Forças dos EUA já estariam preparadas para atacar o Irã, mas decisão final de Donald Trump ainda não foi tomada
Os Estados Unidos estão preparados para realizar um possível ataque contra o Irã já neste sábado (21/2). O presidente Donald Trump, no entanto, ainda não bateu o martelo sobre a operação. As informações foram divulgadas pela emissora norte-americana CBS News.
Nesta quarta-feira (18/2), a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os Estados Unidos têm “muitos motivos” para justificar um eventual ataque contra o Irã, em meio à recente escalada de tensões com o país persa.
A declaração foi dada um dia após mais uma rodada de negociações entre os dois países, realizada em Genebra, na Suíça. Retomadas no início deste mês, as conversas têm como foco o programa nuclear iraniano, considerado pelos norte-americanos – assim como por Israel – uma ameaça à segurança internacional.
As discussões enfrentam impasses que envolvem, principalmente, o enriquecimento de urânio por parte do Irã, visto pelo governo do aiatolá Ali Khamenei como um direito legítimo do país. Além disso, temas como o programa de mísseis balísticos iraniano, e o apoio de Teerã a grupos regionais que se opõem a Israel, também são demandas de Washington.
Fontes ouvidas pela CBS News afirmaram que o plano militar para um eventual ataque ao Irã já está pronto, embora a data da operação possa ser alterada e não esteja necessariamente restrita a este fim de semana. Na Casa Branca, a análise leva em conta o risco de uma escalada no Oriente Médio, a possível reação de Teerã e os impactos políticos da decisão, tanto no cenário interno quanto no exterior.
Como medida de precaução, o Pentágono começou a retirar temporariamente parte do seu pessoal do Oriente Médio. Militares estão sendo enviados para a Europa ou de volta aos Estados Unidos, diante da possibilidade de retaliação iraniana caso um ataque seja autorizado. Segundo autoridades, esse tipo de deslocamento é comum em momentos de tensão e não indica, por si só, que a ofensiva seja iminente.
Irã reage
Enquanto as tratativas não avançam para um acordo definitivo, Trump usa o poder militar norte-americano para pressionar a nação persa. Atualmente, dois porta-aviões dos EUA estão no Oriente Médio, assim como navios de guerra, caças e sistemas de defesa aérea.
O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, reagiu afirmando que os Estados Unidos não conseguirão derrubar a República Islâmica e fez uma ameaça direta à presença militar norte-americana próxima ao território iraniano. A fala ocorreu durante um discurso em uma audiência, em Teerã.
“O presidente dos EUA diz que seu Exército é o mais forte do mundo, mas até o mais forte dos exércitos pode receber um golpe tão duro que não consiga mais se levantar”, afirmou.
Nas redes sociais, ele publicou uma imagem criada por inteligência artificial mostrando um porta-aviões americano submerso e afirmou que, embora um navio de guerra seja perigoso, mais perigosa é a arma capaz de destruí-lo.
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