Cruzeiro do Sul, Acre, 4 de fevereiro de 2026 16:05

Ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, é preso por agentes da PF e da PRF

rioprevidencia

O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso nesta terça-feira. Ele foi detido por agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. As informações são da TV Globo.

No dia 23 de janeiro, Deivis renunciou ao cargo de presidente depois da operação Barco de Papel, da Polícia Federal, para apurar suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de dinheiro e corrupção no fundo dos servidores do estado do Rio. As investigações envolvem investimentos no Banco Master.

Na gestão de Deives e de outros dois ex-diretores, o fundo de previdência do Rio investiu quase R$ 1 bilhão em letras financeiras do Banco Master, que são títulos de investimento de alto risco que não contam com a cobertura do fundo garantidor de crédito.

As investigações se concentram em nove aplicações no Master entre 2023 e 2024 que, que segundo a PF colocaram em risco o dinheiro das aposentadorias e das pensões de 235 mil servidores públicos do estado do Rio. Nesse período, R$ 970 milhões em recursos da autarquia foram aplicados em letras financeiras emitidas pelo banco Master, sem garantias de retorno.

Há mais de um ano, os aportes do Rio Previdência no Master estão na mira do Tribunal de Contas do Estado do Rio. Em outubro de 2025, o Tribunal proibiu o RioPrevidência de investir em títulos administrados pelo banco e alertou para possível gestão irresponsável de recursos.

Em nota, a PF detalhou a operação. Leia na íntegra:

PF deflagra a 2ª fase da Operação Barco de Papel

Rio de Janeiro/RJ – Na manhã desta terça-feira, 3/2, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro envolvendo a gestão de recursos da RioPrevidência.

Na ação de hoje, os policiais federais cumprem três mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão, em endereços vinculados aos investigados no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Os mandados foram decretadas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.

Após o cumprimento do mandado de busca e apreensão no apartamento do principal alvo da operação deflagrada em 23 de janeiro, a Polícia Federal identificou movimentações suspeitas de retirada de documentos do apartamento do investigado, manipulação de provas digitais, além da transferência de bens (dois veículos de luxo) para terceiros.

A Operação Barco de Papel apura irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, recentemente liquidado pelo Banco Central. Entre novembro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência teria investido aproximadamente R$ 970 milhões na instituição financeira.

As prisões foram determinadas pelo Juízo da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que considerou haver risco concreto de destruição de provas e obstrução das investigações caso os envolvidos permanecessem em liberdade.

A operação de hoje contou com o apoio da Delegacia Especial da PF no Aeroporto Internacional de Guarulhos (DEAIN) e da Polícia Rodoviária Federal em Itatiaia/RJ, município no qual o principal investigado foi preso após ser abordado em veículo alugado.

O preso foi conduzido à Delegacia de Polícia Federal em Volta Redonda, de onde será encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro para ser ouvido e, após os procedimentos de polícia judiciária, será introduzido no sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da justiça.

Os outros dois alvos da operação encontram-se foragidos.