Cruzeiro do Sul, Acre, 18 de fevereiro de 2026 01:20

Grupos defensores do direito às armas criticam Trump após morte de manifestante em protesto contra ICE

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Diversos grupos defensores dos direitos às armas nos Estados Unidos realizaram críticas públicas ao presidente americano, Donald Trump, após ele e membros do seu governo afirmarem que a morte de um homem durante protesto contra o ICE, em Minneapolis, ocorreu por ele estar portando uma arma.

O homem morto tinha porte legal da pistola que carregava, segundo registros oficiais.

‘O diretor do FBI precisa esquecer essa coisa chamada Constituição, porque claramente ele não a leu. Não conheço lugar mais crucial para portar uma arma de fogo para autodefesa do que em um protesto’, disse Dudley Brown, presidente da Associação Nacional pelos Direitos às Armas, ao site Político.

No domingo (25), o diretor do FBI, Kash Patel, disse em entrevista à Fox News que não pode ‘levar uma arma de fogo, carregada e com vários carregadores para qualquer tipo de protesto’. Já a secretária do epartamento de Segurança Interna, Kristi Noem, disse que não tinha ‘conhecimento de nenhum manifestante pacífico que aparecesse com uma arma e munição em vez de um cartaz’.

A Associação Nacional de Rifles, apoiadora de longa data do presidente Donald Trump, publicou que as declarações do procurador federal para a Califórnia dizendo que a polícia poderia reagir a uma pessoa com armas eram ‘perigosas e erradas’ e pediu uma investigação completa em vez de ‘generalizações e demonização de cidadãos cumpridores da lei’.

Além disso, o grupo pró-armas do estado de Minnesota também contestou o declaratório do governo americano.

‘Todos nós podemos ver o que está no vídeo’, disse Bryan Strawser, presidente do Minnesota Gun Owners Caucus, argumentando que as declarações dos funcionários de Trump não condizem com as imagens do evento.

Imagens das câmeras corporais em morte de manifestante contra ICE estão preservadas

Manifestantes tentam invadir hotel nos EUA atrás de agentes do ICE. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O governo dos Estados Unidos defendeu em um tribunal que as imagens das câmeras corporais dos agentes de imigração que acabaram atirando e matando um manifestante em Minneapolis estão sendo preservadas.

‘Não queremos que o tribunal se envolva na gestão minuciosa de uma questão federal em andamento neste momento’.

Autoridades estaduais pediram ao juiz distrital dos EUA, Eric C. Tostrud, que prorrogue uma ordem de emergência emitida por ele no sábado, proibindo o governo de destruir ou alterar provas após a Patrulha da Fronteira ter atirado no homem.

Siekert afirmou que as imagens das câmeras corporais foram enviadas para a Alfândega e Proteção de Fronteiras, que deve manter em segurança por 75 anos. Ele também não revelou quantos agentes usavam câmera.

Além disso, a autoridade comentou que outras provas também foram preservadas, como aconteceria em qualquer investigação criminal ou de imigração.

O advogado afirmou, no entanto, que não sabia se o governo federal preservaria as provas após o término da investigação federal, para que as autoridades pudessem compartilhá-las com os investigadores de Minnesota.

O procurador-geral de Minnesota, estado onde se encontra Minneapolis, Keith Ellison, e outras autoridades alegaram ‘sérias irregularidades’ no processo de coleta de provas da morte de um homem no final de semana. Ellison afirmou que o estado não descarta a possibilidade de apresentar acusações criminais contra os agentes envolvidos.

Donald Trump desembarca de avião presidencial na Suíça. — Foto: Mandel Nigan/AFP

Donald Trump desembarca de avião presidencial na Suíça. — Foto: Mandel Nigan/AFP