Cruzeiro do Sul, Acre, 4 de fevereiro de 2026 15:22

EUA: 700 agentes do ICE do Serviço de Imigração deixarão Minnesota “imediatamente”

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Operações do Serviço de Imigração dos EUA (ICE) no estado de Minnesota causaram duas mortes em janeiro

O “czar da fronteira” do governo de Donald Trump, Tom Homan, afirmou, nesta quarta-feira (4/2), que 700 agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) deixarão o estado de Minnesota “imediatamente”.

Homan reconheceu que a operação do ICE no estado não foi perfeita e enfatizou que está focando em uma “operação estratégica direcionada” contra imigrantes ilegais.

intenção de reduzir o número de agentes federais no estado já havia sido externada por Homan na semana passada, e, nesta quarta, ele reafirmou o compromisso.

Reprodução/XCzar da Fronteira Tom Homan
Tom Homan, “czar da fronteira” de Donald Trump, é o homem de terno ao centro da foto

ICE em Minnesota

  • Em dezembro do ano passado, o governo dos EUA lançou uma operação chamada “Metro Surge”, aumentando o número de agentes federais e a repressão em ações no estado de Minnesota, principalmente nas cidades de Mineápolis e Saint Paul.
  • Em janeiro deste ano, as operações do ICE terminaram com duas pessoas mortas por agentes federais em Mineápolis.
  • Em 7 de janeiro, um agente atirou e matou uma mulher, Renee Good, de 37 anos.
  • Pouco mais de duas semanas depois, em 24 de janeiro, outro cidadão foi morto por agentes do ICE – Alex Pretti, também de 37 anos.
  • As mortes causaram revolta na população contra o órgão e geraram protestos pelo estado de Minnesota.

Tom Homan e cooperação com o governo estadual

Após a repercussão das mortes em ações do ICE, Donald Trump enviou ao estado de Minnesota Tom Homan, aliado de confiança do presidente norte-americano que atua como “czar da fronteira”.

Ele foi diretor interino do ICE no primeiro mandato de Trump e um dos principais entusiastas da “tolerância zero” no combate à imigração ilegal.

Tom afirmou nesta quarta, em coletiva de imprensa, que a cooperação com as autoridades locais alcançou um “tremendo progresso” e atribuiu isso à redução do número de agentes federais.

O governador de Minnesota, o democrata Tim Walz, vinha trocando acusações com o republicano Trump e o criticando pelas operações policiais no estado. Os dois, porém, conversaram por telefone na semana passada e sinalizaram uma cooperação.