O agronegócio, um dos pilares da economia brasileira, vem ampliando sua presença no mercado internacional, sustentado por avanços em tecnologia tropical e práticas mais eficientes de produção. O Brasil mantém posição de destaque como um dos maiores exportadores de café, açúcar, carne
bovina e de frango, enquanto busca conciliar expansão produtiva, sustentabilidade e inovação.
Nesse movimento, iniciativas coordenadas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e
Investimentos (ApexBrasil) têm contribuído para abrir mercados, atrair investimentos e fortalecer
a competitividade do setor. “O Brasil é parte da solução da crise climática, como demonstrou na COP-30 [realizada em novembro deste ano]. É parte também do enfrentamento da insegurança alimentar no mundo com o agro sustentável, e é ainda parte da solução da transição energética, com o etanol da cana-de-açúcar, do milho; com o biocombustível; e, obviamente, com os minerais”, explica Jorge Viana, presidente da ApexBrasil.
Legislação rigorosa
Um dos fatores que tornam o Brasil um dos mercados mais competitivos do mundo é o Código Florestal, um marco ambiental bastante rigoroso e que impulsionou o avanço de práticas como agricultura regenerativa, manejo responsável do solo, preservação de nascentes e captura de carbono. Esses compromissos já integram as cadeias produtivas que chegam aos mercados internacionais.
De acordo com a agência, alguns setores refletem a trajetória do agro brasileiro de maneira exemplar, como é o caso do algodão, cuja fibra exportada é 100% certificada e rastreada. No caso das cadeias, como as de café, carApexBrasil reforça liderança do Brasil na agricultura tropical
ne bovina e soja, a sustentabilidade é comprovada por tecnologia, monitoramento e padrões reconhecidos globalmente. A combinação de escala, qualidade e rastreabilidade posiciona o Brasil de forma competitiva diante de mercados cada vez mais exigentes.
Ciência e inovação
“Acreditamos que o Brasil é um dos poucos países que têm condições de produzir em escala, com qualidade dos seus produtos, dos seus alimentos e também com as questões de sustentabilidade”, destaca Márcia Nejaim, head do escritório da ApexBrasil São Paulo.
Os resultados reforçam essa credibilidade. Segundo a agência, nas últimas cinco décadas, o Brasil aumentou sua produção de grãos em quase sete vezes sem expandir a área cultivada no mesmo ritmo, preservando 144 milhões de hectares graças à ciência e à inovação. Na pecuária, o rebanho bovino dobrou com praticamente a mesma área, impulsionado por melhoramento genético, manejo de pastagens e tecnologia. Hoje, apenas 30% do território nacional é destinado à agropecuária, enquanto mais de 66% permanecem cobertos por vegetação nativa — grande parte dentro das próprias propriedades rurais.
A fim de sustentar e ampliar esses avanços, a ApexBrasil intensifica ações de construção de reputação e confiança no exterior, apresentando ao mundo um país que já lidera agendas como bioeconomia, agricultura de baixo carbono e preservação de florestas — além de fortalecer o cooperativismo como modelo de produção sustentável.