Cruzeiro do Sul, Acre, 4 de novembro de 2026 07:09

Dia de finados com muitas visitas no centenário cemitério São João Batista que guarda memórias de milhares de famílias cruzeirenses

Desde cedo da manhã milhares de cruzeirenses fizeram suas visitas aos ente queridos sepultados no centenário cemitério São João Batista, no centro de Cruzeiro do Sul, que foi fundado no início do século XX com a fundação do município em 1904 e abriga os restos mortais dos primeiros habitantes, comerciantes e desbravadores do município, da região e de milhares de cruzeirenses. Atualmente recebe apenas sepultamentos de famílias que já tem jazigos. Os demais sepultamentos são realizados no novo cemitério Jardim da Paz.

Túmulos centenários guardam os restos mortais e memória dos primeiros habitantes e desbravadores

Logo na entrada do cemitário São João Batista são encontrados túmulos dos primeiros homens e mulheres que foram sepultados na campo santo. As primeiras sepulturas foram predominantes simples e com o passar do tempo as famílias passaram a edificar túmulos de alvenaria que refletiam a condição financeira das famílias dos sepultados e foram identificadas na sua maioria com lápides de mármore normalmente com as datas de nascimento, falecimento e o nome da pessoa sepultada.

Uma constatação é que a pintura recente dos túmulos, nos momentos de limpeza do cemitério para a comemoração do Dia de Finados, a cada ano tem descaracterizado a maioria dessas lápides sendo necessário um trabalho de recuperação das mesmas que guardam muito da memória dos primeiros habitantes que foram sepultados no cemitério São João Batista. As lápides de mármore e placas metálicas eram confeccionadas em Manaus ou Belém para identificar os ocupantes das sepulturas.

Nos túmulos centenários as placas de mármores que ainda não foram pintadas lembram seus ocupantes. De 1919 Edith N.S.de Oliveira, que faleceu aos 21 anos. Laura Passos Craveiro Costa. Roga a Deus que Teus Annos encurtou. Que tão cede de ca me levea ver-te, Quão Cedo dos meus olhos te levou. Saudades de seu marido. Laura, que faleceu com 30 anos, era a esposa do escritor, historiador, jornalista e educados alagoano João Craveiro Costa. O túmulo de Laura é outro que ainda mantém sua identificação. “Aqui dorme Francisca Lakisse de Queiroz. Nasceu 18-8-18 – Faleceu 2.-1-30. Saudades de seus paes e irmãozinhos. Perpétua.

Neste Dia de Finados, homenageando todas as famílias cruzeirenses que tem seus ente queridos sepultados no cemitério São João Batisa, fizemos uma visita especial ao mausoléu da família Mariano, que ficou vazio por quase três décadas desde sua construção, onde estão sepultados os restos mortais do saudoso jornalista João Mariano da Silva, que faleceu em 03.04.1971, aos 75 anos, sua esposa Adalgisa Coelho Silva, que faleceu aos 31 anos deixando orfãos oito filhos, que foram criados por ele que não contraiu novo matrimônio. Seu irmão Antônio Mariano Silva Filho, que faleceu muito jovem, era o pai do senhor Mariano, que trabalhou na tipografia com João Mariano e por ele foi adotado. As filhas Isalda Mariano Coelho Rabelo (Isa), Giosete Mariano Coelho (Dona Zizi) e Gutemberg de Araújo Sampaio, esposo da professora Gisalda, também repousam no jazigo.

O casal, João Mariano e sua esposa Adalgiza Coêlho Silva, que faleceu precocemente estão sepultados no mausoléu da família Mariano com outras famíliares

Veja um histórico de alguns destes famíliares que estão sepultados no mausoléu da família Mariano: 

    Rosa, a avó, está sepultada num túmulo na frente do mausoléu da família Mariano, construído por João Mariano