Coletivo de mulheres feministas protesta em estádio contra jogadores suspeitos de estupro no Acre
O Levante Feminista do Acre realizou, na tarde deste sábado, 28), em frente ao Estádio Tonicão, em Rio Branco, o “ato público contra estupros coletivos e contratação de goleiro feminicida”, manifestação voltada para os casos que envolvem o Vasco da Gama-AC, clube de futebol do estado.

Lambes foram colados nos postes, muros e arredores do Estádio Tonicão
Com cerca de 20 pessoas reunidas, a mobilização trouxe à tona dois casos envolvendo o cruzmaltino acreano: os quatro jogadores suspeitos de estupro coletivo no alojamento do clube e a contratação do goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato da modelo Eliza Samudio.
Para Jade Cabeça, membro do Levante Feminista, o que é importante para o Levante também é importante para o meio social, e, principalmente trazer essas pautas à tona no estado que estatisticamente mais tem casos de feminicídio é importante.

Ato público contra estupros coletivos e contratação de goleiro feminicida realizado em frente ao Estádio Tonicão chamou a atenção
“A fala do técnico é que a delegacia agiu rápido demais, e, em contraponto, a gente tem um Estado que mais matou mulheres no ano de 2025. Nossa intenção é tanto fazer com que os homens que estão aqui reflitam sobre o que está acontecendo e também causar um incomodo. Sabemos que as pessoas só pensam quando são incomodadas a pensar”, conta Jade
Apoiando o ato, a vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AC), Thaís Moura reforçou a necessidade de mostrar a força do movimento feminista no estado, principalmente em assuntos que envolvam qualquer tipo de violência contra as mulheres.
“Estamos aqui para manifestar nosso repúdio a qualquer tipo de violência contra a mulher. Onde houver algum tipo de violência, nós estaremos unidas, em combate. A sociedade deve verificar que precisamos estar prontas para que possamos combater a violencia. É importante esse ato para demonstrar que as mulheres precisam ser mobilizadas, devem ser respeitadas. Nenhum tipo de violência, seja ele físico, psicológico, patrimonial, sexual, será admitido por nós, mulheres“, finaliza Thaís.
Jade, que também faz parte do Comitê Político do levante Feminista Nacional, conta que o ato não tem caráter violento, apenas político e de reflexão. “Tem caráter político e de conscientização das pessoas, por isso colocamos os lambes, colocamos som, toda essa movimentação, para para que as pessoas que estão aqui reflitam, mesmo que seja por meio do incômodo“, explica