O governo do Irã afirmou que discute a possibilidade de reparações de guerra nas negociações de paz com os Estados Unidos
O governo do Irã estima que os prejuízos causados pela guerra com Estados Unidos e Israel já chegam a cerca de US$ 270 bilhões, após 45 dias de confrontos. O valor foi divulgado nesta terça-feira (14/4) pela agência semioficial iraniana Tasnim.
Segundo a porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, o valor ainda não é definitivo. Ela explicou que esse tipo de levantamento costuma ser feito em diferentes etapas, o que pode alterar a estimativa final dos danos.
O conflito começou em 28 de fevereiro de 2026, quando Estados Unidos e Israel realizaram bombardeios em mais de 130 cidades iranianas, atingindo alvos militares e nucleares. Entre os mortos está o líder supremo do país, Ali Khamenei.
Em resposta, o Irã lançou ataques contra bases americanas e aliados na região, incluindo países como Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.
De acordo com a Sociedade do Crescente Vermelho do Irã, mais de 125 mil estruturas foram destruídas ou gravemente danificadas em ataques aéreos em regiões residenciais.
O governo iraniano afirmou ainda que discute a possibilidade de reparações de guerra nas negociações diplomáticas. O tema foi tratado por representantes iranianos e norte-americanos em conversas mediadas pelo Paquistão, realizadas neste sábado (11/4), em Islamabad.
Guerra no Irã
O Oriente Médio enfrenta uma escalada de tensão desde o fim de fevereiro, marcada pelo início de um confronto direto entre os Estados Unidos, Israel e o Irã. A guerra teve início em 28 de fevereiro, quando uma ofensiva coordenada por Washington e Tel Aviv resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã, além de outras autoridades de alto escalão do regime.
Desde então, os Estados Unidos afirmam ter ampliado as ofensivas contra alvos estratégicos iranianos, incluindo embarcações militares, sistemas de defesa aérea e aeronaves. As ações, segundo Washington, têm como objetivo enfraquecer a capacidade militar do país.

Em resposta, o governo iraniano iniciou uma série de ataques na região, atingindo diferentes países do Golfo e do entorno, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.
As autoridades iranianas sustentam que os alvos são interesses ligados aos Estados Unidos e a Israel nesses territórios, o que amplia o risco de um conflito regional de maiores proporções.
Os impactos humanitários já são significativos. De acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos EUA, ao menos 1.937 civis morreram no Irã desde o início da guerra.
Do lado americano, a Casa Branca contabiliza pelo menos 13 militares mortos em decorrência direta dos ataques iranianos, enquanto Israel registra 24 vítimas. Os números foram atualizados até 3 de abril por veículos internacionais.
A crise também ultrapassou as fronteiras iranianas e israelenses e chegou ao Líbano. O Hezbollah, aliado do Irã, lançou ofensivas contra o território israelense em reação à morte de Khamenei. Em resposta, Israel intensificou bombardeios aéreos contra posições que afirma serem do grupo no país vizinho. Desde então, centenas de pessoas morreram em solo libanês.
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