Maior exportador de petróleo do mundo, a Aramco, da Arábia Saudita, alertou que pode haver “consequências catastróficas” para os mercados mundiais caso a guerra com o Irã continue a interromper o acesso ao Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, que está praticamente inoperante desde que os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã no final de fevereiro.
Além de afetar os setores de transporte marítimo e seguros, as atuais interrupções podem se agravar e ameaçar a aviação, a agricultura, a indústria automotiva e outros setores, disse o CEO da empresa.
Hoje, uma refinaria de petróleo nos Emirados Árabes Unidos foi fechada ‘por precaução’ após um ataque de drone na região, segundo a agência Reuters. A refinaria, que fica em um centro industrial em Abu Dhabi, é uma das maiores do mundo e tem capacidade de produzir mais de 900 mil barris por dia.
Além disso, quatro países do Oriente Médio farão reduções significativas na produção diária de petróleo em meio à guerra travada entre os EUA, Israel e Irã, segundo a agência de notícias norte-americana Bloomberg nesta terça-feira.
Segundo fontes da agência, Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait reduziram sua produção conjunta em até 6,7 milhões de barris por dia. Isso corresponderia a cerca de 6% da oferta mundial de petróleo.
Washington e Teerã tem trocado farpas sobre Estreito de Ormuz. O presidente americano Donald Trump procurou acalmar os temores dos operadores de petroleiros e ameaçou atingir o Irã com mais força caso os militares tentem interromper o fluxo de petróleo, o que levou Teerã a prometer que as forças armadas estavam “aguardando” a chegada de navios da Marinha dos Estados Unidos no estreito.
Diante desse cenário, o petróleo hoje opera em queda forte nesta terça-feira, com o petróleo bruto dos Estados Unidos negociado a 89 dólares por barril, após passar dos 100 dólares ontem. Já o petróleo Brent, referência internacional do preço do petróleo, é negociado pouco abaixo de 92 dólares por barril.
Sobre o conflito no Oriente Médio, mais cedo, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse que os Estados Unidos não vão ceder na guerra contra o Irã até que “o inimigo seja totalmente derrotado”, e que isso será feito de acordo com o cronograma do governo americano. A fala do secretário acontece após o presidente Donald Trump ter feito afirmações contraditórias, afirmando que o conflito estava perto de acabar.
Ainda segundo Hegseth, hoje será o dia mais intenso de ataques contra o Irã até o momento. Os objetivos, segundo ele, são de destruir o arsenal de mísseis do Irã e sua capacidade de fabricá-los, além de “impedir permanentemente o Irã de obter armas nucleares”.
