Passagem deverá ser coordenada com as Forças Armadas do país, informou o Ministro das Relações Exteriores
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Aragachi, disse que, durante as duas semanas, a passagem segura pelo Estreito de Ormuz “será possível por meio da coordenação com as Forças Armadas do Irã e levando em consideração as limitações técnicas”.
A reabertura do Estreito de Ormuz foi um dos pontos exigidos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para aceitar a proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão. Segundo Trump, a proposta de 10 pontos apresentada por Teerã é uma “base viável para negociar”.
O chanceler iraniano expressou gratidão ao primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, e ao chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, por mediarem o acordo.
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã divulgou uma declaração destacando que o plano de 10 pontos do país “enfatiza questões fundamentais”, como a “passagem regulamentada pelo Estreito de Ormuz sob a coordenação das Forças Armadas do Irã”.
Isso garantiria ao Irã uma “posição econômica e geopolítica única”, afirma a declaração.
O Irã fechou o Estreito de Ormuz no final de fevereiro, em resposta aos ataques de Israel e dos Estados Unidos que mataram o líder supremo iraniano, Ali Khamenei. A rota marítima é responsável por cerca de 20% do petróleo global e do gás natural liquefeito, e o fechamento do estreito gerou aumento nos preços da gasolina no mundo todo.