Cruzeiro do Sul, Acre, 20 de maio de 2026 11:09

“Chacina do Guarujá foi terrorismo de estado”, diz André Constantine que cobra ação do ministro Silvio Almeida

Militante social também cobrou ação do ministro Silvio Almeida contra os crimes do governo Tarcisio de Freitas

André Constantine, militante de movimentos sociais ligados à favela e defensor da justiça social, concedeu uma entrevista à TV 247, na qual discutiu questões urgentes sobre violência policial. Constantine abordou a Chacina do Guarujá, em São Paulo, bem como a situação no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, lançando luz sobre o que ele descreveu como “verdadeiro terrorismo de Estado”.

Uma das afirmações mais contundentes de Constantine durante a entrevista foi a alegação de que a operação que resultou na Chacina do Guarujá foi uma ação de vingança com o aval do governador Tarcisio de Freitas. Ele não poupou críticas à forma como o poder estatal e as forças policiais se relacionam, afirmando que “enquanto o sistema vigente for o capitalismo e o Estado for burguês, todas as polícias permanecerão sendo polícias de classe”.

Constantine também lançou luz sobre a situação no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, referindo-se a uma operação conjunta da PM e da polícia civil que resultou em uma chacina na Vila Cruzeiro. Ele sugeriu que o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, poderia ter sido influenciado por acontecimentos similares em São Paulo e que a busca por visibilidade política pode estar levando a ações questionáveis. “O sangue derramado nas favelas e as chacinas que acontecem dentro delas dão voto”, afirmou.

Investigações transparentes – Com um tom de urgência, Constantine apelou ao ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, para que este intervenha onde o Estado aparenta estar envolvido em práticas consideradas violentas e cruéis. Ele pediu investigações transparentes e responsabilização dos culpados por trás das operações questionáveis.

No contexto das afirmações de Constantine, é importante considerar diferentes perspectivas sobre a relação entre as forças policiais, os governantes e as comunidades marginalizadas. As questões levantadas por ele ressaltam a necessidade contínua de debate público sobre a reforma policial, os direitos humanos e a equidade social, buscando soluções que promovam a segurança sem comprometer os valores fundamentais da justiça e da igualdade. Assista: