Cruzeiro do Sul, Acre, 10 de março de 2026 15:58

‘Cometemos um erro’, diz parlamentar republicano sobre ataque dos EUA que atingiu escola no Irã

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O senador republicado dos Estados Unidos John Kennedy pediu desculpas nesta terça-feira (10) pelo que descreveu como um ataque americano a uma escola no Irã, incidente que, segundo ele, teria provocado a morte de mais de 160 pessoas.

‘Foi terrível. Cometemos um erro’, disse Kennedy aos repórteres no Capitólio. Outros países fazem esse tipo de coisa intencionalmente, como a Rússia. Nós jamais faríamos isso intencionalmente. Acho que o Departamento está investigando o caso agora, e eu sinto muito. Sinto muito mesmo que isso tenha acontecido’, disse ele.

Kennedy é o primeiro legislador republicano a admitir a possível responsabilidade americana pelo bombardeio, ocorrido em Minab, no sul do Irã, no primeiro dia da atual guerra entre os dois países.

Enquanto o Pentágono mantém que a investigação ainda está em curso, análises independentes e imagens preliminares indicam que o ataque pode ter sido causado por um míssil Tomahawk de fabricação americana, lançado durante bombardeios contra alvos militares iranianos nas proximidades da escola.

O presidente dos EUA, Donald Trump, questionou a versão de culpa americana, sugerindo inicialmente que o ataque poderia ter sido promovido pelo Irã, mas depois admitiu que o caso está ‘sob investigação’.

A explosão provocou comoção internacional e pressão de membros do Congresso dos EUA, incluindo democratas que pedem uma apuração completa e imparcial do Pentágono sobre o fato.

EUA anunciam três objetivos restantes na guerra contra Irã; saiba quais são

Em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (10), os Estados Unidos revelaram mais detalhes sobre os planos que ainda faltam para o país na guerra no Oriente Médio contra o Irã.

O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, deixou claro que são três objetivos, ‘focados em destruir a capacidade de mísseis e a força militar do Irã’.

Depois, o general Dan Caine, principal nome das Forças Armadas, detalhou que objetivos seriam esses restantes:

  • Continuar a destruir a capacidade iraniana de mísseis e drones
  • Continuar a atacar a marinha iraniana, entre outras coisas, para restringir os movimentos no Estreito de Ormuz
  • Atuar na base industrial e militar do Irã para impedir que o regime ataque os interesses dos EUA

Hegseth enfatizou que Trump se candidatou contra guerras ‘nebulosas’ e intermináveis.

Ele afirma que os EUA estão claramente vencendo com uma ‘vontade inabalável’ de alcançar seus objetivos ‘no nosso cronograma’, sem ainda especificar um prazo.

O secretário de Defesa afirmou ainda que esta terça seria ‘mais uma vez o dia mais intenso de ataques’ e alegou que o Irã estava ‘perdendo feio’. Hegseth também afirmou que as últimas 24 horas registraram a menor taxa de disparos de mísseis do Irã.