Cruzeiro do Sul, Acre, 6 de fevereiro de 2026 11:36

Estudante de medicina que estuda no Paraguai é presa por venda caneta emagrecedora

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Jovem estuda no Paraguai e negociava medicamento sem registro sanitário; ela anunciava nas redes sociais como nova tendência estética

Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira (5), uma ação policial destinada a reprimir a comercialização irregular, por meio da internet e de redes sociais, de medicamentos para emagrecimento importados sem o devido registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

A polícia recebeu uma denúncia anônima que indicava a possível oferta e comercialização de medicamentos de uso controlado, sem prescrição médica e sem autorização do órgão sanitário competente.

De acordo com informações divulgadas pela própria PF, a investigada é estudante de Medicina no Paraguai e que estaria vinculada à divulgação de medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, especialmente em ambientes virtuais.

A importação, a guarda e a comercialização de medicamentos sem registro no órgão de vigilância sanitária competente, conduta considerada de elevada gravidade por expor a risco a saúde pública, com pena cominada de 10 (dez) a 15 (quinze) anos de reclusão.

Canetas emagrecedoras: “nova tendência estética” vira febre no Brasil e oferece riscos

A comercialização irregular de canetas emagrecedoras tem inspirado a atenção de autoridades públicas e sanitárias no Brasil. A prática, que visa coibir o aumento de peso e a chance de obesidade, tem ganhado adeptos no país e no mundo. Porém, muitas das utilizações e aplicações da chamada “caneta emagrecedora” são feitas sem orientação e acompanhamento médico.

Tratamentos farmacológicos avançaram nos últimos anos com o desenvolvimento de novos medicamentos para auxiliar no emagrecimento. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em janeiro de 2023, o Wegovy, medicamento à base de semaglutida, para o tratamento de sobrepeso e obesidade em adultos com comorbidades.

Já o Mounjaro (tirzepatida) foi a princípio registrado pela Anvisa, em 2023, para o tratamento do diabetes, especialmente a de tipo 2. Porém, essa substância tem sendo amplamente utilizada, de forma indiscriminada, para fins estéticos e de emagrecimento rápido, muitas vezes sem acompanhamento médico.

Ainda que desde junho de 2025, a Anvisa tenha ampliado o Mounjaro para tratamento de obesidade e sobrepeso com comorbidade, muitos ainda não a utilizam de maneira correta.