Ela chegou a ser detida pela Polícia Civil após uma determinação judicial que considerava risco de fuga, mas foi liberada por outra avaliação.
A argentina Agostina Páez, acusada de injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio, foi solta pela Justiça na tarde desta sexta-feira. Ela chegou a ser detida pela Polícia Civil após uma determinação judicial que considerava risco de fuga, mas foi liberada por outra avaliação. A suspeita já estava proibida de deixar o país e usava tornozeleira eletrônica.
O Tribunal de Justiça do Rio também aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público, tornando Agostina Páez ré.
De acordo com as investigações, Agostina estava com duas amigas em um bar na Rua Vinícius de Moraes quando discordou dos valores da conta. Na confusão, ela chamou um funcionário do estabelecimento de “negro”, de forma ofensiva. Mesmo após ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, ela se dirigiu à caixa do bar, chamou a funcionária de “mono”, termo espanhol para macaco, e fez gestos simulando o animal..
A suspeita acabou presa num endereço de Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do Rio.
Imagens anexadas ao processo indicam que, após sair do bar, Agostina voltou a proferir ofensas racistas. Na calçada em frente ao estabelecimento, ela repetiu gestos imitando macaco contra três funcionários.
No processo, Agostina chegou a dizer que os gestos teriam sido meras brincadeiras dirigidas às amigas,
De acordo com a Polícia Civil, os agentes ouviram testemunhas e reuniram elementos probatórios que permitiram esclarecer a dinâmica dos fatos. Se condenada, a suspeita pode pegar de dois a cinco anos de prisão.
