Trabalhadores que faziam descarga de mercadorias estão entre feridos. Corpo de Bombeiros relatou o deslocamento de 51 agentes e 17 viaturas
São Paulo – Um prédio de quatro andares desabou na Rua Maria Joaquina, no Brás, uma das mais importantes regiões de comércio popular no centro de São Paulo, nesta sexta-feira (6/11), às 18h38. Segundo a Polícia Militar, pelo menos 27 pessoas ficaram feridas, das quais quatro foram encaminhadas a unidades de pronto atendimento. Assista:
O local era uma loja de tecidos no térreo, com pelo menos três pavimentos acima usados como depósito de mercadorias. Uma carga de rolos de tecido estava sendo descarregada de um caminhão e armazenada nos andares superiores do prédio.
Os feridos são, em sua maioria, trabalhadores que faziam a descarga da mercadoria.
O Corpo de Bombeiros relatou ter mobilizado pelo menos 51 homens e 17 viaturas ao local. A capitã Karoline Magalhães, porta-voz dos bombeiros, informou que 35 pessoas estavam no local no momento do desabamento. Oito delas conseguiram sair do local por conta própria. As outras 27 foram retiradas do local pelas equipes de resgate.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPEntre os 27 feridos, quatro pessoas foram levadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Mooca. Dois deles tiveram alta, um apresentou instabilidade clínica e foi transferido para o Hospital Estadual de Vila Alpina e o último, com ferimentos leves, deixou a unidade antes de receber a liberação.
Com base na lista de trabalhadores, não havia mais pessoas nos destroços por volta de 20h, mas cães farejadores eram utilizados pelos bombeiros para se certificar de que não havia mais vítimas.
Veja imagens:






O local foi totalmente isolado por equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
Agentes da Defesa Civil também foram para o local para definir se prédios vizinhos terão de ser interditados. O Corpo de Bombeiros informou que o prédio não tinha Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) vigente. O documento certifica que uma edificação possui todas as condições de segurança contra incêndio e pânico previstas em lei.
Por volta de 21h30, muitos trabalhadores, apesar de levemente feridos, continuavam no local à espera de seus pertences. Eles contaram que tentavam recuperar celulares, documentos e até sapatos que ficaram nos escombros.
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