Fato de só EUA terem direito a veto incomoda o governo brasileiro
O governo brasileiro ainda analisa o convite enviado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o Brasil participar d chamado Conselho de Paz, que supervisionará a reconstrução de Gaza, mas a gestão Lula já identificou ao menos dois pontos de preocupação diante do texto.
Pessoas que tiveram acesso à proposta de oito páginas e 13 artigos temem que este organismo multilateral em formação possa se chocar ou se sobrepor ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. O Brasil é membro não permanente do órgão (o país ocupa uma das dez vagas rotativas), portanto tem o compromisso de seguir as decisões adotadas pela entidade.
Fontes a par das discussões relataram à CNN que é preciso entender o que aconteceria, por exemplo, se o Brasil resolvesse aderir ao órgão internacional criado por Trump, mas, eventualmente, o Conselho de Paz tomasse decisão diferente de determinação do Conselho de Segurança da ONU, o que levantaria dúvidas sobre a quem o país deveria obedecer e se seria possível integrar os dois conselhos ao mesmo tempo.
Outra apreensão do governo brasileiro está no fato de, aparentemente, os Estados Unidos serem o único país com poder de veto neste organismo multilateral.
Segundo a CNN apurou, o Brasil também quer observar como outros países vão se comportar diante do chamado de Trump, em especial a França e o Reino Unido. O governo Lula quer entender se os dois, que estão entre os cinco com poder de veto no Conselho de Segurança, irão aceitar integrar um grupo em que só os americanos podem interditar decisões.