morreu. À tarde, uma aeronave da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) caiu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, e matou os três militares que estavam a bordo.

Os acidentes ocorreram com poucas horas de diferença e envolvem aeronaves distintas. As causas de ambas as quedas ainda precisam ser esclarecidas pelas investigações, feitas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Avião cai no pátio do metrô em BH

A primeira ocorrência foi registrada por volta das 11h15, no bairro São Gabriel, na região Nordeste de Belo Horizonte. O avião monomotor caiu no pátio de manutenção do metrô, atrás da estação São Gabriel, na Avenida Cristiano Machado.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), a aeronave atingiu a estrutura de um galpão e a fiação elétrica antes de cair sobre os trilhos. O impacto provocou um incêndio nas asas do avião, e os militares utilizaram espuma mecânica para controlar as chamas.

Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO piloto, único ocupante da aeronave, morreu carbonizado. Nenhum vagão ou composição do metrô foi atingido, e o fogo não se espalhou para o galpão.

Testemunhas relataram que viram que o avião sobrevoava a região em baixa altitude antes de ouvirem estouros e perceberem a fumaça. Até o momento, as causas da queda e a identidade do piloto não foram divulgadas.

O monomotor foi fabricado em 1988 e tinha capacidade para transportar quatro pessoas, incluindo o piloto. Identificada pela matrícula PT-VHE, a aeronave era do modelo EMB-711ST, fabricado pela Neiva, e havia decolado do Aeroporto da Pampulha, localizado a cerca de 1 km do local da queda.

O acidente matou o único ocupante do avião e danificou parte da estrutura do pátio. Apesar do impacto, ninguém em solo ficou ferido.

Avião da PM caiu perto do Aeroporto de Ipatinga

O segundo acidente aconteceu no período da tarde, nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, na região do Vale do Aço. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 16h20 para atender à ocorrência na altura do km 43 da BR-458.

A aeronave Pegasus era um bimotor Beechcraft King Air 300, de prefixo PP-EJO, pertencente à Polícia Militar de Minas Gerais. O avião havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, por volta das 15h16, com destino ao Vale do Aço.

Redes sociaisImagem colorida mostra fumaça após queda de avião da PM - Metrópoles
Avião da PM cai e deixa 3 vítimas; militares faziam voo de recheque de habilitação e voltariam logo em seguida para BH

Os três ocupantes morreram no local. As vítimas foram identificadas como o tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre, de 49 anos; a primeira-tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, de 35; e a tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida, de 34 anos.

Segundo a Polícia Militar, a aeronave realizava um voo de recheque de habilitação, procedimento utilizado para avaliar a capacidade técnica do piloto e verificar se ele está apto a renovar a habilitação.

Emocionado durante a coletiva, o porta-voz da PM, coronel Flávio Santiago, classificou o pronunciamento como “a coletiva mais difícil da minha vida”. Entre as vítimas estava o tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre, instrutor da aeronave e um dos pilotos experientes da corporação, com mais de 5 mil horas de voo.

“Qualquer coisa que falarmos agora não tem um embasamento da investigação”, disse o coronel

Cenipa investiga acidente com avião da PM

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado à Força Aérea Brasileira, foi acionado para investigar a queda das duas aeronaves. Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III) foram mobilizados para realizar a chamada ação inicial.

Nessa etapa, são coletadas informações, preservados elementos e verificados os danos relacionados à ocorrência. O trabalho busca identificar os fatores que contribuíram para o acidente e produzir recomendações de segurança.

As causas da queda ainda não foram determinadas. No caso do avião que caiu em Belo Horizonte, também não havia informações conclusivas sobre o que provocou o acidente até a última atualização das reportagens consultadas.

Reprodução/Redes SociaisTenente-coronel Luiz Fernando Silvestre, 49 anos; a tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida, 34 anos, e a também tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, 35 anos
Ten-cel Luiz Fernando Silvestre, 49 anos; a ten. Alice dos Santos O. Almeida, 34, e a também ten. Gabriela Emília S. L. Resende, 35

O que se sabe sobre as duas quedas

Até o momento, os dois acidentes têm quatro mortes confirmadas: uma em Belo Horizonte e três em Santana do Paraíso. As ocorrências envolveram aeronaves diferentes, em locais e horários distintos.

Ainda não há informações que indiquem uma causa comum entre as quedas. A investigação técnica deverá esclarecer as circunstâncias de cada acidente, sem que seja possível antecipar conclusões.

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