Cruzeiro do Sul, Acre, 5 de fevereiro de 2026 20:48

Folia com responsabilidade: dicas práticas da Afya para prevenir ISTs durante o Carnaval

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Infectologista orienta para os riscos do período e sobre cuidados, testagem e proteção

A atmosfera de liberdade e a grande concentração de pessoas em um único lugar, durante as festividades do Carnaval, facilitam a interação social. Com isso, pode ocorrer, ocasionalmente, um aumento no número de parceiros em um curto espaço de tempo, o que torna ainda mais importante o cuidado contra as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Atualmente, as ISTs são uma das maiores preocupações de saúde pública no Brasil, segundo Rita de Cássia de Souza Lima, médica infectologista e docente da Afya Cruzeiro do Sul. “Entre as doenças mais comuns está a sífilis, que apresentou aumento expressivo de casos nos últimos anos. Em algumas regiões do país, o crescimento ultrapassou 2000% na última década”, afirma a infectologista.

A sífilis é uma doença que age de forma silenciosa. A ferida inicial, conhecida como cancro duro, é indolor e desaparece sozinha, o que faz com que a pessoa acredite que está curada, enquanto a bactéria continua se espalhando pelo organismo, podendo causar danos graves ao coração e ao sistema nervoso anos depois.

Outra infecção que segue em crescimento, principalmente entre o público jovem, é o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Dados do Ministério da Saúde (MS) mostram que, embora a epidemia esteja estabilizada na população geral, ela continua avançando entre homens de 15 a 29 anos.

“Muitas pessoas vivem com o vírus sem saber. No Carnaval, a combinação de álcool e novos parceiros aumenta a exposição. Além disso, a janela imunológica faz com que o vírus não apareça em testes feitos logo após a relação, exigindo que o folião procure a Profilaxia Pós-Exposição – PEP (medida de urgência que deve ser iniciada em até 72 horas após uma relação desprotegida para prevenir a infecção pelo HIV)”, salienta Rita de  Cássia de Souza Lima, médica infectologista.

O Papilomavírus Humano (HPV) também preocupa. É a IST mais comum e possui uma taxa de transmissibilidade altíssima, a partir do contato pele a pele na região genital, e não apenas por fluidos corporais. “Isso significa que o preservativo, embora essencial, não protege 100% das áreas infectadas. Além disso, o vírus está diretamente ligado ao câncer de colo do útero, pênis e garganta”, alerta a especialista.

A Mpox tornou-se um ponto de atenção específico nas campanhas de 2025 e 2026. A transmissão ocorre por contato íntimo prolongado e contato direto com lesões na pele, algo comum em ambientes de festa muito lotados. Os sintomas, como bolhas e feridas, podem ser confundidos com alergias ou outras doenças, e a pessoa pode transmitir o vírus antes mesmo das lesões aparecerem de forma evidente.

Já a gonorreia e a clamídia muitas vezes são tratadas de forma inadequada, com o uso de ‘remédios de farmácia’ sem prescrição médica, o que pode trazer complicações.

7 dicas importantes para curtir o Carnaval com segurança

1- Use preservativo em todas as relações sexuais, do início ao fim, e evite reutilizar ou usar camisinha armazenada de forma inadequada. Preservativos guardados ou utilizados de forma inadequada podem se romper e aumentar o risco de exposição às infecções.

2- Evite decisões impulsivas sob efeito de álcool ou outras substâncias, que aumentam o risco de relações desprotegidas.

3- Procure testagem regularmente, especialmente após situações de risco, respeitando o período da janela imunológica.

4- Em caso de relação desprotegida, busque imediatamente um serviço de saúde para avaliação da necessidade de Profilaxia Pós-Exposição (PEP), preferencialmente em até 72 horas.

5- Mantenha as vacinas em dia, principalmente a de hepatite B.

6- Ao perceber feridas, manchas, secreções ou sintomas incomuns, evite contato íntimo e procure atendimento médico.

7- Nunca se automedique: o uso inadequado de antibióticos pode mascarar sintomas e causar complicações.

Afya Amazônica

A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado do Acre conta com uma instituição de graduação: Afya Cruzeiro do Sul. Tem ainda onze escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Pará (4), Rondônia (2) e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com 4 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM), Palmas (TO) e Porto Velho (RO).

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.