Cruzeiro do Sul, Acre, 28 de fevereiro de 2026 23:24

Confederação Nacional dos Transportes aponta que o Acre tem as piores estradas do país, com média de 1,8

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Acre tem a pior qualidade das estradas no país, com média de apenas 1,8 em uma escala que vai até 5, no ranking nacional das condições das vias rodoviárias, divulgado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Com esse resultado, as estradas do estado são classificadas como péssimas, o único estado nessa avaliação no país.

O levantamento mostra que São Paulo lidera o ranking, com nota 4,3, indicando melhor qualidade da malha rodoviária do país. Os estados das regiões Norte e Nordeste concentram as piores, com o destaque negativo para o Acre, que obteve nota 1,8. O estudo
evidencia grandes disparidades regionais na infraestrutura rodoviária brasileira, mesmo após a ponderação pela extensão das
rodovias analisadas.

O DNIT vem prometendo melhorar a BR-364, de longe a mais precária do país, entre as que já receberam asfaltamento. Hoje, uma
viagem entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul, que já durou até oito horas, está sendo completada em até 20 horas, pela péssima condição da pista, coberta de buracos, desbarrancamentos e com destacada precariedade.

Rodovias em boas condições contribuem para a redução do tempo de viagem, aumentam a confiabilidade das entregas e diminuem perdas operacionais, elevando o nível de serviço do transporte rodoviário de cargas. Em contrapartida, vias degradadas elevam os custos com manutenção de frota, consumo de combustível, pneus, seguros, além de aumentar os riscos de atrasos e avarias, pressionando o valor do frete ea eficiência das cadeias logísticas.

O resultado da CNT reforça a importância de investimentos contínuos em manutenção e infraestrutura, especialmente em estados estratégicos para o transporte de cargas no Norte do país. A melhoria da malha rodoviária é apontada como fator decisivo para a competitividade econômica e a integração regional.