Benefício foi cancelado após o condenado não ser localizado para formalização. A revogação ocorre dias depois de publicações em frente ao Maracanã, celebrando o retorno ao estádio como torcedor.
A Justiça do Rio, por meio da Vara de Execuções Penais, revogou nesta sexta-feira (6) uma decisão que autorizava a liberdade condicional ao ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pela morte de Eliza Samudio.
O ex-atleta do Flamengo, que também teve passagem pela Seleção Brasileira, foi condenado, em 2013, a mais de 22 anos de cadeia pelo homícidio, além de cárcere privado e lesão corporal.
O juiz entendeu que a liberdade condicional – concedida em 2023 e que seria a última etapa pra extinção da pena – não chegou a valer, porque o condenado não foi localizado e não compareceu ao ato obrigatório para formalizar o benefício, como exige a Lei de Execução Penal. Com isso, sem cumprir o rito formal do processo, o benefício acabou por perder a validade.
A decisão da Justiça ocorre dias depois de o ex-atleta publicar nas redes sociais imagens comemorando o “retorno” ao Maracanã, desta vez como torcedor do seu ex-time, o Flamengo.

Ex-goleiro Bruno no Maracanã — Foto: Reprodução
Com a nova decisão, Bruno tem prazo de cinco dias para se apresentar ao sistema penitenciário e formalizar o retorno ao regime semiaberto. Caso não cumpra a ordem, poderá ser expedido mandado de prisão.
Como a situação do ex-goleiro chegou nesse ponto atual?
Preso em 2013, 3 anos depois do crime, ele foi para o regime semiaberto em 2019 e está em liberdade condicional desde janeiro de 2023. Desde que deixou a prisão, ele tenta retomar a carreira, hoje aos 41 anos. Seu último clube foi o Capixaba Sport Clube, do Espírito Santo, de onde foi demitido há uma semana.