Levantamento da PNAD mostra queda, exceto entre o público idoso. E o aumento da redução está relacionado à maior assiduidade escolar
O analfabetismo recuou no estado na última década, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua Educação), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de analfabetos caiu de 76.288, em 2016, para 57 mil no ano passado. Os indicadores apontam uma redução de mais de 19 mil pessoas nessa condição, segundo levantamento da PNAD.
Em 2016, o Acre tinha 39 mil homens analfabetos, mas esse número caiu para 30 mil em 2025. Entre as mulheres, o contingente passou de 32 mil para 27 mil no mesmo período.
O estado registrava em 2016 cerca de 45.511 analfabetos na faixa etária de 15 a 60 anos. No ano passado, esse número caiu para 37.496 pessoas na mesma faixa etária.
Os dados estavam assim distribuídos: 10.617 analfabetos com 15 anos ou mais; 10.549 com 18 anos ou mais; 10.318 com 25 anos ou mais; 8.978 com 40 anos ou mais; e 5.255 com 60 anos ou mais. No ano passado, os números caíram para 8.384 (15 anos ou mais); 8.345 (18 anos ou mais); 8.232 (25 anos ou mais); 7.674 (40 anos ou mais); e 4.861 (60 anos ou mais).
Apesar da melhora, o Acre continua acima da média nacional. Em 2025, a taxa de analfabetismo no Brasil foi de 4,9%. O estado também ficou distante dos índices observados em unidades da federação com menores taxas de analfabetismo, como Santa Catarina (1,5%), Rio de Janeiro (1,6%) e São Paulo (1,9%).
Na comparação regional, o Acre também apresenta desempenho inferior ao de outros estados da Região Norte. Rondônia registrou taxa de 5,1%, Amazonas 4,3%, Roraima 3,4% e Amapá 4,5%. Apenas Tocantins, com 6,8%, ficou acima da média da região entre os estados analisados.

Capital Acreana
Em 2019, o Acre contabilizava cerca de 74.613 pessoas analfabetas com 15 anos ou mais, número inferior ao registrado em 2016, quando havia 76.288 pessoas nessa condição.

Entre os moradores da capital, os homens também eram maioria entre os analfabetosNa comparação por sexo, em 2019 os homens representavam a maior parcela da população analfabeta, com 39.136 pessoas, enquanto as mulheres somavam 35.477. Em 2016, eram 41.659 homens e 34.629 mulheres.
Em Rio Branco, a situação apresentou comportamento diferente. A capital acreana registrou 22.905 pessoas analfabetas em 2018, quantidade superior à observada em 2016, quando o total era de 18.932.
Entre os moradores da capital, os homens também eram maioria entre os analfabetos. Em 2018, havia 12.246 homens e 10.659 mulheres nessa condição. Já em 2016, os números eram de 8.790 homens e 10.142 mulheres.