Os policiais chegaram à região em um helicóptero do Governo do Estado e, após o desembarque, iniciaram o patrulhamento na comunidade, situada a cerca de 10 quilômetros da fronteira entre o Brasil e o Peru.
A operação foi deflagrada depois que homens armados invadiram a aldeia e ameaçaram lideranças indígenas. Segundo as investigações, a ação criminosa teria sido uma retaliação à decisão do povo Ashaninka de proibir a passagem de não indígenas pelo território.
De acordo com as lideranças da comunidade, a restrição foi adotada para impedir o avanço do desmatamento, do garimpo ilegal e do tráfico de drogas na região de fronteira.
Durante a operação, o diretor operacional da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Atahualpa Ribera, destacou a atuação das forças de segurança para garantir a proteção da comunidade indígena.
O líder indígena Francisco Pyanko também participou da ação e reforçou a preocupação com a segurança das famílias que vivem na aldeia.
O coordenador do Gefron, coronel Assis Santos, informou que o efetivo permanecerá na região por tempo indeterminado para garantir a segurança dos moradores e intensificar o monitoramento da faixa de fronteira.
Segundo o oficial, também será solicitado apoio do Exército Brasileiro para reforçar a presença das forças de segurança na área. A principal linha de investigação aponta que as ameaças tenham sido praticadas por integrantes de uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas na região de fronteira entre o Brasil e o Peru.
O caso será encaminhado às autoridades federais para a adoção das medidas cabíveis e continuidade das investigações.


