A presença do veterano Manoel Ferreira de Moura, que integrou os esforços de preparação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a 2ª Guerra Mundial, foi destacada
Os integrantes do Comando de Fronteira Juruá/61° Batalhão de Infantaria de Selva (C.Fron/Juruá/61° BIS) realizaram, na noite desta quinta-feira (16), formatura militar alusiva ao seu 83° aniversário e ao Dia do Veterano, celebrado em 18 de julho, num momento de tradição, história e reconhecimento, sob o comando do Tenente Coronel Fábio dos Santos, comandante da unidade militar em Cruzeiro do Sul.

A formatura militar teve a presença honrosa de autoridades civis, militares, veteranos do 7° Batalhão de Engenharia e Construção (7° BEC), unidade que antecedeu e do C.Fron.Juruá/61° BIS e foi realizada também em reconhecimento aos relevantes serviços prestados ao Exército Brasileiro e a sociedade cruzeirense pelos veteranos.

Além da honrosa presença dos veteranos se destacou na formatura a presença do senhor Manoel Ferreira de Moura, veterano do Exército Brasileiro que integrou os esforços de preparação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a 2ª Guerra Mundial. Cultuando o espírito imortal do Soldado da Amazônia foi conduzida pelo Aspirante Silvino e pela tropa a Oração do Guerreiro de Selva.

Na sequência da formatura o Capitão veterano Jovino, Chefe da Seção de Veteranos e Pensionistas da Guarnição de Cruzeiro do Sul, fez a leitura de um texto alusivo a data. Em seguida foi realizada a apresentação de um vídeo com histórico da unidade militar, desde sua fundação em até os dias atuais. A tropa entoou o Hino do Batalhão Marechal Thaumaturgo.

O comandante do C.Fron.Juruá/61° BIS, Tenente Coronel Fábio dos Santos, fez uso da palavra e destacou a celebração do aniversário de 83 anos do Batalhão, a presença honrosa dos veteranos e do veterano do Exército Brasileiro que integrou os esforços de preparação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a 2ª Guerra Mundial.


Encerrando a formatura a tropa rompeu marcha entoando a canção Soldado da Amazônia, de autoria do Coronel Osvaldo Matoso Maia e se retirou do pátio ao som da Canção Fibra de Heróis e desfilou em continência ao comandante do Batalhão em homenagem aos veteranos ao som do dobrado Batista de Melo, de autoria de Manoel Alves.
O Tenente Coronel Fábio Santos destacou a importância da formatura alusiva ao aniversário de 83 anos do batalhão, cuja história se confunde com a história de Cruzeiro do Sul e ao Dia do Veterano que são os que construíram o batalhão, a cidade e a comunidade cruzeirense e merecem a homenagem para que a tropa saiba que existe um legado e uma tradição que eles tem que honrar.
A presença ilustre do veterano do Exército Brasileiro e integrante da Força Expedicionária Brasileira, Manoel Ferreira de Moura, também foi destacada pelo comandante que lembrou que ele soube que houve outras tentativas de trazê-lo para participar de uma formatura e a presença dele deu um brilhantismo a mais na formatura comemorativa as duas datas importantes.
O veterano do 7° BEC, 2° Tenente da Reserva, Moacir Farias de Oliveira incorporou no Exército Brasileiro em 1973, na Brigada Paraquedista, no Rio de Janeiro, fez o curso de Sargento na Escola de Sargentos da Arma (ESA), em Minas Gerais, depois foi transferido para o 7° BEC, onde ficou por 11 anos, retornou ao Rio de Janeiro (RJ), serviu em Porto Velho e em seguida passou para a Reserva Remunerada.
O veterano do Exército Brasileiro, Manoel Ferreira de Moura, cruzeirense de 98 anos completados no último dia 08 de junho, fez parte do grupo de soldados recrutados para a 2ª Guerra Mundial que saíram de Cruzeiro do Sul num barco para a cidade de Manaus e lá, segundo ele, que lembra de toda sua história, embarcaram no navio Loyde para Belém.

“Pegamos o navio Lloyd para Belém. Viajamos três dias e três noites. O comandante mandou chamar os militares que iam a bordo, nós éramos dez. Nesse instante, recebi um telegrama de Manaus avisando que a guerra tinha acabado lá na Itália. Foi uma zoada dentro desse navio!”, relatou o veterano, com um sorriso ao lembrar do alívio com o fim do conflito.
