Ele afirmou que os EUA ‘jamais fariam isso intencionalmente’. Mais de 160 pessoas morreram.

Míssil atinge área próxima de escola no Irã. — Foto: Reprodução
O senador republicado dos Estados Unidos John Kennedy pediu desculpas nesta terça-feira (10) pelo que descreveu como um ataque americano a uma escola no Irã, incidente que, segundo ele, teria provocado a morte de mais de 160 pessoas.
‘Foi terrível. Cometemos um erro’, disse Kennedy aos repórteres no Capitólio. Outros países fazem esse tipo de coisa intencionalmente, como a Rússia. Nós jamais faríamos isso intencionalmente. Acho que o Departamento está investigando o caso agora, e eu sinto muito. Sinto muito mesmo que isso tenha acontecido’, disse ele.
Kennedy é o primeiro legislador republicano a admitir a possível responsabilidade americana pelo bombardeio, ocorrido em Minab, no sul do Irã, no primeiro dia da atual guerra entre os dois países.
Enquanto o Pentágono mantém que a investigação ainda está em curso, análises independentes e imagens preliminares indicam que o ataque pode ter sido causado por um míssil Tomahawk de fabricação americana, lançado durante bombardeios contra alvos militares iranianos nas proximidades da escola.
O presidente dos EUA, Donald Trump, questionou a versão de culpa americana, sugerindo inicialmente que o ataque poderia ter sido promovido pelo Irã, mas depois admitiu que o caso está ‘sob investigação’.
A explosão provocou comoção internacional e pressão de membros do Congresso dos EUA, incluindo democratas que pedem uma apuração completa e imparcial do Pentágono sobre o fato.
EUA anunciam três objetivos restantes na guerra contra Irã; saiba quais são
Em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (10), os Estados Unidos revelaram mais detalhes sobre os planos que ainda faltam para o país na guerra no Oriente Médio contra o Irã.
O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, deixou claro que são três objetivos, ‘focados em destruir a capacidade de mísseis e a força militar do Irã’.
Depois, o general Dan Caine, principal nome das Forças Armadas, detalhou que objetivos seriam esses restantes:
- Continuar a destruir a capacidade iraniana de mísseis e drones
- Continuar a atacar a marinha iraniana, entre outras coisas, para restringir os movimentos no Estreito de Ormuz
- Atuar na base industrial e militar do Irã para impedir que o regime ataque os interesses dos EUA
Hegseth enfatizou que Trump se candidatou contra guerras ‘nebulosas’ e intermináveis.
Ele afirma que os EUA estão claramente vencendo com uma ‘vontade inabalável’ de alcançar seus objetivos ‘no nosso cronograma’, sem ainda especificar um prazo.
O secretário de Defesa afirmou ainda que esta terça seria ‘mais uma vez o dia mais intenso de ataques’ e alegou que o Irã estava ‘perdendo feio’. Hegseth também afirmou que as últimas 24 horas registraram a menor taxa de disparos de mísseis do Irã.
