Projeção aponta crescimento da incidência; prevenção e diagnóstico precoce são principais estratégias, segundo Ministério da Saúde
O Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Quando excluídos os tumores de pele não melanoma, a projeção é de aproximadamente 518 mil casos anuais. Os dados constam na publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, divulgada nesta quarta-feira, Dia Mundial do Câncer.
De acordo com o levantamento, entre os homens, os tipos mais incidentes são os cânceres de próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral. Entre as mulheres, predominam os cânceres de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide. O câncer de pele não melanoma segue como o mais frequente em ambos os sexos, sendo analisado separadamente devido à alta incidência e baixa letalidade.
O Inca também destaca tipos de câncer com possibilidade de prevenção e detecção precoce, como o câncer do colo do útero e o colorretal, que permanecem entre os mais incidentes no país.
O ministro da saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a prevenção ainda é o aspecto fundamental no enfrentamento ao câncer.

Ministro Alexandre Padilha — Foto: Pedro Bohnenberguer / CBN
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde informa que, em 2025, lançou o programa Agora Tem Especialistas, voltado à ampliação da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento oncológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre as medidas destacadas pelo Ministério da Saúde estão o aumento do acesso à mamografia no SUS. Mulheres de 40 a 49 anos passaram a realizar o exame mesmo sem sintomas, e a idade limite foi estendida até 74 anos. Em 2025, cerca de 3 milhões de mamografias de rastreamento foram feitas pelo sistema público. No rastreamento do câncer do colo do útero, o SUS passou a ofertar o teste molecular DNA-HPV em 12 estados, enquanto a vacinação contra o HPV alcançou cobertura de 85% entre meninas e 73% entre meninos de 9 a 14 anos.
Na área de tratamento, o SUS incorporou um novo medicamento para câncer de mama do tipo HER2 positivo e registrou quase 7 milhões de procedimentos de quimioterapia até novembro de 2025. Também entraram em operação 24 novos aceleradores lineares para radioterapia, incluindo o primeiro no Amapá, e outros 131 devem ser adquiridos em 2026.
