Cruzeiro do Sul, Acre, 10 de maio de 2026 13:01

Hezbollah condiciona cessar-fogo ao fim dos ataques israelenses

Integrante do braço político do Hezbollah diz que grupo cumprirá trégua caso Israel interrompa os ataques. “Nós nos comprometemos”, disse

Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, afirmou nesta quinta-feira (16/4) que deve respeitar o cessar-fogo previsto para entrar em vigor na noite desta quinta-feira, desde que Israel interrompa os ataques.

A declaração foi feita à CNN Internacional por Ibrahim Moussawi, um integrante do braço político do grupo militar.

“Enquanto as forças de ocupação israelenses cessarem a agressão e não violarem o cessar-fogo, nós nos comprometemos com ele”, disse Moussawi.

Segundo ele, a trégua precisa abranger todo o território libanês, limitar as ações israelenses e servir como ponto de partida para a retirada das tropas de Israel do país.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que um cessar-fogo de 10 dias no Líbano começará ainda nesta quinta-feira. De acordo com Moussawi, o Irã já havia informado representantes do Hezbollah sobre a trégua antes mesmo do anúncio oficial.

Teerã condicionou qualquer avanço em um acordo mais amplo ao fim dos ataques israelenses no Líbano. A posição gerou reação do governo libanês, que acusou o Irã de violar sua soberania ao negociar “em seu nome”.

Apesar das tensões, o governo do Líbano — que já sinalizou a intenção de desarmar o Hezbollah — realizou na última terça-feira negociações de alto nível com autoridades israelenses. Ainda assim, insiste que um cessar-fogo é pré-requisito para qualquer avanço diplomático.

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Cessar-fogo entre Israel e Líbano

De acordo com Trump, o entendimento é resultado de negociações conduzidas em Washington na última terça-feira (14/4), com mediação do secretário de Estado, Marco Rubio, e participação de autoridades dos dois países.

O presidente afirmou ainda que instruiu o vice, JD Vance, e a equipe de segurança nacional a trabalharem por uma solução duradoura.

Aoun classificou o cessar-fogo como um “ponto de partida natural” para futuras negociações diretas entre Líbano e Israel — algo que não ocorre formalmente desde 1983. O líder libanês destacou a necessidade de interromper ataques contra civis e conter a destruição em regiões do sul do país.

Apesar disso, o grupo Hezbollah havia criticado o processo. O líder da organização, Naim Qassem, afirmou que as negociações são “inúteis” e defendeu que qualquer decisão deve ter consenso interno libanês.