Cruzeiro do Sul, Acre, 21 de junho de 2026 13:36

Acre tem quase 9% da população analfabeta, aponta PNAD Contínua Educação

Anafalbetismo em queda: Em 2022, o Acre contabilizava 12,13% da população analfabeta, o que correspondia a 73.835 pessoas

O Acre tem 57 mil analfabetos com 15 anos ou mais, o que corresponde a 8,9% da população acreana, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Educação (PNAD Contínua Educação). A taxa de analfabetismo em 2024 era de 60 mil pessoas, o que representava 9,4% da população que não sabia ler nem escrever no estado.

Entre os estados da Região Norte, o Tocantins apresenta 6,8% da população analfabeta, seguido de Rondônia, com 5,1%; Amazonas, com 4,3%; Amapá, com 4,5%; e Roraima, com 3,4%. A taxa nacional ficou em 4,9%, sendo a primeira vez que o índice ficou abaixo de 5%, o que corresponde a 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais analfabetas no ano passado.

A Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEE) contratou quase 150 alfabetizadores voluntários para atuar no Programa Brasil Alfabetizado (PBA)

A Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEE) contratou quase 150 alfabetizadores voluntários para atuar no Programa Brasil Alfabetizado (PBA)Em 2022, o Acre contabilizava 12,13% da população analfabeta, o que correspondia a 73.835 pessoas. O levantamento apontava 69.649 moradores dos municípios e 4.186 indígenas sem escolaridade.

 

Naquela ocasião, a Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEE) contratou quase 150 alfabetizadores voluntários para atuar no Programa Brasil Alfabetizado (PBA). Os professores voluntários, com nível médio completo, atuavam nos 22 municípios acreanos, cumprindo uma jornada de trabalho de 20 horas semanais por um período de 12 meses e recebendo uma ajuda de custo de R$ 1.200,00 por mês.

O levantamento apontou ainda que as regiões Norte e Nordeste foram as que apresentaram maior carência de creches para crianças de 0 a 3 anos. No ano passado, 64,1% das crianças de 0 a 1 ano e 57,1% daquelas com idade entre 2 e 3 anos não frequentavam creches.

Para o grupo de 2 a 3 anos, o maior percentual foi observado no Centro-Oeste, com 65,5%, e o menor, no Norte, com 49,4%. No Norte, 35,2% dos bebês e 44,5% das crianças de 2 a 3 anos estavam fora da creche por esse motivo, enquanto, no Nordeste, os percentuais foram de 36,1% e 37,2%, respectivamente.

O segundo motivo mais citado foi a inexistência de escola ou creche na localidade, a falta de vagas ou a não aceitação da matrícula em razão da idade da criança. O Norte e o Nordeste foram as regiões mais afetadas por esse tipo de barreira, segundo a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).