Os óculos contam com inteligência artificial capaz de descrever, em tempo real, objetos, cores e elementos
Brasília – A adolescente Júlia, de 12 anos, moradora de Brasília, tem mostrado nas redes sociais como a tecnologia pode ampliar a autonomia de pessoas com deficiência visual. Júlia, que é cega, passou a utilizar os óculos inteligentes Ray-Ban Meta Smart Glasses e afirma que o dispositivo tem transformado diversas atividades do seu dia a dia.

(Foto: Reprodução Instagram @notasdadiversidade)
Em um vídeo publicado recentemente nas redes sociais, a menina explica como o equipamento funciona e demonstra algumas das funções que mais utiliza. Os óculos contam com inteligência artificial capaz de descrever, em tempo real, objetos, cores e elementos do ambiente captados pelas lentes.
Segundo Júlia, basta usar comandos de voz para pedir informações ao dispositivo. A tecnologia narra o que está ao redor e também pode auxiliar em tarefas como leitura e pesquisas rápidas. “Já li onze livros com os óculos inteligentes”, contou a menina no vídeo.
A deficiência visual de Júlia é causada pela Amaurose Congênita de Leber, uma condição genética rara que afeta a retina e pode provocar perda significativa da visão desde a infância.
Ela explica que passou a usar os óculos há cerca de três meses e, desde então, ganhou mais independência nas atividades cotidianas.
Durante a gravação, Júlia mostra um exemplo prático do funcionamento do aparelho. Ao segurar um brinquedo de pelúcia diante das lentes e pedir que o sistema descreva o objeto, a inteligência artificial responde informando que se trata de um pato de pelúcia rosa.
Além da descrição de objetos, a menina afirma que utiliza os óculos para ouvir livros, fazer pesquisas para o dever de casa e até escolher roupas que combinem entre si.
