Da Redação – O prefeito Tião Bocalom anuncia amanhã, em reunião às 9 horas no auditório da Acisa, sua disposição de renunciar
ao mandato e concorrer ao argo de governador, em outubro. O anúncio, entretanto, ainda está cercado de incertezas, que só serão analisadas no momento do anúncio. Por exemplo, há um movimento dentro do Partido Liberal para que a executiva nacional negue legenda para Bocalom. A razão seria concentrar os esforços e as verbas partidárias e eleitorais na reeleição de Márcio Bittar ao Senado.
Tanto os partidos de esquerda como de direita consideram a eleição ao Senado e principal disputa desse pleito, especialmente diante
da possibilidade de insistência em impeachment de ministros do supremo e votação da anistia para Bolsonaro. O temor do partido é vincular Márcio Bittar a Bocalom nas urnas, especialmente quando o prefeito não ostenta bons índices de aprovação.
O próprio Márcio Bittar, que é o principal esteio para o financiamento de projetos da prefeitura, via emendas parlamentares, teria tentado demover Bocalom da ideia da candidatura, sem sucesso. Chamou a atenção o fato de que, em nenhum momento e em nenhum texto sobre o lançamento da candidatura, Bocalom destaque o Partido Liberal (PL), ao qual é filiado, como fiador de seu nome. Márcio Bittar preferiria apoiar o senador Alan Rick, que lidera as pesquisas, o que considera que poderia alavancar ainda mais
seu nome para a reeleição.
O que se acredita é que Bocalom deve insistir nessa suposta desvinculação partidária, buscando ganhar tempo para insistir no apoio do partido. A opção seria, posteriormente, sair por uma legenda com menor poder eleitoral, o que acrescentaria novas camadas
de dificuldade para o prefeito. Em decorrência dessa indefinição, é difícil prever o tamanho do apoio que Bocalom obterá de saída. O vice-prefeito Alysson Bestene prometeu fidelidade, mas sem contar com o aval de seu partido, o Progressistas, que tem a candidatura
da vice-governadora Mailza Assis.
Da mesma forma, o apoio de vereadores da capital que maneja em seu mandato só terá impactos das definições dos partidos de cada parlamentar. Mesmo assim, Bocalom convidou partidos de direita, lideranças políticas e comunitárias para o anúncio oficial de sua
pré-candidatura.